terça-feira, 12 de dezembro de 2023

POPs nas Secretarias de Graduação da Uerj: apresentação do projeto no SINTAE UFRJ 2023

POPs nas Secretarias de Graduação da Uerj: apresentação do projeto no SINTAE UFRJ 2023



Em novembro de 2023 tive a oportunidade de apresentar, no XI Seminário de Integração dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRJ — SINTAE UFRJ, o projeto:

“Elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) nas Secretarias de Graduação da Uerj”.

O SINTAE é um espaço destinado à troca de conhecimentos, experiências profissionais e práticas desenvolvidas por servidoras(es) técnico-administrativas(os) de instituições públicas de ensino superior de diferentes partes do país.

Na edição de 2023, realizada entre 27 de novembro e 1º de dezembro, o evento aconteceu no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza — CCMN, na Cidade Universitária da UFRJ, em formato híbrido. Foram apresentados 137 trabalhos, distribuídos por diferentes grupos temáticos relacionados ao cotidiano das universidades e instituições públicas de ensino. (pessoal.ufrj.br)

O projeto apresentado

O projeto “Elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) nas Secretarias de Graduação da Uerj” surgiu a partir de uma questão bastante presente no cotidiano administrativo:

como preservar e compartilhar o conhecimento sobre os procedimentos realizados por uma unidade?

Em uma secretaria universitária, existem inúmeras atividades que precisam ser realizadas ao longo do ano:

  • atendimento às(aos) estudantes;

  • orientações sobre procedimentos acadêmicos;

  • abertura e instrução de processos;

  • tratamento de documentos;

  • acompanhamento de solicitações;

  • utilização dos sistemas institucionais;

  • comunicação com departamentos e coordenações;

  • cumprimento de normas e prazos.

Muitas vezes, parte do conhecimento necessário para executar essas atividades permanece apenas com as pessoas que possuem maior experiência.

Isso pode gerar dificuldades quando:

  • uma(um) servidora(or) se afasta;

  • ocorre mudança na equipe;

  • pessoas trabalham em horários diferentes;

  • surgem dúvidas sobre determinada rotina;

  • uma nova pessoa chega à unidade;

  • o procedimento é realizado apenas algumas vezes ao ano.

A proposta dos Procedimentos Operacionais Padrão — POPs é justamente registrar essas rotinas de maneira organizada.

O que é um POP?

Um Procedimento Operacional Padrão é um documento que descreve como determinada atividade deve ser realizada.

Dependendo do procedimento, pode responder perguntas como:

O que precisa ser feito?

Quem realiza?

Quando deve ser feito?

Quais documentos são necessários?

Qual sistema deve ser utilizado?

Qual é a sequência das atividades?

Que normas precisam ser observadas?

O que fazer quando surgir uma situação diferente da prevista?

Um bom POP não existe para aumentar a quantidade de burocracia.

Sua função é justamente evitar que cada pessoa tenha de descobrir novamente, por tentativa e erro, como realizar uma atividade que a organização já conhece.

O projeto na Uerj

A iniciativa foi coordenada pela equipe técnico-administrativa do Instituto de Geografia da Uerj, que me convidou para participar do trabalho como integrante externo do Instituto de Física Armando Dias Tavares — IFADT/Uerj.

O projeto também integrou as iniciativas submetidas pela Universidade ao Protec 2022, aparecendo nos registros institucionais da Uerj como projeto do Instituto de Geografia. (sgp.uerj.br)

A proposta previa não apenas produzir documentos, mas trabalhar a própria compreensão das equipes sobre a construção dos POPs.

Entre os temas previstos estavam:

  • introdução aos Procedimentos Operacionais Padrão;

  • vantagens e tipos de POP;

  • legislação e normas relacionadas;

  • elaboração passo a passo;

  • identificação de falhas;

  • revisão de procedimentos;

  • elaboração dos POPs nas próprias secretarias;

  • implementação;

  • acompanhamento e atualização.

O resumo apresentado no SINTAE também previa relatórios, avaliações, verificações nas unidades e desenvolvimento de material para apoiar a capacitação permanente das equipes.

Padronizar não significa engessar

Essa é uma questão importante.

Quando falamos em padronização, pode surgir a impressão de que todas as situações precisam receber respostas idênticas ou de que a(o) servidora(or) perde a possibilidade de analisar casos específicos.

Não é esse o objetivo.

Um POP procura registrar:

o procedimento normalmente adotado.

Se surgir uma situação excepcional, ela poderá exigir análise própria.

Além disso, o procedimento escrito não deve ser considerado definitivo.

Se:

  • a legislação mudar;

  • o sistema for alterado;

  • uma etapa deixar de ser necessária;

  • surgir uma forma melhor de executar a atividade;

o POP também precisa ser atualizado.

Por isso, tão importante quanto produzir um procedimento é estabelecer uma rotina de revisão.

Minha apresentação no SINTAE UFRJ

A apresentação aconteceu na manhã de 29 de novembro de 2023, no Auditório PANGEA, durante a sessão conjunta:

GT 10 — Gerenciamento e Acompanhamento Acadêmico

e

GT 13 — Integração Acadêmica.

O Caderno de Resumos do SINTAE registra o trabalho como Comunicação Oral — Presencial, representando a Uerj.

Dividir a sessão com trabalhos de outras universidades também tornou a experiência especialmente interessante.

Além de apresentar aquilo que estava sendo construído na Uerj, foi possível conhecer outras iniciativas relacionadas ao acompanhamento acadêmico, emissão de diplomas e certificados, orientação acadêmica e organização das atividades universitárias.

Essa troca é uma das partes mais interessantes de eventos voltados às(aos) servidoras(es) técnico-administrativas(os).

Problemas que inicialmente parecem exclusivos de uma unidade muitas vezes aparecem, com pequenas diferenças, em várias instituições.

E soluções construídas em uma universidade podem inspirar adaptações em outras.

Por que registrar o conhecimento administrativo?

Quando uma pessoa executa determinada atividade durante vários anos, ela acumula conhecimentos que dificilmente aparecem em um manual institucional.

Ela sabe:

  • quais documentos precisam ser conferidos;

  • onde encontrar determinada informação;

  • qual é a sequência mais adequada;

  • quais erros aparecem com frequência;

  • quem precisa ser consultado;

  • quais normas regulam o procedimento.

Se esse conhecimento permanecer apenas na memória, a organização corre o risco de perdê-lo.

A saída de uma única pessoa pode significar a perda de anos de experiência.

Registrar os procedimentos transforma parte desse conhecimento individual em:

conhecimento institucional.

Isso ajuda na continuidade das atividades e também facilita a chegada de novas(os) integrantes à equipe.

POP não deve ser apenas um manual guardado em uma pasta

Outro aprendizado importante é que produzir o documento não basta.

Um POP que ninguém consulta perde grande parte de sua finalidade.

O procedimento precisa ser:

encontrável;

compreensível;

atualizado;

utilizado;

avaliado.

Também é importante ouvir justamente quem executa a atividade.

Muitas vezes, a melhor descrição de determinado processo não está em uma norma ou organograma, mas na experiência de quem lida diariamente com aquela rotina.

Por isso, a construção colaborativa dos procedimentos foi um aspecto importante do projeto.

A experiência no SINTAE

Apresentar esse trabalho no SINTAE foi também uma oportunidade de mostrar que a produção de conhecimento dentro das universidades não acontece apenas nos laboratórios e nas atividades docentes.

As(os) servidoras(es) técnico-administrativas(os) também:

  • analisam problemas;

  • desenvolvem métodos;

  • criam soluções;

  • organizam processos;

  • produzem conhecimento sobre gestão universitária;

  • compartilham experiências que podem ser utilizadas por outras instituições.

O próprio SINTAE foi criado com essa proposta de promover integração e diálogo entre profissionais das instituições públicas de ensino superior e dar visibilidade às experiências desenvolvidas pela categoria.

Participar do evento permitiu não apenas apresentar um projeto, mas colocá-lo em diálogo com outras experiências de gestão acadêmica.

O que ficou dessa experiência

O projeto reforçou para mim uma ideia que continua bastante atual:

organizações precisam cuidar do conhecimento que produzem durante seu funcionamento cotidiano.

Toda vez que ouvimos:

“só fulana sabe fazer isso”

ou

“quando acontecer, pergunta para sicrano”

existe um alerta.

Talvez estejamos diante de um procedimento importante que ainda não foi adequadamente documentado.

O conhecimento das pessoas continua indispensável.

Mas a organização não deveria depender exclusivamente da memória de uma única pessoa para realizar uma atividade necessária ao seu funcionamento.

É justamente nesse ponto que os POPs podem contribuir.

Eles ajudam a transformar:

experiência individual

em

memória institucional.

E foi muito gratificante poder levar essa discussão, construída a partir do cotidiano administrativo da Uerj, para um espaço nacional de compartilhamento entre servidoras(es) técnico-administrativas(os).

Para conhecer o registro da apresentação

O trabalho integra o Caderno de Resumos do XI SINTAE UFRJ 2023, na área de Gerenciamento e Acompanhamento Acadêmico e Integração Acadêmica.

O registro oficial informa:

Trabalho: Elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) nas Secretarias de Graduação da UERJ
Formato: Comunicação Oral, Presencial
Data: 29 de novembro de 2023
Local: Auditório PANGEA (CCMN/UFRJ)
Instituição: Uerj.




sábado, 9 de abril de 2022

Músicas para curtir: Classic Rock para estudar, trabalhar e se concentrar

Músicas para curtir: Classic Rock para estudar, trabalhar e se concentrar



Há momentos em que preciso diminuir o barulho ao redor, colocar os fones de ouvido e me concentrar no que estou fazendo.

Nessas horas, uma das minhas escolhas é o Classic Rock.

É uma playlist para acompanhar aqueles períodos de leitura, estudo, escrita ou trabalho em que uma boa música ajuda a criar um ambiente próprio e torna a tarefa um pouco mais agradável.

O rock clássico atravessou gerações e reúne estilos bastante diferentes entre si: há músicas mais tranquilas, outras mais intensas, grandes solos de guitarra, refrões conhecidos e canções que continuam agradáveis mesmo depois de muitas audições.

Para mim, funciona especialmente bem quando quero manter o foco sem abrir mão de ouvir algo de que gosto.

Então, fica a sugestão:

🎧 coloque os fones, escolha uma tarefa e dê o play.

Classic Rock



Se você também costuma ouvir música enquanto estuda ou trabalha, vale experimentar e montar sua própria seleção. Afinal, a melhor trilha sonora para se concentrar é aquela que funciona para você.

E você, o que costuma ouvir quando precisa se concentrar?

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Tutorial: como fazer uma Comunicação Interna (CI) no SEI-RJ

 

Tutorial: como fazer uma Comunicação Interna (CI) no SEI-RJ



A Comunicação Interna — CI é um documento utilizado para a comunicação administrativa entre unidades de um órgão ou instituição.

Com a implantação do Sistema Eletrônico de Informações — SEI-RJ, a CI pode ser elaborada, assinada e encaminhada inteiramente dentro do sistema, sem a necessidade de imprimir o documento, colher assinatura em papel e depois digitalizá-lo.

Neste tutorial, vamos acompanhar o procedimento desde a abertura do processo até o envio da CI para a unidade destinatária.

As orientações foram atualizadas com base nos Procedimentos Operacionais Padrão — POPs disponibilizados pelo próprio SEI-RJ. O portal oficial mantém atualmente uma sequência específica de orientações para autuar o processo, elaborar a CI, assiná-la e encaminhá-la.

Antes de começar: a CI já pertence a algum processo?

Esta é a primeira pergunta a fazer.

No SEI-RJ, todo documento precisa estar dentro de um processo.

Por isso, existem duas situações.

Situação 1 — a CI está relacionada a um processo que já existe

Nesse caso, não abra outro processo apenas para a Comunicação Interna.

Entre no processo existente e inclua a CI diretamente nele.

Situação 2 — a CI é independente

Se a Comunicação Interna não estiver relacionada a nenhum processo já existente, será necessário criar um processo específico.

O próprio POP do SEI-RJ estabelece essa orientação: se a CI estiver vinculada a um processo, ela deve ser elaborada nele; se for independente, deve ser aberto um processo.

1. Como abrir um processo para a CI

No menu principal do SEI-RJ, clique em:

Iniciar Processo

Procure pelo tipo:

Administrativo: Elaboração de Correspondência Interna

Caso o tipo não apareça inicialmente, utilize a opção para exibir todos os tipos de processo disponíveis.

Na tela seguinte, preencha as informações solicitadas.

Especificação

Faça uma descrição curta que permita identificar posteriormente o assunto.

Evite especificações genéricas como:

“CI”

ou

“Solicitação”.

Prefira algo que ajude na pesquisa futura, como:

Solicitação de manutenção do aparelho de ar-condicionado

ou:

Encaminhamento de informações para elaboração do relatório anual

A preocupação aqui não é escrever o texto inteiro da CI.

É apenas permitir que, meses ou anos depois, o processo possa ser localizado com facilidade.

Interessada(o)

Informe a pessoa, unidade ou entidade relacionada ao processo, conforme o assunto.

Nível de acesso

A regra geral indicada pelo próprio SEI-RJ é utilizar:

Público

O nível:

Restrito

deve ser utilizado quando o processo ou documento possuir informação que justifique juridicamente a restrição, como determinadas informações pessoais, fiscais ou outros dados protegidos.

Não selecione “Restrito” apenas porque o assunto é administrativo ou porque você prefere que outras unidades não visualizem o conteúdo.

A restrição precisa possuir fundamento.

Depois de conferir as informações, clique em:

Salvar

Pronto.

O processo foi criado.

2. Se houver documentos para anexar

Talvez a CI precise encaminhar ou mencionar algum documento.

Por exemplo:

  • orçamento;

  • relatório;

  • planilha;

  • formulário;

  • documento recebido por e-mail;

  • comprovante;

  • documento digitalizado.

Nesse caso, abra o processo e clique em:

Incluir Documento

Selecione:

Externo

Depois informe o tipo do documento e os demais dados solicitados.

Será necessário indicar, entre outras informações:

  • data;

  • número, quando houver;

  • descrição;

  • formato;

  • remetente;

  • interessada(o);

  • nível de acesso;

  • arquivo correspondente.

O SEI-RJ diferencia o documento:

nato-digital

daquele:

digitalizado nesta unidade.

Um documento recebido originalmente como arquivo digital é nato-digital.

Já um documento que existia em papel e foi digitalizado pela unidade deve ser identificado como documento digitalizado.

A documentação oficial prevê autenticação do documento digitalizado pela unidade.

3. Agora vamos criar a Comunicação Interna

Aqui existe um detalhe muito importante.

O SEI-RJ possui atualmente dois tipos de Comunicação Interna:

Comunicação Interna – NA

e

Comunicação Interna – NI.

As siglas significam:

NA — Numeração Automática

NI — Numeração Informada

Qual delas você utilizará depende principalmente de onde está a pessoa que assinará a CI.

4. Quando utilizar Comunicação Interna – NA

Use:

Comunicação Interna – NA

quando quem está elaborando a CI e quem irá assiná-la estiverem cadastradas(os) na mesma unidade do SEI-RJ.

Esse costuma ser o procedimento mais simples.

Exemplo:

Você trabalha na unidade UERJ/XYZ.

Sua chefia também possui acesso à unidade UERJ/XYZ.

Você redige a CI e sua chefia irá assiná-la.

Nesse caso, utilize a numeração automática.

O próprio SEI-RJ determina que a CI deve ser numerada na unidade responsável pela assinatura. Por isso, quando a elaboração e a assinatura acontecem dentro da mesma unidade, o sistema pode gerar essa numeração automaticamente.

Passo a passo

Abra o processo.

Clique em:

Incluir Documento

Pesquise por:

Comunicação Interna – NA

Selecione o documento.

Na tela Gerar Documento, escolha em Texto Inicial:

Nenhum

Depois preencha:

Descrição

Informe uma identificação curta do documento.

Destinatária(o)

Informe a unidade ou destinatária(o) da CI.

Classificação por assunto

A orientação do POP é não preencher a classificação da própria Correspondência Interna, por tratar-se de tipo genérico utilizado para assuntos variados.

Nível de acesso

Como regra:

Público

Utilize restrição apenas quando houver fundamento para isso.

Depois clique em:

Confirmar Dados

5. Escrevendo a CI

O editor de textos do SEI-RJ será aberto.

O modelo já apresentará parte da estrutura do documento.

Confira especialmente:

  • identificação da unidade;

  • sigla;

  • destinatária(o);

  • assunto;

  • texto;

  • local e data.

A documentação oficial também orienta conferir o cabeçalho e ajustar, quando necessário, a hierarquia exibida abaixo do timbre.

No campo:

Assunto

escreva uma descrição curta e objetiva.

Exemplo:

Assunto: Solicitação de manutenção de equipamento

Depois redija a mensagem.

Uma estrutura simples pode ser:

Prezada(o),

Solicitamos a verificação do aparelho de ar-condicionado localizado na sala X, tendo em vista...

Atenciosamente,

Não é necessário transformar a CI em um texto excessivamente rebuscado.

Procure informar:

o que está sendo solicitado ou comunicado;

por que;

quais providências são necessárias;

e, se houver, qual é o prazo ou documento relacionado.

Ao terminar, clique em:

Salvar

6. Não assine se a CI precisa ser assinada pela chefia

Este é um erro fácil de cometer.

Se você está apenas elaborando a minuta e outra pessoa deverá assinar:

não assine o documento.

Depois de salvar, feche o editor.

Se a pessoa responsável pela assinatura estiver na mesma unidade, utilize:

Atribuir Processo

e atribua o processo à pessoa que deverá conferir e assinar a CI.

O SEI-RJ permite atribuir um processo apenas a pessoas pertencentes à mesma unidade.

7. Como a chefia assina a CI

A pessoa responsável pela assinatura acessará o processo que lhe foi atribuído.

Antes de assinar, deverá:

  1. abrir o processo;

  2. selecionar a Comunicação Interna;

  3. conferir o conteúdo;

  4. editar o texto, se necessário;

  5. salvar;

  6. clicar em Assinar;

  7. selecionar o cargo ou função correspondente;

  8. informar a senha.

Depois disso, a Comunicação Interna estará assinada eletronicamente no SEI-RJ.

A assinatura eletrônica substitui a antiga rotina de:

imprimir → assinar → carimbar → digitalizar → anexar.

8. Enviando a CI

Depois que a CI estiver assinada, abra o processo e clique em:

Enviar Processo

Informe a unidade destinatária.

Confira cuidadosamente a sigla.

Depois clique em:

Enviar

O processo será encaminhado à unidade que receberá a Comunicação Interna.

Observe uma diferença importante:

no SEI-RJ, o envio da CI ocorre pelo envio do processo.

Não basta criar e assinar o documento.

Se o processo permanecer apenas na sua unidade, a unidade destinatária não terá recebido formalmente a tramitação.

9. E se quem assina estiver em outra unidade?

Agora temos o segundo cenário.

Imagine que você esteja na unidade:

UERJ/ABC

mas a CI deva ser assinada por uma chefia que possui acesso somente à unidade:

UERJ/XYZ

Nesse caso, você não poderá simplesmente atribuir o processo a essa pessoa, porque a atribuição ocorre apenas dentro da própria unidade.

Para resolver essa situação, o procedimento oficial prevê o uso de:

Comunicação Interna – NI

ou seja:

Numeração Informada

e da funcionalidade:

Bloco de Assinatura.

10. Criando uma Comunicação Interna – NI

Dentro do processo, clique em:

Incluir Documento

Escolha:

Comunicação Interna – NI

Na tela de geração do documento, será necessário informar manualmente o:

número da CI

Esse número deve corresponder à numeração da unidade responsável pela assinatura, porque a CI pertence administrativamente à unidade que a emite e assina.

Preencha também:

  • descrição;

  • destinatária(o);

  • nível de acesso;

  • demais campos necessários.

Confirme os dados.

Depois abra o editor e redija a Comunicação Interna normalmente.

Confira também o cabeçalho, porque pode ser necessário ajustá-lo para representar corretamente a unidade que será responsável pela assinatura.

Salve.

Novamente:

não assine.

11. Colocando a CI em um Bloco de Assinatura

Selecione a Comunicação Interna.

Clique em:

Incluir em Bloco de Assinatura

Você poderá escolher um bloco existente ou criar um novo.

Se precisar criar:

clique em:

Novo

Dê um nome que permita identificar facilmente o objetivo.

Exemplo:

Assinatura CI – Solicitação de manutenção

Depois informe a unidade onde está a pessoa responsável pela assinatura.

Salve.

Selecione a CI e inclua-a no bloco.

Depois acesse:

Blocos de Assinatura

localize o bloco criado e clique em:

Disponibilizar Bloco

A partir desse momento, a unidade responsável pela assinatura poderá acessar o documento.

Atenção

Disponibilizar um Bloco de Assinatura não significa enviar o processo para a outra unidade.

O próprio POP do SEI-RJ chama atenção para essa diferença. O bloco disponibiliza o documento para assinatura, mas o processo permanece em sua unidade até que seja efetivamente enviado.

12. O que a pessoa que recebe o Bloco de Assinatura deve fazer

Na unidade responsável pela assinatura, a chefia deve acessar:

Bloco de Assinatura

Localizar o bloco recebido.

Abrir a Comunicação Interna.

Conferir o texto.

Se necessário, realizar ajustes.

Depois:

Assinar

Após a assinatura, deve utilizar a opção:

Retornar Bloco

para devolver o bloco à unidade que elaborou a CI.

13. Verifique se a assinatura foi realizada

De volta à unidade elaboradora, acesse:

Bloco de Assinatura

Localize o bloco retornado.

Entre em:

Processos/Documentos do Bloco

Confira se a assinatura foi realizada.

Somente depois dessa conferência prossiga com a tramitação.

O procedimento oficial recomenda verificar a assinatura e, se ela ainda não tiver sido realizada, entrar em contato com a pessoa responsável antes de enviar o processo.

14. Agora sim: envie o processo

Com a CI devidamente assinada:

abra o processo;

clique em:

Enviar Processo

informe a unidade destinatária da Comunicação Interna;

clique em:

Enviar

Agora o processo foi efetivamente tramitado.

Resumindo os dois caminhos

Quando elaboradora(or) e assinante estão na mesma unidade

Processo

↓

Incluir Documento

↓

Comunicação Interna – NA

↓

Redigir a CI

↓

Salvar sem assinar

↓

Atribuir processo à chefia

↓

Chefia confere e assina

↓

Enviar processo à unidade destinatária

Quando a pessoa que assina está em outra unidade

Processo

↓

Incluir Documento

↓

Comunicação Interna – NI

↓

Informar a numeração da unidade responsável pela assinatura

↓

Redigir a CI

↓

Salvar sem assinar

↓

Criar/usar Bloco de Assinatura

↓

Disponibilizar para a unidade da chefia

↓

Chefia assina e retorna o bloco

↓

Conferir assinatura

↓

Enviar processo à unidade destinatária

Alguns cuidados que evitam problemas

Confira em qual unidade você está trabalhando

Uma mesma pessoa pode possuir acesso a várias unidades no SEI-RJ.

Antes de criar o documento, confira a unidade selecionada no sistema.

Isso é particularmente importante porque a numeração e a identificação da CI estão relacionadas à unidade responsável por sua emissão e assinatura.

Não abra um processo novo sem necessidade

Se a CI faz parte de um processo já existente, inclua-a naquele processo.

Isso ajuda a manter reunidos:

documento, contexto, decisões e tramitação.

Use uma boa descrição

Uma descrição como:

“CI”

não ajudará quando alguém procurar o processo daqui a dois anos.

Prefira:

“Solicitação de troca de mobiliário – sala 301”

ou:

“Encaminhamento de dados para relatório de gestão 2026”.

Confira o destinatário antes de enviar

Existem muitas unidades cadastradas no SEI-RJ e algumas possuem siglas semelhantes.

Antes de clicar em Enviar, confira se selecionou a unidade correta.

Não use acesso restrito sem necessidade

A regra geral do sistema é a publicidade.

Se houver informações protegidas, utilize o nível adequado e o fundamento correspondente.

O SEI-RJ disponibiliza inclusive um manual específico para o tratamento de informações não públicas.

Não confunda Bloco de Assinatura com tramitação

Esse merece ser repetido:

Bloco de Assinatura = disponibiliza documento para assinatura.

Enviar Processo = tramita o processo para outra unidade.

São funcionalidades diferentes.

E depois que a unidade destinatária responder?

A unidade que recebe o processo pode:

  • incluir resposta;

  • elaborar nova CI;

  • dar ciência;

  • incluir outros documentos;

  • encaminhar o processo;

  • devolvê-lo;

  • concluir o processo quando não houver outras providências.

O Portal SEI-RJ disponibiliza atualmente POPs específicos também para analisar CI recebida, dar ciência e encerrar o processo.

Onde encontrar ajuda

A Uerj mantém uma página própria de suporte ao SEI, com:

  • manuais;

  • Guia de Trâmites entre Unidades;

  • pontos focais;

  • cards e guias rápidos;

  • cursos e treinamentos;

  • canais de atendimento.

O Portal SEI-RJ também mantém atualizado o Manual do Usuário Interno e os Procedimentos Operacionais Padrão específicos para a CI eletrônica.

Sempre que a interface do sistema mudar ou surgir dúvida sobre determinado procedimento, vale consultar primeiro essas fontes oficiais.

Para guardar

Fazer uma Comunicação Interna no SEI-RJ pode parecer complicado nas primeiras vezes, mas a lógica é relativamente simples:

a CI precisa estar dentro de um processo;

o documento deve ser elaborado na unidade adequada;

a numeração pertence à unidade responsável pela assinatura;

a CI precisa ser assinada eletronicamente;

e o processo precisa ser enviado para que a outra unidade efetivamente o receba.

Depois de compreender essa sequência, a rotina torna-se muito mais fácil.

E existe uma vantagem importante: todo o histórico permanece registrado dentro do próprio processo.

Em vez de papéis circulando entre setores, temos em um único ambiente:

quem elaborou;

quem assinou;

quando o documento foi produzido;

para onde foi enviado;

e quais providências foram adotadas depois.

É justamente esse encadeamento que faz do SEI-RJ mais do que um simples editor de documentos: ele registra o fluxo do processo administrativo.

Gestão financeira para administradores: conceitos, ferramentas e decisões na prática

  Gestão financeira para administradores: conceitos, ferramentas e decisões na prática Palavras-chave para SEO: gestão financeira • fl...