segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Editores de texto na Administração: como criar documentos profissionais


Editores de texto na Administração: como criar documentos profissionais



Produzir textos faz parte da rotina de praticamente toda(o) estudante e profissional de Administração.

Durante a graduação, você provavelmente precisará elaborar trabalhos acadêmicos, relatórios, projetos, resumos, fichamentos, apresentações de propostas e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). No ambiente profissional, poderão aparecer ofícios, memorandos, relatórios gerenciais, atas, propostas, contratos, pareceres, manuais, procedimentos e diversos outros documentos.

Por isso, saber utilizar adequadamente um processador de texto é uma competência digital básica para quem estuda Administração.

Mas utilizar um processador de texto vai muito além de saber digitar.

Editor de texto ou processador de texto?

Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, existe uma diferença importante.

Um editor de texto simples trabalha principalmente com caracteres e possui poucos recursos de formatação.

O Bloco de Notas do Windows é um exemplo.

Já um processador de texto oferece recursos para criar documentos estruturados e visualmente formatados, permitindo trabalhar com:

  • fontes;

  • títulos;

  • estilos;

  • parágrafos;

  • margens;

  • cabeçalhos;

  • rodapés;

  • tabelas;

  • imagens;

  • notas;

  • referências;

  • sumários;

  • comentários;

  • controle de alterações;

  • numeração de páginas;

  • exportação para PDF.

Para atividades acadêmicas e administrativas, é principalmente esse segundo grupo que nos interessa.

Quais são os principais processadores de texto?

Existem diferentes opções.

Entre as mais conhecidas atualmente estão:

  • Microsoft Word;

  • LibreOffice Writer;

  • Google Docs;

  • Apple Pages.

Cada ferramenta possui características próprias.

O Microsoft Word faz parte do ecossistema Microsoft 365 e é bastante utilizado em empresas e instituições.

O Google Docs funciona fortemente associado à nuvem e permite colaboração em tempo real, comentários, sugestões e acompanhamento do histórico de versões. (support.google.com)

O Apple Pages está integrado ao ecossistema da Apple.

Já o LibreOffice Writer possui uma característica particularmente interessante para estudantes e instituições: é um software livre e de código aberto, desenvolvido no âmbito da The Document Foundation e disponibilizado sem cobrança de licença de uso. (libreoffice.org)

É nele que vamos concentrar nossa atenção.

Conhecendo o LibreOffice Writer

O Writer é o processador de texto da suíte LibreOffice.

Ele pode ser utilizado tanto para documentos simples quanto para trabalhos extensos e estruturados.

Segundo a documentação oficial, o Writer permite produzir desde cartas, currículos e memorandos até documentos longos contendo bibliografias, índices, tabelas, gráficos e outras estruturas. (help.libreoffice.org)

O LibreOffice também inclui outros aplicativos:

  • Writer — documentos de texto;

  • Calc — planilhas;

  • Impress — apresentações;

  • Draw — desenhos e diagramas;

  • Base — bancos de dados;

  • Math — fórmulas matemáticas. (libreoffice.org)

Se você conheceu anteriormente o BrOffice ou o OpenOffice, encontrará várias semelhanças. O LibreOffice surgiu a partir do projeto OpenOffice.org e atualmente é desenvolvido como projeto independente e de código aberto pela The Document Foundation. (libreoffice.org)

O que você realmente precisa aprender no Writer?

Não vale muito a pena decorar a posição de todos os comandos.

Os menus e a interface podem mudar com novas versões.

É melhor compreender o que você deseja fazer.

Algumas habilidades são especialmente úteis.

1. Criar, abrir e salvar documentos

São as operações mais básicas.

Ao criar um documento novo, o Writer utiliza normalmente o formato:

.odt

ODT significa OpenDocument Text e faz parte do padrão OpenDocument.

O Writer também trabalha com diferentes formatos utilizados por outros programas, inclusive arquivos do Microsoft Word, e permite exportar documentos diretamente para PDF. (help.libreoffice.org)

Entre os formatos que você encontrará com frequência estão:

  • .odt — formato padrão do Writer;

  • .docx — formato utilizado atualmente pelo Microsoft Word;

  • .doc — formato antigo do Word;

  • .pdf — formato muito utilizado para distribuir documentos finalizados.

Um ponto importante:

arquivo editável e arquivo para distribuição não são necessariamente a mesma coisa.

Enquanto estiver trabalhando em um documento, mantenha uma versão editável.

Quando precisar encaminhar uma versão final que não deve sofrer alterações de formatação, o PDF costuma ser uma boa opção.

2. Aprenda a utilizar estilos

Esta é provavelmente uma das habilidades mais importantes para quem pretende produzir trabalhos acadêmicos extensos.

Evite formatar cada título manualmente, escolhendo tamanho, fonte, negrito e espaçamento todas as vezes.

Utilize estilos.

Você pode definir:

Título 1

para capítulos;

Título 2

para seções;

Título 3

para subseções;

e assim sucessivamente.

O Writer possui estilos para parágrafos, caracteres, páginas, listas, tabelas e outras estruturas. (help.libreoffice.org)

Imagine um TCC com 80 páginas.

Você descobre que todos os títulos principais precisam passar de tamanho 14 para tamanho 12.

Se os títulos foram formatados manualmente, talvez seja necessário alterar um por um.

Se você utilizou estilos, altera o estilo uma vez e o documento inteiro acompanha a mudança.

É uma diferença enorme.

3. Crie sumários automáticos

Outra consequência de utilizar corretamente os estilos é poder criar sumários automáticos.

Em vez de digitar manualmente:

1 Introdução ................................ 3
2 Referencial Teórico ................ 8
3 Metodologia ............................ 22

o programa pode identificar os títulos e construir o sumário.

Se uma seção mudar de página, o sumário pode ser atualizado.

Isso é especialmente útil para:

  • TCCs;

  • monografias;

  • dissertações;

  • relatórios;

  • manuais;

  • projetos extensos.

Para documentos grandes, estilos e sumários automáticos deveriam ser aprendidos antes mesmo de muitas ferramentas de formatação visual.

4. Configure corretamente as páginas

Um documento acadêmico ou administrativo frequentemente precisa seguir padrões específicos.

Você poderá precisar configurar:

  • tamanho do papel;

  • orientação retrato ou paisagem;

  • margens;

  • cabeçalhos;

  • rodapés;

  • numeração;

  • espaçamento;

  • quebras de página.

Antes de começar um trabalho acadêmico, confira sempre as normas estabelecidas por sua instituição.

Não presuma que todos os trabalhos utilizam exatamente a mesma configuração.

5. Utilize cabeçalhos, rodapés e números de página

Cabeçalhos e rodapés permitem inserir informações que se repetem ao longo do documento.

Por exemplo:

  • nome da instituição;

  • identificação do relatório;

  • título abreviado;

  • setor responsável;

  • versão do documento;

  • data;

  • número da página.

Para trabalhos acadêmicos, a numeração deve seguir as orientações da instituição e as normas adotadas para aquele tipo de trabalho.

O importante é não digitar manualmente o número em cada página.

Utilize os campos automáticos do programa.

6. Trabalhe com tabelas

Tabelas são muito utilizadas em Administração.

Elas podem ajudar a apresentar:

  • cronogramas;

  • orçamentos;

  • comparações;

  • indicadores;

  • responsabilidades;

  • resultados;

  • planos de ação;

  • matrizes administrativas.

O Writer permite criar e formatar tabelas diretamente no documento.

Mas existe uma regra prática importante:

não utilize tabelas apenas para tentar posicionar elementos visualmente na página.

Use-as quando os dados realmente possuírem uma relação tabular.

Isso também ajuda na acessibilidade do documento.

7. Insira imagens de maneira adequada

Imagens podem melhorar bastante um documento quando ajudam a explicar determinada informação.

Você pode inserir:

  • fotografias;

  • gráficos;

  • diagramas;

  • mapas;

  • fluxogramas;

  • ilustrações;

  • capturas de tela.

Depois de inserir uma imagem, observe:

  • tamanho;

  • resolução;

  • posição;

  • alinhamento;

  • legenda;

  • fonte;

  • relação da imagem com o texto.

E lembre-se da acessibilidade.

Quando uma imagem transmite informação relevante, considere adicionar uma descrição ou texto alternativo adequado.

Ferramentas atuais de edição de documentos vêm dando cada vez mais atenção a esse aspecto. O Microsoft Word, por exemplo, possui recursos específicos para verificar acessibilidade, orientar o uso de texto alternativo, estilos, estrutura de tabelas, fontes e cores. (support.microsoft.com)

8. Utilize localizar e substituir

Imagine descobrir que você escreveu a mesma expressão incorretamente 42 vezes em um relatório.

Não precisa procurar ocorrência por ocorrência.

Utilize Localizar e substituir.

No Writer e em diversos outros programas, o atalho tradicional é:

Ctrl + H

Você pode localizar uma palavra e substituí-la em várias partes do documento.

Utilize com atenção antes de escolher a opção de substituir todas as ocorrências.

Dependendo da palavra, ela pode aparecer em contextos que não deveriam ser modificados.

9. Use comentários e controle de alterações

Quando várias pessoas revisam um documento, não é recomendável simplesmente alterar o texto umas das outras sem algum controle.

Ferramentas de revisão permitem registrar mudanças e identificar inserções e exclusões.

O Writer possui recurso de Controle de Alterações, permitindo registrar, exibir e posteriormente aceitar ou rejeitar modificações realizadas no documento. (help.libreoffice.org)

Isso é muito útil para:

  • trabalhos em grupo;

  • revisão de TCC;

  • elaboração de relatórios;

  • produção de regulamentos;

  • documentos institucionais;

  • revisão por várias pessoas.

No ambiente online, plataformas como o Google Docs também permitem comentários, sugestões e colaboração simultânea. (support.google.com)

10. Exporte para PDF

Um documento finalizado frequentemente precisa ser enviado em PDF.

Isso reduz as chances de a diagramação mudar quando o arquivo for aberto em outro computador.

O Writer possui exportação nativa para PDF. (help.libreoffice.org)

Mas faça uma conferência depois da exportação.

Abra o PDF e verifique:

  • paginação;

  • imagens;

  • tabelas;

  • sumário;

  • cabeçalhos;

  • rodapés;

  • fontes;

  • links;

  • quebras de página.

Nunca presuma que o arquivo ficou correto apenas porque a exportação terminou sem apresentar erro.

Atalhos que vale a pena aprender

Alguns atalhos funcionam em muitos processadores de texto e tornam a edição mais rápida.

AtalhoFunção
Ctrl + CCopiar
Ctrl + VColar
Ctrl + XRecortar
Ctrl + ZDesfazer
Ctrl + ASelecionar tudo
Ctrl + FLocalizar
Ctrl + HLocalizar e substituir
Ctrl + OAbrir
Ctrl + SSalvar
Ctrl + Shift + SSalvar como
Ctrl + PImprimir
Ctrl + HomeIr ao início do documento
Ctrl + EndIr ao final do documento

Atalhos de formatação podem variar conforme programa, idioma e configuração.

Por isso, se determinado comando não funcionar como esperado, consulte a documentação da versão utilizada.

Cuidado com a compatibilidade entre programas

Um documento produzido no Writer pode ser aberto no Word e vice-versa, mas documentos complexos podem apresentar diferenças de formatação.

Quanto mais elaborado for o arquivo — tabelas complexas, fontes específicas, campos, macros, objetos ou estruturas avançadas — maior pode ser a possibilidade de pequenas alterações.

Uma boa prática é perguntar:

Quem precisará editar o documento?

Se todas(os) utilizarão LibreOffice, o formato ODT pode ser adequado.

Se várias pessoas trabalharão principalmente no Word, talvez seja necessário compartilhar uma cópia em DOCX.

Se ninguém precisa editar e o documento está finalizado, considere PDF.

Não existe um formato universalmente melhor para todas as situações.

Existe o formato mais adequado para cada finalidade.

Documentos profissionais também precisam ser acessíveis

Ao produzir um documento, pense em quem vai utilizá-lo.

Algumas práticas ajudam bastante:

  • utilize títulos estruturados;

  • mantenha boa hierarquia de informações;

  • evite depender apenas de cores para transmitir significado;

  • utilize contraste adequado;

  • forneça texto alternativo para imagens informativas;

  • identifique corretamente cabeçalhos de tabelas;

  • evite fontes excessivamente pequenas;

  • utilize listas reais em vez de símbolos digitados manualmente;

  • mantenha uma sequência lógica de leitura.

O objetivo não é apenas produzir um documento bonito.

É produzir um documento que possa ser compreendido e utilizado pelo maior número possível de pessoas.

Word, Writer ou Google Docs: qual aprender?

Se puder, aprenda mais de um.

Os conceitos são transferíveis.

Quando você aprende:

  • estilos;

  • alinhamento;

  • parágrafos;

  • cabeçalhos;

  • rodapés;

  • tabelas;

  • comentários;

  • controle de alterações;

  • sumários;

  • exportação;

fica muito mais fácil utilizar outro processador de texto posteriormente.

Os botões podem mudar de lugar.

O conceito continua praticamente o mesmo.

Para quem deseja uma opção de software livre, o LibreOffice Writer continua sendo uma ferramenta bastante completa, capaz de trabalhar com documentos simples e complexos, diferentes formatos, estilos, índices, tabelas e exportação para PDF. (libreoffice.org)

Para ambientes fortemente associados ao Microsoft 365, conhecer o Word também será bastante útil.

Para trabalhos colaborativos online, conhecer ferramentas como Google Docs pode facilitar bastante o trabalho em equipe.

Não formate: estruture

Talvez esta seja a principal dica deste conteúdo.

Quem está começando tende a olhar para um título e pensar:

“Vou aumentar a letra, colocar em negrito e deixar azul.”

Quem aprende a trabalhar melhor com documentos pensa:

“Isso é um título de nível 1.”

Essa mudança parece pequena, mas altera completamente a maneira como documentos profissionais são construídos.

Um documento estruturado:

  • é mais fácil de alterar;

  • facilita a criação de sumários;

  • mantém consistência visual;

  • favorece acessibilidade;

  • facilita navegação;

  • reduz retrabalho.

Para quem pretende produzir relatórios, projetos, manuais, trabalhos acadêmicos e documentos administrativos, dominar estilos e estrutura é muito mais importante do que conhecer todos os botões da barra de ferramentas.

Para quem estuda Administração

Você provavelmente utilizará processadores de texto durante toda a graduação e em boa parte da vida profissional.

Por isso, não se limite ao básico de digitar, colocar em negrito e imprimir.

Aprenda a:

  • estruturar documentos;

  • utilizar estilos;

  • criar sumários;

  • trabalhar com tabelas;

  • inserir imagens corretamente;

  • revisar textos;

  • colaborar com outras pessoas;

  • controlar alterações;

  • produzir documentos acessíveis;

  • trabalhar com diferentes formatos;

  • gerar PDFs;

  • organizar arquivos e versões.

Essas habilidades parecem pequenas isoladamente.

Mas, juntas, ajudam a produzir documentos mais claros, organizados, profissionais e fáceis de manter.

Um bom processador de texto não serve apenas para escrever. Ele ajuda a transformar informação em documentos que outras pessoas conseguem compreender, utilizar e compartilhar.

Currículo Lattes: o que é, para que serve e por que você deveria criar o seu

Currículo Lattes: o que é, para que serve e por que você deveria criar o seu



Se você está entrando na faculdade, provavelmente encontrará duas palavras em algum momento da sua trajetória acadêmica: Currículo Lattes.

Ele pode aparecer quando você procurar uma bolsa de iniciação científica, participar de um projeto de pesquisa, concorrer a uma seleção acadêmica, ingressar em uma pós-graduação ou simplesmente quiser conhecer a trajetória de uma(um) professora(or) ou pesquisadora(or).

Mas afinal, o que é o Currículo Lattes e por que ele é tão utilizado no Brasil?

O que é a Plataforma Lattes?

A Plataforma Lattes é mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Ela integra diferentes bases de informações relacionadas à ciência, tecnologia, pesquisa e produção acadêmica brasileira, incluindo:

  • Currículos Lattes;

  • Diretório dos Grupos de Pesquisa;

  • informações sobre instituições.

O CNPq define a Plataforma Lattes como um sistema integrado de informações utilizado não apenas pelo próprio Conselho, mas também por universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e fundações de apoio à ciência e tecnologia.

Seu componente mais conhecido é justamente o Currículo Lattes.

O que é o Currículo Lattes?

O Currículo Lattes é um currículo padronizado utilizado principalmente no ambiente acadêmico e científico brasileiro.

Ele foi lançado em 1999 e tornou-se uma referência nacional para o registro da trajetória de estudantes e pesquisadoras(es).

Nele podem ser registradas informações como:

  • formação acadêmica;

  • cursos realizados;

  • atuação profissional;

  • projetos de pesquisa;

  • projetos de extensão;

  • iniciação científica;

  • monitoria;

  • participação em eventos;

  • apresentação de trabalhos;

  • artigos científicos;

  • livros e capítulos de livros;

  • trabalhos publicados em congressos;

  • produção técnica;

  • atividades de ensino;

  • orientações;

  • participação em bancas;

  • prêmios;

  • idiomas;

  • outras atividades acadêmicas e científicas.

Com isso, o currículo permite acompanhar a trajetória acadêmica de uma pessoa ao longo do tempo.

Currículo Lattes não é a mesma coisa que currículo profissional

Essa diferença é importante.

O currículo utilizado para concorrer a uma vaga de emprego costuma ser curto e direcionado para determinada oportunidade.

Nele você seleciona as experiências e competências que mais interessam para aquela vaga.

O Currículo Lattes possui outra lógica.

Ele funciona como um registro estruturado e acumulativo da trajetória acadêmica, científica, profissional e técnica.

Por isso, pode reunir informações de vários anos e apresentar um nível de detalhamento muito maior.

Não é necessário escolher entre um ou outro.

Você pode — e provavelmente deverá — ter:

um currículo profissional para o mercado de trabalho

e

um Currículo Lattes para sua trajetória acadêmica e científica.

Cada um possui uma finalidade diferente.

Quem deveria ter um Currículo Lattes?

É comum pensar que o Lattes só é necessário para professoras(es), mestrandas(os), doutorandas(os) ou pesquisadoras(es).

Não é bem assim.

O próprio CNPq apresenta o Currículo Lattes como registro da trajetória de estudantes e pesquisadoras(es). Ele é utilizado por universidades, institutos de pesquisa e pela maioria das instituições brasileiras de fomento à pesquisa.

Portanto, você pode criar o seu ainda durante a graduação.

Isso é especialmente recomendável se você pretende participar de:

  • iniciação científica;

  • projetos de pesquisa;

  • projetos de extensão;

  • monitoria;

  • grupos de pesquisa;

  • congressos;

  • programas de bolsas;

  • processos seletivos acadêmicos;

  • especialização;

  • mestrado;

  • doutorado.

Quanto antes você começar a registrar sua trajetória, mais fácil será manter essas informações organizadas.

Por que o Currículo Lattes é importante?

Uma das principais razões está na avaliação acadêmica e científica.

Instituições e agências de fomento utilizam as informações registradas no Lattes para conhecer a trajetória das(os) candidatas(os) em diferentes processos.

O CNPq afirma que o currículo se tornou elemento utilizado na análise de mérito e competência em solicitações de financiamento na área de ciência e tecnologia.

Ele também pode ser solicitado ou consultado em seleções para:

  • bolsas;

  • projetos;

  • grupos de pesquisa;

  • programas de pós-graduação;

  • atividades acadêmicas;

  • editais científicos;

  • determinadas seleções profissionais ligadas ao ensino e à pesquisa.

Por isso, manter o currículo atualizado é tão importante quanto criá-lo.

O Lattes também ajuda você a conhecer pesquisadoras(es)

A plataforma não serve apenas para cadastrar suas próprias informações.

Ela também permite consultar currículos de outras pessoas.

Imagine que você encontrou uma(um) professora(or) que pesquisa um tema de seu interesse.

Ao consultar o Lattes dessa pessoa, você pode descobrir:

  • sua formação;

  • suas áreas de atuação;

  • projetos dos quais participa;

  • artigos publicados;

  • livros;

  • orientações;

  • pesquisas desenvolvidas;

  • grupos de pesquisa;

  • outras produções.

Isso pode ser bastante útil na hora de procurar uma possível orientação acadêmica, conhecer pesquisadoras(es) de determinada área ou aprofundar seus estudos sobre um assunto.

Conheça também os Grupos de Pesquisa

Outro recurso relacionado à Plataforma Lattes é o Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil.

Nele é possível pesquisar grupos utilizando critérios como:

  • instituição;

  • estado;

  • região;

  • grande área;

  • área de conhecimento;

  • ano de formação.

O diretório também reúne informações sobre linhas de pesquisa, pesquisadoras(es), estudantes e técnicas(os) participantes.

Esse recurso pode ser especialmente interessante para quem deseja começar uma trajetória de pesquisa.

Se você se interessa, por exemplo, por:

Administração Pública

pode procurar grupos que pesquisam essa área e verificar em quais instituições eles estão.

O mesmo vale para temas como:

  • gestão de pessoas;

  • marketing;

  • estratégia;

  • políticas públicas;

  • inovação;

  • empreendedorismo;

  • sustentabilidade;

  • tecnologia;

  • comportamento organizacional.

O que colocar no Lattes durante a graduação?

Talvez você esteja pensando:

“Mas ainda estou começando a faculdade. Não tenho nada para colocar.”

Tudo bem.

Um currículo acadêmico é construído ao longo do tempo.

Você pode começar registrando sua formação e, gradualmente, acrescentar atividades realizadas durante a graduação.

Por exemplo:

Formação acadêmica

Registre seu curso de graduação e a instituição.

Cursos

Inclua cursos que tenham relação com sua formação acadêmica ou profissional e que façam sentido dentro da estrutura do Lattes.

Eventos

Participou de congresso, seminário, encontro acadêmico ou evento científico?

Verifique a possibilidade de registrar essa participação.

Apresentação de trabalhos

Caso tenha apresentado trabalhos em congressos, jornadas ou seminários, registre essa produção corretamente.

Projetos

Participações em projetos de pesquisa, ensino e extensão também podem fazer parte da trajetória registrada.

Produção

Artigos, capítulos, livros, trabalhos completos, resumos em eventos e diferentes tipos de produção possuem campos próprios.

Guarde seus certificados

Aqui está um hábito que pode fazer bastante diferença:

guarde os comprovantes das atividades que realizar.

Crie uma pasta digital para armazenar:

  • certificados;

  • declarações;

  • comprovantes de participação;

  • publicações;

  • cartas de aceite;

  • documentos de projetos;

  • certificados de cursos;

  • comprovantes de apresentação de trabalhos.

Você pode organizar as pastas por ano:

Currículo Lattes

→ 2026
→ 2027
→ 2028
→ 2029

Ou por categoria:

→ Cursos
→ Eventos
→ Pesquisa
→ Extensão
→ Publicações
→ Apresentações
→ Certificados

Quando precisar atualizar o Lattes, as informações estarão disponíveis.

Não coloque informações que você não possa comprovar

O Currículo Lattes é uma autodeclaração, mas isso não significa que qualquer informação deva ser inserida sem cuidado.

Em uma seleção acadêmica, uma comissão pode solicitar documentos que comprovem as atividades registradas.

Portanto:

registre informações verdadeiras e mantenha os documentos correspondentes organizados.

Esse cuidado aumenta a confiabilidade do seu currículo e evita problemas em futuras seleções.

Atualize seu Lattes regularmente

Um erro comum é criar o currículo porque algum edital exigiu e depois abandoná-lo durante anos.

O ideal é atualizá-lo periodicamente.

Terminou um curso?

Atualize.

Apresentou um trabalho?

Atualize.

Publicou um artigo?

Atualize.

Entrou em um projeto de pesquisa?

Atualize.

Participou de um congresso?

Avalie se aquela atividade deve ser registrada.

É muito mais fácil fazer pequenas atualizações ao longo do ano do que tentar reconstruir vários anos de atividades quando surgir uma seleção importante.

A Plataforma Lattes e a ciência brasileira

Com o tempo, a Plataforma Lattes tornou-se muito mais do que um sistema de currículos.

As informações nela registradas também ajudam a formar uma grande base sobre a produção científica brasileira.

O CNPq utiliza dados da plataforma em ferramentas como o Painel Lattes, que reúne informações extraídas dos currículos de pesquisadoras(es), incluindo quase um milhão de mestras(es) e doutoras(es).

Atualmente, o portal do CNPq informa que a Plataforma Lattes possui cerca de 9 milhões de currículos cadastrados.

Esses dados ajudam a conhecer aspectos da formação e da produção científica no país e podem subsidiar atividades de planejamento e políticas relacionadas à ciência, tecnologia e inovação.

Comece cedo

Você não precisa esperar a pós-graduação para criar um Currículo Lattes.

Se está começando a faculdade, esse pode ser um bom momento.

No início, talvez haja poucas informações.

Isso é absolutamente normal.

À medida que você participar de projetos, cursos, eventos, pesquisas e outras atividades, seu currículo começará a registrar sua própria trajetória acadêmica.

E essa é justamente uma das funções mais interessantes do Lattes:

permitir que você acompanhe a construção da sua formação ao longo do tempo.

Acesse

Plataforma Lattes — CNPq

Cadastre ou acesse seu Currículo Lattes

Conheça a página oficial da Plataforma Lattes no CNPq

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