sexta-feira, 4 de junho de 2021

Tutorial: como fazer uma Comunicação Interna (CI) no SEI-RJ

 

Tutorial: como fazer uma Comunicação Interna (CI) no SEI-RJ



A Comunicação Interna — CI é um documento utilizado para a comunicação administrativa entre unidades de um órgão ou instituição.

Com a implantação do Sistema Eletrônico de Informações — SEI-RJ, a CI pode ser elaborada, assinada e encaminhada inteiramente dentro do sistema, sem a necessidade de imprimir o documento, colher assinatura em papel e depois digitalizá-lo.

Neste tutorial, vamos acompanhar o procedimento desde a abertura do processo até o envio da CI para a unidade destinatária.

As orientações foram atualizadas com base nos Procedimentos Operacionais Padrão — POPs disponibilizados pelo próprio SEI-RJ. O portal oficial mantém atualmente uma sequência específica de orientações para autuar o processo, elaborar a CI, assiná-la e encaminhá-la.

Antes de começar: a CI já pertence a algum processo?

Esta é a primeira pergunta a fazer.

No SEI-RJ, todo documento precisa estar dentro de um processo.

Por isso, existem duas situações.

Situação 1 — a CI está relacionada a um processo que já existe

Nesse caso, não abra outro processo apenas para a Comunicação Interna.

Entre no processo existente e inclua a CI diretamente nele.

Situação 2 — a CI é independente

Se a Comunicação Interna não estiver relacionada a nenhum processo já existente, será necessário criar um processo específico.

O próprio POP do SEI-RJ estabelece essa orientação: se a CI estiver vinculada a um processo, ela deve ser elaborada nele; se for independente, deve ser aberto um processo.

1. Como abrir um processo para a CI

No menu principal do SEI-RJ, clique em:

Iniciar Processo

Procure pelo tipo:

Administrativo: Elaboração de Correspondência Interna

Caso o tipo não apareça inicialmente, utilize a opção para exibir todos os tipos de processo disponíveis.

Na tela seguinte, preencha as informações solicitadas.

Especificação

Faça uma descrição curta que permita identificar posteriormente o assunto.

Evite especificações genéricas como:

“CI”

ou

“Solicitação”.

Prefira algo que ajude na pesquisa futura, como:

Solicitação de manutenção do aparelho de ar-condicionado

ou:

Encaminhamento de informações para elaboração do relatório anual

A preocupação aqui não é escrever o texto inteiro da CI.

É apenas permitir que, meses ou anos depois, o processo possa ser localizado com facilidade.

Interessada(o)

Informe a pessoa, unidade ou entidade relacionada ao processo, conforme o assunto.

Nível de acesso

A regra geral indicada pelo próprio SEI-RJ é utilizar:

Público

O nível:

Restrito

deve ser utilizado quando o processo ou documento possuir informação que justifique juridicamente a restrição, como determinadas informações pessoais, fiscais ou outros dados protegidos.

Não selecione “Restrito” apenas porque o assunto é administrativo ou porque você prefere que outras unidades não visualizem o conteúdo.

A restrição precisa possuir fundamento.

Depois de conferir as informações, clique em:

Salvar

Pronto.

O processo foi criado.

2. Se houver documentos para anexar

Talvez a CI precise encaminhar ou mencionar algum documento.

Por exemplo:

  • orçamento;

  • relatório;

  • planilha;

  • formulário;

  • documento recebido por e-mail;

  • comprovante;

  • documento digitalizado.

Nesse caso, abra o processo e clique em:

Incluir Documento

Selecione:

Externo

Depois informe o tipo do documento e os demais dados solicitados.

Será necessário indicar, entre outras informações:

  • data;

  • número, quando houver;

  • descrição;

  • formato;

  • remetente;

  • interessada(o);

  • nível de acesso;

  • arquivo correspondente.

O SEI-RJ diferencia o documento:

nato-digital

daquele:

digitalizado nesta unidade.

Um documento recebido originalmente como arquivo digital é nato-digital.

Já um documento que existia em papel e foi digitalizado pela unidade deve ser identificado como documento digitalizado.

A documentação oficial prevê autenticação do documento digitalizado pela unidade.

3. Agora vamos criar a Comunicação Interna

Aqui existe um detalhe muito importante.

O SEI-RJ possui atualmente dois tipos de Comunicação Interna:

Comunicação Interna – NA

e

Comunicação Interna – NI.

As siglas significam:

NA — Numeração Automática

NI — Numeração Informada

Qual delas você utilizará depende principalmente de onde está a pessoa que assinará a CI.

4. Quando utilizar Comunicação Interna – NA

Use:

Comunicação Interna – NA

quando quem está elaborando a CI e quem irá assiná-la estiverem cadastradas(os) na mesma unidade do SEI-RJ.

Esse costuma ser o procedimento mais simples.

Exemplo:

Você trabalha na unidade UERJ/XYZ.

Sua chefia também possui acesso à unidade UERJ/XYZ.

Você redige a CI e sua chefia irá assiná-la.

Nesse caso, utilize a numeração automática.

O próprio SEI-RJ determina que a CI deve ser numerada na unidade responsável pela assinatura. Por isso, quando a elaboração e a assinatura acontecem dentro da mesma unidade, o sistema pode gerar essa numeração automaticamente.

Passo a passo

Abra o processo.

Clique em:

Incluir Documento

Pesquise por:

Comunicação Interna – NA

Selecione o documento.

Na tela Gerar Documento, escolha em Texto Inicial:

Nenhum

Depois preencha:

Descrição

Informe uma identificação curta do documento.

Destinatária(o)

Informe a unidade ou destinatária(o) da CI.

Classificação por assunto

A orientação do POP é não preencher a classificação da própria Correspondência Interna, por tratar-se de tipo genérico utilizado para assuntos variados.

Nível de acesso

Como regra:

Público

Utilize restrição apenas quando houver fundamento para isso.

Depois clique em:

Confirmar Dados

5. Escrevendo a CI

O editor de textos do SEI-RJ será aberto.

O modelo já apresentará parte da estrutura do documento.

Confira especialmente:

  • identificação da unidade;

  • sigla;

  • destinatária(o);

  • assunto;

  • texto;

  • local e data.

A documentação oficial também orienta conferir o cabeçalho e ajustar, quando necessário, a hierarquia exibida abaixo do timbre.

No campo:

Assunto

escreva uma descrição curta e objetiva.

Exemplo:

Assunto: Solicitação de manutenção de equipamento

Depois redija a mensagem.

Uma estrutura simples pode ser:

Prezada(o),

Solicitamos a verificação do aparelho de ar-condicionado localizado na sala X, tendo em vista...

Atenciosamente,

Não é necessário transformar a CI em um texto excessivamente rebuscado.

Procure informar:

o que está sendo solicitado ou comunicado;

por que;

quais providências são necessárias;

e, se houver, qual é o prazo ou documento relacionado.

Ao terminar, clique em:

Salvar

6. Não assine se a CI precisa ser assinada pela chefia

Este é um erro fácil de cometer.

Se você está apenas elaborando a minuta e outra pessoa deverá assinar:

não assine o documento.

Depois de salvar, feche o editor.

Se a pessoa responsável pela assinatura estiver na mesma unidade, utilize:

Atribuir Processo

e atribua o processo à pessoa que deverá conferir e assinar a CI.

O SEI-RJ permite atribuir um processo apenas a pessoas pertencentes à mesma unidade.

7. Como a chefia assina a CI

A pessoa responsável pela assinatura acessará o processo que lhe foi atribuído.

Antes de assinar, deverá:

  1. abrir o processo;

  2. selecionar a Comunicação Interna;

  3. conferir o conteúdo;

  4. editar o texto, se necessário;

  5. salvar;

  6. clicar em Assinar;

  7. selecionar o cargo ou função correspondente;

  8. informar a senha.

Depois disso, a Comunicação Interna estará assinada eletronicamente no SEI-RJ.

A assinatura eletrônica substitui a antiga rotina de:

imprimir → assinar → carimbar → digitalizar → anexar.

8. Enviando a CI

Depois que a CI estiver assinada, abra o processo e clique em:

Enviar Processo

Informe a unidade destinatária.

Confira cuidadosamente a sigla.

Depois clique em:

Enviar

O processo será encaminhado à unidade que receberá a Comunicação Interna.

Observe uma diferença importante:

no SEI-RJ, o envio da CI ocorre pelo envio do processo.

Não basta criar e assinar o documento.

Se o processo permanecer apenas na sua unidade, a unidade destinatária não terá recebido formalmente a tramitação.

9. E se quem assina estiver em outra unidade?

Agora temos o segundo cenário.

Imagine que você esteja na unidade:

UERJ/ABC

mas a CI deva ser assinada por uma chefia que possui acesso somente à unidade:

UERJ/XYZ

Nesse caso, você não poderá simplesmente atribuir o processo a essa pessoa, porque a atribuição ocorre apenas dentro da própria unidade.

Para resolver essa situação, o procedimento oficial prevê o uso de:

Comunicação Interna – NI

ou seja:

Numeração Informada

e da funcionalidade:

Bloco de Assinatura.

10. Criando uma Comunicação Interna – NI

Dentro do processo, clique em:

Incluir Documento

Escolha:

Comunicação Interna – NI

Na tela de geração do documento, será necessário informar manualmente o:

número da CI

Esse número deve corresponder à numeração da unidade responsável pela assinatura, porque a CI pertence administrativamente à unidade que a emite e assina.

Preencha também:

  • descrição;

  • destinatária(o);

  • nível de acesso;

  • demais campos necessários.

Confirme os dados.

Depois abra o editor e redija a Comunicação Interna normalmente.

Confira também o cabeçalho, porque pode ser necessário ajustá-lo para representar corretamente a unidade que será responsável pela assinatura.

Salve.

Novamente:

não assine.

11. Colocando a CI em um Bloco de Assinatura

Selecione a Comunicação Interna.

Clique em:

Incluir em Bloco de Assinatura

Você poderá escolher um bloco existente ou criar um novo.

Se precisar criar:

clique em:

Novo

Dê um nome que permita identificar facilmente o objetivo.

Exemplo:

Assinatura CI – Solicitação de manutenção

Depois informe a unidade onde está a pessoa responsável pela assinatura.

Salve.

Selecione a CI e inclua-a no bloco.

Depois acesse:

Blocos de Assinatura

localize o bloco criado e clique em:

Disponibilizar Bloco

A partir desse momento, a unidade responsável pela assinatura poderá acessar o documento.

Atenção

Disponibilizar um Bloco de Assinatura não significa enviar o processo para a outra unidade.

O próprio POP do SEI-RJ chama atenção para essa diferença. O bloco disponibiliza o documento para assinatura, mas o processo permanece em sua unidade até que seja efetivamente enviado.

12. O que a pessoa que recebe o Bloco de Assinatura deve fazer

Na unidade responsável pela assinatura, a chefia deve acessar:

Bloco de Assinatura

Localizar o bloco recebido.

Abrir a Comunicação Interna.

Conferir o texto.

Se necessário, realizar ajustes.

Depois:

Assinar

Após a assinatura, deve utilizar a opção:

Retornar Bloco

para devolver o bloco à unidade que elaborou a CI.

13. Verifique se a assinatura foi realizada

De volta à unidade elaboradora, acesse:

Bloco de Assinatura

Localize o bloco retornado.

Entre em:

Processos/Documentos do Bloco

Confira se a assinatura foi realizada.

Somente depois dessa conferência prossiga com a tramitação.

O procedimento oficial recomenda verificar a assinatura e, se ela ainda não tiver sido realizada, entrar em contato com a pessoa responsável antes de enviar o processo.

14. Agora sim: envie o processo

Com a CI devidamente assinada:

abra o processo;

clique em:

Enviar Processo

informe a unidade destinatária da Comunicação Interna;

clique em:

Enviar

Agora o processo foi efetivamente tramitado.

Resumindo os dois caminhos

Quando elaboradora(or) e assinante estão na mesma unidade

Processo

↓

Incluir Documento

↓

Comunicação Interna – NA

↓

Redigir a CI

↓

Salvar sem assinar

↓

Atribuir processo à chefia

↓

Chefia confere e assina

↓

Enviar processo à unidade destinatária

Quando a pessoa que assina está em outra unidade

Processo

↓

Incluir Documento

↓

Comunicação Interna – NI

↓

Informar a numeração da unidade responsável pela assinatura

↓

Redigir a CI

↓

Salvar sem assinar

↓

Criar/usar Bloco de Assinatura

↓

Disponibilizar para a unidade da chefia

↓

Chefia assina e retorna o bloco

↓

Conferir assinatura

↓

Enviar processo à unidade destinatária

Alguns cuidados que evitam problemas

Confira em qual unidade você está trabalhando

Uma mesma pessoa pode possuir acesso a várias unidades no SEI-RJ.

Antes de criar o documento, confira a unidade selecionada no sistema.

Isso é particularmente importante porque a numeração e a identificação da CI estão relacionadas à unidade responsável por sua emissão e assinatura.

Não abra um processo novo sem necessidade

Se a CI faz parte de um processo já existente, inclua-a naquele processo.

Isso ajuda a manter reunidos:

documento, contexto, decisões e tramitação.

Use uma boa descrição

Uma descrição como:

“CI”

não ajudará quando alguém procurar o processo daqui a dois anos.

Prefira:

“Solicitação de troca de mobiliário – sala 301”

ou:

“Encaminhamento de dados para relatório de gestão 2026”.

Confira o destinatário antes de enviar

Existem muitas unidades cadastradas no SEI-RJ e algumas possuem siglas semelhantes.

Antes de clicar em Enviar, confira se selecionou a unidade correta.

Não use acesso restrito sem necessidade

A regra geral do sistema é a publicidade.

Se houver informações protegidas, utilize o nível adequado e o fundamento correspondente.

O SEI-RJ disponibiliza inclusive um manual específico para o tratamento de informações não públicas.

Não confunda Bloco de Assinatura com tramitação

Esse merece ser repetido:

Bloco de Assinatura = disponibiliza documento para assinatura.

Enviar Processo = tramita o processo para outra unidade.

São funcionalidades diferentes.

E depois que a unidade destinatária responder?

A unidade que recebe o processo pode:

  • incluir resposta;

  • elaborar nova CI;

  • dar ciência;

  • incluir outros documentos;

  • encaminhar o processo;

  • devolvê-lo;

  • concluir o processo quando não houver outras providências.

O Portal SEI-RJ disponibiliza atualmente POPs específicos também para analisar CI recebida, dar ciência e encerrar o processo.

Onde encontrar ajuda

A Uerj mantém uma página própria de suporte ao SEI, com:

  • manuais;

  • Guia de Trâmites entre Unidades;

  • pontos focais;

  • cards e guias rápidos;

  • cursos e treinamentos;

  • canais de atendimento.

O Portal SEI-RJ também mantém atualizado o Manual do Usuário Interno e os Procedimentos Operacionais Padrão específicos para a CI eletrônica.

Sempre que a interface do sistema mudar ou surgir dúvida sobre determinado procedimento, vale consultar primeiro essas fontes oficiais.

Para guardar

Fazer uma Comunicação Interna no SEI-RJ pode parecer complicado nas primeiras vezes, mas a lógica é relativamente simples:

a CI precisa estar dentro de um processo;

o documento deve ser elaborado na unidade adequada;

a numeração pertence à unidade responsável pela assinatura;

a CI precisa ser assinada eletronicamente;

e o processo precisa ser enviado para que a outra unidade efetivamente o receba.

Depois de compreender essa sequência, a rotina torna-se muito mais fácil.

E existe uma vantagem importante: todo o histórico permanece registrado dentro do próprio processo.

Em vez de papéis circulando entre setores, temos em um único ambiente:

quem elaborou;

quem assinou;

quando o documento foi produzido;

para onde foi enviado;

e quais providências foram adotadas depois.

É justamente esse encadeamento que faz do SEI-RJ mais do que um simples editor de documentos: ele registra o fluxo do processo administrativo.

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