segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Currículo Lattes: o que é, para que serve e por que você deveria criar o seu

Currículo Lattes: o que é, para que serve e por que você deveria criar o seu



Se você está entrando na faculdade, provavelmente encontrará duas palavras em algum momento da sua trajetória acadêmica: Currículo Lattes.

Ele pode aparecer quando você procurar uma bolsa de iniciação científica, participar de um projeto de pesquisa, concorrer a uma seleção acadêmica, ingressar em uma pós-graduação ou simplesmente quiser conhecer a trajetória de uma(um) professora(or) ou pesquisadora(or).

Mas afinal, o que é o Currículo Lattes e por que ele é tão utilizado no Brasil?

O que é a Plataforma Lattes?

A Plataforma Lattes é mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Ela integra diferentes bases de informações relacionadas à ciência, tecnologia, pesquisa e produção acadêmica brasileira, incluindo:

  • Currículos Lattes;

  • Diretório dos Grupos de Pesquisa;

  • informações sobre instituições.

O CNPq define a Plataforma Lattes como um sistema integrado de informações utilizado não apenas pelo próprio Conselho, mas também por universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e fundações de apoio à ciência e tecnologia.

Seu componente mais conhecido é justamente o Currículo Lattes.

O que é o Currículo Lattes?

O Currículo Lattes é um currículo padronizado utilizado principalmente no ambiente acadêmico e científico brasileiro.

Ele foi lançado em 1999 e tornou-se uma referência nacional para o registro da trajetória de estudantes e pesquisadoras(es).

Nele podem ser registradas informações como:

  • formação acadêmica;

  • cursos realizados;

  • atuação profissional;

  • projetos de pesquisa;

  • projetos de extensão;

  • iniciação científica;

  • monitoria;

  • participação em eventos;

  • apresentação de trabalhos;

  • artigos científicos;

  • livros e capítulos de livros;

  • trabalhos publicados em congressos;

  • produção técnica;

  • atividades de ensino;

  • orientações;

  • participação em bancas;

  • prêmios;

  • idiomas;

  • outras atividades acadêmicas e científicas.

Com isso, o currículo permite acompanhar a trajetória acadêmica de uma pessoa ao longo do tempo.

Currículo Lattes não é a mesma coisa que currículo profissional

Essa diferença é importante.

O currículo utilizado para concorrer a uma vaga de emprego costuma ser curto e direcionado para determinada oportunidade.

Nele você seleciona as experiências e competências que mais interessam para aquela vaga.

O Currículo Lattes possui outra lógica.

Ele funciona como um registro estruturado e acumulativo da trajetória acadêmica, científica, profissional e técnica.

Por isso, pode reunir informações de vários anos e apresentar um nível de detalhamento muito maior.

Não é necessário escolher entre um ou outro.

Você pode — e provavelmente deverá — ter:

um currículo profissional para o mercado de trabalho

e

um Currículo Lattes para sua trajetória acadêmica e científica.

Cada um possui uma finalidade diferente.

Quem deveria ter um Currículo Lattes?

É comum pensar que o Lattes só é necessário para professoras(es), mestrandas(os), doutorandas(os) ou pesquisadoras(es).

Não é bem assim.

O próprio CNPq apresenta o Currículo Lattes como registro da trajetória de estudantes e pesquisadoras(es). Ele é utilizado por universidades, institutos de pesquisa e pela maioria das instituições brasileiras de fomento à pesquisa.

Portanto, você pode criar o seu ainda durante a graduação.

Isso é especialmente recomendável se você pretende participar de:

  • iniciação científica;

  • projetos de pesquisa;

  • projetos de extensão;

  • monitoria;

  • grupos de pesquisa;

  • congressos;

  • programas de bolsas;

  • processos seletivos acadêmicos;

  • especialização;

  • mestrado;

  • doutorado.

Quanto antes você começar a registrar sua trajetória, mais fácil será manter essas informações organizadas.

Por que o Currículo Lattes é importante?

Uma das principais razões está na avaliação acadêmica e científica.

Instituições e agências de fomento utilizam as informações registradas no Lattes para conhecer a trajetória das(os) candidatas(os) em diferentes processos.

O CNPq afirma que o currículo se tornou elemento utilizado na análise de mérito e competência em solicitações de financiamento na área de ciência e tecnologia.

Ele também pode ser solicitado ou consultado em seleções para:

  • bolsas;

  • projetos;

  • grupos de pesquisa;

  • programas de pós-graduação;

  • atividades acadêmicas;

  • editais científicos;

  • determinadas seleções profissionais ligadas ao ensino e à pesquisa.

Por isso, manter o currículo atualizado é tão importante quanto criá-lo.

O Lattes também ajuda você a conhecer pesquisadoras(es)

A plataforma não serve apenas para cadastrar suas próprias informações.

Ela também permite consultar currículos de outras pessoas.

Imagine que você encontrou uma(um) professora(or) que pesquisa um tema de seu interesse.

Ao consultar o Lattes dessa pessoa, você pode descobrir:

  • sua formação;

  • suas áreas de atuação;

  • projetos dos quais participa;

  • artigos publicados;

  • livros;

  • orientações;

  • pesquisas desenvolvidas;

  • grupos de pesquisa;

  • outras produções.

Isso pode ser bastante útil na hora de procurar uma possível orientação acadêmica, conhecer pesquisadoras(es) de determinada área ou aprofundar seus estudos sobre um assunto.

Conheça também os Grupos de Pesquisa

Outro recurso relacionado à Plataforma Lattes é o Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil.

Nele é possível pesquisar grupos utilizando critérios como:

  • instituição;

  • estado;

  • região;

  • grande área;

  • área de conhecimento;

  • ano de formação.

O diretório também reúne informações sobre linhas de pesquisa, pesquisadoras(es), estudantes e técnicas(os) participantes.

Esse recurso pode ser especialmente interessante para quem deseja começar uma trajetória de pesquisa.

Se você se interessa, por exemplo, por:

Administração Pública

pode procurar grupos que pesquisam essa área e verificar em quais instituições eles estão.

O mesmo vale para temas como:

  • gestão de pessoas;

  • marketing;

  • estratégia;

  • políticas públicas;

  • inovação;

  • empreendedorismo;

  • sustentabilidade;

  • tecnologia;

  • comportamento organizacional.

O que colocar no Lattes durante a graduação?

Talvez você esteja pensando:

“Mas ainda estou começando a faculdade. Não tenho nada para colocar.”

Tudo bem.

Um currículo acadêmico é construído ao longo do tempo.

Você pode começar registrando sua formação e, gradualmente, acrescentar atividades realizadas durante a graduação.

Por exemplo:

Formação acadêmica

Registre seu curso de graduação e a instituição.

Cursos

Inclua cursos que tenham relação com sua formação acadêmica ou profissional e que façam sentido dentro da estrutura do Lattes.

Eventos

Participou de congresso, seminário, encontro acadêmico ou evento científico?

Verifique a possibilidade de registrar essa participação.

Apresentação de trabalhos

Caso tenha apresentado trabalhos em congressos, jornadas ou seminários, registre essa produção corretamente.

Projetos

Participações em projetos de pesquisa, ensino e extensão também podem fazer parte da trajetória registrada.

Produção

Artigos, capítulos, livros, trabalhos completos, resumos em eventos e diferentes tipos de produção possuem campos próprios.

Guarde seus certificados

Aqui está um hábito que pode fazer bastante diferença:

guarde os comprovantes das atividades que realizar.

Crie uma pasta digital para armazenar:

  • certificados;

  • declarações;

  • comprovantes de participação;

  • publicações;

  • cartas de aceite;

  • documentos de projetos;

  • certificados de cursos;

  • comprovantes de apresentação de trabalhos.

Você pode organizar as pastas por ano:

Currículo Lattes

→ 2026
→ 2027
→ 2028
→ 2029

Ou por categoria:

→ Cursos
→ Eventos
→ Pesquisa
→ Extensão
→ Publicações
→ Apresentações
→ Certificados

Quando precisar atualizar o Lattes, as informações estarão disponíveis.

Não coloque informações que você não possa comprovar

O Currículo Lattes é uma autodeclaração, mas isso não significa que qualquer informação deva ser inserida sem cuidado.

Em uma seleção acadêmica, uma comissão pode solicitar documentos que comprovem as atividades registradas.

Portanto:

registre informações verdadeiras e mantenha os documentos correspondentes organizados.

Esse cuidado aumenta a confiabilidade do seu currículo e evita problemas em futuras seleções.

Atualize seu Lattes regularmente

Um erro comum é criar o currículo porque algum edital exigiu e depois abandoná-lo durante anos.

O ideal é atualizá-lo periodicamente.

Terminou um curso?

Atualize.

Apresentou um trabalho?

Atualize.

Publicou um artigo?

Atualize.

Entrou em um projeto de pesquisa?

Atualize.

Participou de um congresso?

Avalie se aquela atividade deve ser registrada.

É muito mais fácil fazer pequenas atualizações ao longo do ano do que tentar reconstruir vários anos de atividades quando surgir uma seleção importante.

A Plataforma Lattes e a ciência brasileira

Com o tempo, a Plataforma Lattes tornou-se muito mais do que um sistema de currículos.

As informações nela registradas também ajudam a formar uma grande base sobre a produção científica brasileira.

O CNPq utiliza dados da plataforma em ferramentas como o Painel Lattes, que reúne informações extraídas dos currículos de pesquisadoras(es), incluindo quase um milhão de mestras(es) e doutoras(es).

Atualmente, o portal do CNPq informa que a Plataforma Lattes possui cerca de 9 milhões de currículos cadastrados.

Esses dados ajudam a conhecer aspectos da formação e da produção científica no país e podem subsidiar atividades de planejamento e políticas relacionadas à ciência, tecnologia e inovação.

Comece cedo

Você não precisa esperar a pós-graduação para criar um Currículo Lattes.

Se está começando a faculdade, esse pode ser um bom momento.

No início, talvez haja poucas informações.

Isso é absolutamente normal.

À medida que você participar de projetos, cursos, eventos, pesquisas e outras atividades, seu currículo começará a registrar sua própria trajetória acadêmica.

E essa é justamente uma das funções mais interessantes do Lattes:

permitir que você acompanhe a construção da sua formação ao longo do tempo.

Acesse

Plataforma Lattes — CNPq

Cadastre ou acesse seu Currículo Lattes

Conheça a página oficial da Plataforma Lattes no CNPq

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Informática básica para Administração: o que você realmente precisa saber

Informática básica para Administração: o que você realmente precisa saber



A inclusão digital é uma condição cada vez mais importante para estudar, trabalhar, acessar serviços públicos, movimentar contas bancárias, comunicar-se e participar da sociedade.

Ter acesso à tecnologia, porém, não significa apenas possuir um computador ou um celular conectado à internet.

É preciso também desenvolver conhecimentos que permitam utilizar essas ferramentas com autonomia, segurança e senso crítico.

Para estudantes de Administração, essa necessidade é ainda mais evidente. Grande parte das atividades acadêmicas e profissionais envolve documentos digitais, planilhas, sistemas de gestão, armazenamento de arquivos, comunicação online, análise de informações e uso de diferentes plataformas.

Por isso, conhecer alguns conceitos básicos de informática continua sendo importante — ainda que os computadores e os programas utilizados atualmente sejam muito diferentes daqueles de alguns anos atrás.

Inclusão digital não é apenas acesso à internet

Durante muito tempo, inclusão digital foi associada principalmente à possibilidade de ter um computador conectado à internet.

Hoje, o conceito precisa ser entendido de maneira mais ampla.

A pessoa precisa conseguir utilizar a tecnologia para realizar atividades concretas, como:

  • estudar;

  • pesquisar;

  • produzir documentos;

  • utilizar serviços públicos digitais;

  • realizar operações bancárias;

  • procurar oportunidades de trabalho;

  • participar de cursos;

  • comunicar-se;

  • acessar informações;

  • utilizar ferramentas profissionais.

O próprio Ministério das Comunicações mantém os chamados Pontos de Inclusão Digital (PIDs), espaços públicos que oferecem computadores conectados à internet para atividades como estudo, qualificação profissional, pesquisas e acesso a serviços públicos digitais. (gov.br)

Isso mostra que acesso e capacidade de uso precisam caminhar juntos.

Para quem estuda Administração, o que significa ter conhecimentos básicos de informática?

Você não precisa saber montar computadores, programar sistemas ou administrar servidores para cursar Administração.

Mas deve conseguir utilizar os recursos tecnológicos necessários para realizar suas atividades acadêmicas e profissionais.

Uma boa base inclui saber:

  • utilizar um sistema operacional;

  • organizar arquivos e pastas;

  • instalar e utilizar aplicativos de maneira segura;

  • produzir e compartilhar documentos;

  • utilizar planilhas;

  • navegar pela internet;

  • realizar pesquisas;

  • utilizar serviços em nuvem;

  • participar de reuniões virtuais;

  • utilizar diferentes sistemas institucionais;

  • proteger contas e informações;

  • realizar cópias de segurança;

  • reconhecer situações de risco digital;

  • aprender novas ferramentas quando necessário.

No texto original deste conteúdo, a preocupação já era justamente que administradoras(es) não se limitassem ao simples acesso ao computador, mas soubessem utilizar sistemas, proteger informações, fazer backups e explorar recursos digitais.

Essa ideia continua válida. O que mudou foram as ferramentas.

Hardware e software: dois conceitos que você precisa conhecer

Uma das divisões mais básicas da informática continua sendo entre hardware e software.

Hardware

Hardware corresponde aos componentes físicos de um equipamento.

São exemplos:

  • processador;

  • memória RAM;

  • placa-mãe;

  • SSD;

  • monitor;

  • teclado;

  • mouse;

  • webcam;

  • impressora;

  • roteador.

Em outras palavras, são as partes físicas que compõem ou se conectam ao computador.

Software

Software corresponde aos programas e sistemas executados pelos equipamentos.

São exemplos:

  • Windows;

  • macOS;

  • Linux;

  • navegadores;

  • editores de texto;

  • planilhas;

  • aplicativos de videoconferência;

  • sistemas ERP;

  • aplicativos de mensagens.

Hardware e software trabalham juntos.

Um computador potente, por exemplo, pode apresentar dificuldades se estiver utilizando programas mal configurados ou desatualizados. Da mesma forma, determinado software pode exigir recursos que um equipamento mais antigo não possui.

O que são bit, byte, KB, MB, GB e TB?

Essas siglas aparecem constantemente quando falamos de computadores e dispositivos digitais.

O bit é uma unidade elementar de informação digital e pode assumir dois valores:

0 ou 1.

O byte é formado por oito bits.

A partir dele surgem unidades utilizadas para indicar tamanhos de arquivos, capacidade de armazenamento e memória.

Entre as mais conhecidas estão:

  • B — byte;

  • KB — kilobyte;

  • MB — megabyte;

  • GB — gigabyte;

  • TB — terabyte.

Na prática, quanto maior a unidade, maior a quantidade de informação que pode ser armazenada.

Um documento de texto normalmente ocupa muito menos espaço que um vídeo em alta resolução, por exemplo.

Também é importante observar a diferença entre letras maiúsculas e minúsculas.

B costuma representar byte, enquanto b representa bit.

Por isso, GB e Gb não são a mesma coisa.

Essa diferença é bastante comum quando comparamos armazenamento e velocidade de conexão à internet.

Armazenamento: do disco rígido à nuvem

Durante muitos anos, os arquivos eram armazenados principalmente no disco rígido do computador, em CDs, DVDs e posteriormente em pen drives.

Esses recursos ainda existem, mas hoje convivem com:

  • SSDs;

  • HDs externos;

  • cartões de memória;

  • servidores;

  • armazenamento em rede;

  • serviços de nuvem.

Serviços em nuvem permitem manter arquivos armazenados em servidores remotos e acessá-los, mediante autorização, de diferentes dispositivos.

Para quem estuda Administração, isso facilita bastante atividades como:

  • compartilhar trabalhos;

  • trabalhar em grupo;

  • acessar documentos de diferentes locais;

  • manter versões de arquivos;

  • colaborar simultaneamente em documentos.

Porém, armazenamento em nuvem não elimina a necessidade de segurança e backup.

Organize seus arquivos

Uma habilidade digital simples pode economizar muitas horas ao longo da graduação: organização de arquivos.

Evite acumular documentos com nomes como:

“Trabalho final.docx”

“Trabalho final novo.docx”

“Trabalho final novo 2.docx”

“Trabalho final agora vai.docx”

Prefira nomes que permitam identificar rapidamente o conteúdo.

Por exemplo:

2026-08_Trabalho_Gestao-de-Pessoas_Equipe-A.docx

Você também pode criar uma estrutura de pastas como:

Faculdade

→ 1º semestre
→ 2º semestre
→ 3º semestre
→ Estágio
→ Atividades complementares
→ Documentos acadêmicos
→ Certificados

Essa organização simples facilita pesquisas futuras e reduz o risco de perder documentos importantes.

Entenda o sistema operacional

O sistema operacional é o conjunto de softwares responsáveis por administrar os principais recursos do dispositivo e permitir a interação entre pessoas, programas e hardware.

Entre os sistemas mais conhecidos estão:

  • Windows;

  • macOS;

  • Linux;

  • Android;

  • iOS.

Você não precisa dominar todos eles.

O importante é compreender os princípios básicos de utilização do sistema que estiver usando.

Isso inclui saber:

  • abrir e alternar aplicativos;

  • localizar arquivos;

  • criar pastas;

  • instalar atualizações;

  • configurar dispositivos;

  • verificar armazenamento disponível;

  • conectar-se a redes;

  • utilizar recursos de acessibilidade;

  • bloquear o equipamento;

  • encerrar corretamente uma sessão.

Evite depender de tutoriais muito antigos.

Interfaces e procedimentos mudam constantemente. A própria Microsoft informa que o suporte regular ao Windows 10 terminou em 14 de outubro de 2025, enquanto sua documentação atual já concentra as orientações nas versões atualmente utilizadas. (microsoft.com)

Por isso, é mais útil compreender o que você deseja fazer do que decorar o local exato de determinado botão.

Navegar também é saber pesquisar

Saber utilizar um navegador não significa apenas conseguir abrir sites.

Uma boa competência digital envolve saber:

  • fazer pesquisas;

  • avaliar a fonte encontrada;

  • abrir várias abas;

  • organizar favoritos;

  • realizar downloads;

  • identificar o local em que os arquivos foram salvos;

  • verificar endereços de páginas;

  • reconhecer sites suspeitos;

  • distinguir conteúdo patrocinado de resultados de pesquisa;

  • verificar datas das informações;

  • comparar diferentes fontes.

Para estudantes universitárias(os), essa capacidade se relaciona diretamente com outra competência: avaliar a qualidade da informação encontrada.

Nem tudo que aparece nos primeiros resultados de uma busca é necessariamente confiável.

Segurança digital também faz parte da Administração

O texto original já chamava atenção para senhas, backups e proteção das informações.

Hoje, esses cuidados são ainda mais importantes.

Administradoras(es) podem trabalhar com:

  • dados pessoais;

  • informações financeiras;

  • documentos internos;

  • dados de clientes;

  • contratos;

  • planejamento estratégico;

  • informações sobre trabalhadoras(es);

  • relatórios gerenciais.

Por isso, alguns hábitos devem fazer parte da rotina.

Utilize senhas fortes e diferentes

Evite utilizar a mesma senha em vários serviços.

Se uma única plataforma sofrer um vazamento, uma senha repetida pode permitir que criminosos tentem acessar suas outras contas.

Quando possível, utilize um gerenciador de senhas.

Ative a autenticação em dois fatores

A autenticação em dois fatores adiciona outra etapa ao processo de acesso.

Mesmo que alguém consiga descobrir sua senha, ainda precisará superar uma segunda barreira.

O CERT.br recomenda a utilização de mecanismos adicionais de autenticação e disponibiliza materiais específicos sobre senhas, gerenciadores e verificação em duas etapas. (cartilha.cert.br)

Desconfie de mensagens inesperadas

Golpes digitais frequentemente tentam provocar:

  • medo;

  • curiosidade;

  • urgência;

  • promessa de vantagem.

Antes de clicar em um link recebido por mensagem ou e-mail, verifique quem enviou e para onde aquele endereço realmente leva.

Bloqueie o computador

Ao afastar-se de um computador utilizado no trabalho, mesmo por poucos minutos, bloqueie a tela.

Esse pequeno hábito ajuda a impedir acessos não autorizados.

Faça backup

Backup é uma cópia de segurança dos seus arquivos.

Imagine perder:

  • seu TCC;

  • trabalhos acadêmicos;

  • planilhas;

  • certificados;

  • documentos profissionais;

  • fotos;

  • arquivos de um projeto.

Manter apenas uma cópia significa aceitar que uma falha, um roubo, um erro ou um ataque pode eliminar aquela informação.

O CERT.br recomenda manter backups atualizados, realizar cópias periodicamente e, quando adequado, possuir cópias redundantes e protegidas. Para serviços em nuvem, também recomenda ativar a verificação em duas etapas. (cartilha.cert.br)

Uma rotina simples já ajuda bastante:

arquivo de trabalho + cópia em outro local + backup atualizado.

Aprenda alguns atalhos de teclado

Atalhos economizam pequenos intervalos de tempo que, repetidos muitas vezes durante o dia, tornam o uso do computador mais confortável.

Alguns dos mais conhecidos no Windows são:

AtalhoFunção
Ctrl + CCopiar
Ctrl + VColar
Ctrl + XRecortar
Ctrl + ZDesfazer
Ctrl + ASelecionar tudo
Alt + TabAlternar entre aplicativos
Windows + EAbrir o Explorador de Arquivos
Windows + LBloquear o computador
Windows + Shift + SCapturar parte da tela

A Microsoft mantém uma lista atualizada de atalhos do Windows. (microsoft.com)

No macOS, vários comandos utilizam a tecla Command (⌘):

AtalhoFunção
Command + CCopiar
Command + VColar
Command + XRecortar
Command + ZDesfazer
Command + PImprimir
Command + TabAlternar aplicativos
Command + EspaçoPesquisar

A Apple também mantém sua relação oficial de atalhos atualizada. (apple.com)

Você não precisa decorar dezenas deles de uma vez.

Comece pelos comandos que utiliza diariamente.

Explore os recursos de acessibilidade

Computadores e dispositivos móveis também oferecem diferentes tecnologias assistivas.

Dependendo do sistema, podem existir recursos como:

  • leitor de tela;

  • ampliação;

  • controle por voz;

  • alto contraste;

  • filtros de cores;

  • legendas;

  • navegação por teclado;

  • ajustes do ponteiro;

  • reconhecimento de fala.

Esses recursos ajudam pessoas com diferentes necessidades e também podem facilitar o uso em situações específicas.

No macOS, por exemplo, a Apple reúne atalhos próprios para ativar recursos de acessibilidade, enquanto o Windows também possui comandos dedicados a ferramentas como Narrador, Lupa e filtros de cores. (apple.com) (microsoft.com)

Conhecer esses recursos também é importante para quem administra organizações comprometidas com ambientes digitais mais acessíveis.

Você não precisa saber tudo

Talvez essa seja a principal diferença entre aprender informática hoje e aprender informática há alguns anos.

Antes, muitos cursos ensinavam sequências muito específicas:

“clique aqui, depois abra este menu, pressione este botão”.

O problema é que a interface muda.

O programa muda.

O sistema operacional muda.

O equipamento muda.

Hoje, uma competência mais importante é saber explorar e aprender uma ferramenta nova.

Leia os menus.

Pesquise.

Utilize a ajuda do programa.

Consulte a documentação oficial.

Experimente recursos.

Faça perguntas.

Observe como outras pessoas resolvem o mesmo problema.

E, principalmente, procure compreender o motivo de cada ação.

Informática é uma ferramenta para resolver problemas

Para uma(um) estudante de Administração, o objetivo não deve ser conhecer computadores por conhecer computadores.

A tecnologia precisa ajudar você a:

  • organizar informações;

  • comunicar-se;

  • trabalhar em equipe;

  • analisar dados;

  • proteger documentos;

  • acompanhar atividades;

  • produzir trabalhos;

  • economizar tempo;

  • melhorar processos;

  • tomar decisões.

O computador é uma ferramenta.

Os sistemas são ferramentas.

A nuvem é uma ferramenta.

A inteligência artificial é uma ferramenta.

O conhecimento administrativo continua sendo aquilo que permite decidir quando, por que e para que utilizar cada uma delas.

Por isso, não tenha receio de explorar.

A melhor maneira de desenvolver autonomia digital continua sendo usar, experimentar, pesquisar e aprender continuamente.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Tecnologia na Administração: quais competências digitais uma(um) estudante precisa desenvolver?

Tecnologia na Administração: quais competências digitais uma(um) estudante precisa desenvolver?



Durante muito tempo, falar em informática na Administração significava basicamente saber utilizar um computador, criar documentos, trabalhar com planilhas e preparar apresentações.

Essas habilidades continuam sendo importantes, mas o cenário mudou bastante.

Hoje, administradoras(es) trabalham em ambientes marcados por sistemas integrados de gestão, bancos de dados, plataformas de colaboração, ferramentas de Business Intelligence (BI), automação de processos, computação em nuvem, inteligência artificial e diversas outras tecnologias.

Por isso, mais do que simplesmente “saber informática”, quem estuda Administração precisa desenvolver competências digitais aplicadas à gestão.

Tecnologia e Administração caminham juntas

A Administração envolve atividades como planejamento, organização, acompanhamento de processos, análise de resultados, tomada de decisão, gestão de pessoas, controle financeiro, comunicação e avaliação de desempenho.

Em praticamente todas essas atividades existe algum tipo de apoio tecnológico.

Uma planilha pode ajudar a organizar um orçamento.

Um dashboard pode facilitar o acompanhamento de indicadores.

Um sistema ERP pode integrar informações financeiras, logísticas, comerciais e administrativas.

Uma plataforma de gestão de projetos pode ajudar uma equipe a acompanhar atividades e prazos.

Uma ferramenta de inteligência artificial pode auxiliar na organização e análise inicial de informações.

A tecnologia, portanto, não substitui o conhecimento administrativo. Ela amplia as possibilidades de aplicação desse conhecimento.

Não é preciso ser programadora(or)

Um erro comum é imaginar que, para acompanhar as transformações tecnológicas, toda(o) estudante de Administração precisa aprender programação avançada ou se transformar em especialista em Tecnologia da Informação.

Não é isso.

Existem profissionais especializados em desenvolvimento de sistemas, infraestrutura, ciência de dados, segurança da informação e outras áreas técnicas.

A(o) administradora(or), entretanto, precisa compreender suficientemente as tecnologias utilizadas pelas organizações para conseguir:

  • identificar necessidades;

  • analisar informações;

  • conversar com equipes técnicas;

  • avaliar alternativas;

  • acompanhar projetos;

  • melhorar processos;

  • compreender riscos;

  • utilizar dados na tomada de decisão;

  • perceber oportunidades de automação;

  • avaliar resultados.

Em outras palavras: você não precisa saber construir todas as ferramentas, mas precisa entender como utilizá-las e como elas se relacionam com a gestão.

O mercado já exige essas competências

Essa relação entre Administração e tecnologia não é apenas uma tendência distante.

Uma pesquisa do Conselho Federal de Administração apontou que 71,2% das(os) profissionais de Administração consideram necessário atualizar-se sobre inovações tecnológicas para preservar a empregabilidade. O próprio CFA vem promovendo debates sobre inteligência artificial, transformação digital, automação e análise de dados na Administração.

O movimento não acontece apenas na Administração.

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, identifica inteligência artificial e big data, redes e cibersegurança e letramento tecnológico entre as competências cuja importância mais deve crescer no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, habilidades humanas como pensamento analítico, criatividade, liderança e colaboração continuam ocupando papel relevante.

Isso ajuda a compreender um ponto importante:

o profissional do futuro não é apenas tecnológico nem apenas humano. Ele precisa saber combinar os dois mundos.

O que uma(um) estudante de Administração deveria aprender?

Não existe uma lista definitiva, pois as ferramentas mudam constantemente. Algumas competências, entretanto, oferecem uma boa base para começar.

1. Editores de texto

Pode parecer básico, mas produzir documentos profissionais continua fazendo parte da rotina de muitas organizações.

É importante saber trabalhar adequadamente com:

  • estilos e formatação;

  • cabeçalhos e rodapés;

  • tabelas;

  • sumários automáticos;

  • comentários e revisão;

  • modelos de documentos;

  • colaboração entre várias pessoas.

Isso será útil tanto na faculdade quanto na vida profissional.

2. Planilhas eletrônicas

Para quem estuda Administração, a planilha é uma das ferramentas mais úteis.

Procure avançar progressivamente em recursos como:

  • fórmulas;

  • funções;

  • filtros;

  • classificação de dados;

  • tabelas;

  • gráficos;

  • tabelas dinâmicas;

  • validação de dados;

  • formatação condicional;

  • funções de procura;

  • organização e tratamento de bases de dados.

Não basta decorar comandos.

O mais importante é saber qual problema administrativo você quer resolver utilizando a planilha.

3. Apresentações

Administradoras(es) frequentemente precisam apresentar propostas, projetos, resultados e análises.

Por isso, vale aprender a produzir apresentações com:

  • boa hierarquia das informações;

  • pouco texto por slide;

  • gráficos compreensíveis;

  • elementos visuais coerentes;

  • sequência lógica;

  • acessibilidade;

  • informações adequadas ao público.

Apresentar bem também é uma competência de gestão.

4. Análise e visualização de dados

As organizações produzem uma quantidade enorme de dados.

Vendas, custos, produtividade, atendimento, estoque, orçamento, pessoas, projetos e praticamente todas as áreas podem gerar indicadores.

Por isso, vale conhecer ferramentas de Business Intelligence e visualização de dados, como Power BI e soluções semelhantes.

Mais importante do que construir gráficos bonitos é aprender a perguntar:

O que esses dados estão mostrando?

Por que determinado indicador mudou?

Qual decisão pode ser tomada a partir dessa informação?

Essa capacidade aproxima a tecnologia do raciocínio administrativo.

5. Sistemas de gestão

Ao ingressar no mercado de trabalho, você provavelmente encontrará algum tipo de sistema corporativo.

Entre eles estão:

  • ERP — sistemas integrados de gestão;

  • CRM — gestão do relacionamento com clientes;

  • sistemas financeiros;

  • sistemas de recursos humanos;

  • sistemas de estoque;

  • sistemas de compras;

  • sistemas de processos administrativos;

  • plataformas de gestão de projetos.

Você não precisa conhecer todas as marcas disponíveis.

É mais interessante compreender para que cada categoria de sistema serve e como as informações circulam entre diferentes áreas da organização.

6. Ferramentas de colaboração e computação em nuvem

O trabalho não acontece mais necessariamente com todas as pessoas reunidas no mesmo espaço físico.

Documentos compartilhados, reuniões virtuais, calendários, armazenamento em nuvem, chats corporativos e plataformas de acompanhamento de tarefas passaram a fazer parte da rotina de muitas equipes.

Por isso, uma(um) estudante também deve aprender a trabalhar de forma colaborativa em ambientes digitais.

Isso envolve não apenas saber clicar nos botões, mas também desenvolver organização, comunicação e responsabilidade sobre informações compartilhadas.

7. Inteligência artificial

A inteligência artificial passou rapidamente a fazer parte do ambiente acadêmico e profissional.

Ferramentas de IA generativa podem ajudar em atividades como:

  • organizar ideias;

  • resumir informações;

  • criar estruturas iniciais de documentos;

  • comparar alternativas;

  • analisar textos;

  • auxiliar na exploração de dados;

  • gerar hipóteses;

  • automatizar tarefas repetitivas.

Mas utilizar inteligência artificial exige senso crítico.

Uma resposta produzida por IA pode apresentar erros, informações inventadas, interpretações inadequadas ou dados desatualizados.

Por isso, a competência mais importante não é apenas saber perguntar à inteligência artificial, mas saber avaliar a resposta recebida.

O CFA já vem tratando a IA como parte das transformações em curso na Administração e destacando a necessidade de combinar competências digitais, analíticas e socioemocionais.

8. Segurança da informação e proteção de dados

Toda(o) profissional que trabalha com informações precisa desenvolver cuidados básicos de segurança digital.

Isso inclui:

  • criar senhas adequadas;

  • utilizar autenticação em dois fatores;

  • reconhecer tentativas de phishing;

  • controlar o compartilhamento de arquivos;

  • proteger informações pessoais;

  • evitar instalação de programas desconhecidos;

  • compreender níveis de acesso;

  • realizar cópias de segurança quando necessário.

Para administradoras(es), essa preocupação é ainda maior porque frequentemente lidam com informações financeiras, estratégicas, pessoais e institucionais.

Um pouco da história da computação

Entender como chegamos ao atual ambiente tecnológico também pode ser interessante.

A história da computação não começou com os computadores pessoais.

Durante séculos foram desenvolvidos instrumentos destinados a facilitar cálculos. No século XIX, Charles Babbage projetou suas Máquinas Diferenciais e posteriormente concebeu a Máquina Analítica, uma proposta de máquina programável de uso geral que antecipava vários princípios posteriormente encontrados nos computadores.

Ada Lovelace, ao estudar a Máquina Analítica de Babbage, publicou em 1843 notas que incluíam procedimentos que atualmente reconheceríamos como programas e percebeu que máquinas desse tipo poderiam manipular não apenas números, mas símbolos representando diferentes tipos de informação.

No final do século XIX, Herman Hollerith desenvolveu sistemas de cartões perfurados utilizados no processamento dos dados do censo dos Estados Unidos. Sua empresa posteriormente participou da fusão que criou, em 1911, a Computing-Tabulating-Recording Company (CTR), que passou a se chamar International Business Machines — IBM — em 1924.

A Segunda Guerra Mundial acelerou o desenvolvimento da computação eletrônica. Em 1944, o Colossus já era utilizado na Grã-Bretanha para auxiliar na quebra de códigos alemães. Pouco depois, o ENIAC, desenvolvido nos Estados Unidos, tornou-se um dos marcos da computação eletrônica e foi apresentado publicamente em 1946.

Nas décadas seguintes vieram os computadores comerciais, os mainframes, os computadores pessoais, a internet, os dispositivos móveis, a computação em nuvem e, mais recentemente, a expansão da inteligência artificial.

Em cada etapa, a relação das organizações com informação e tomada de decisão também mudou.

A tecnologia continuará mudando

Talvez esta seja a aprendizagem mais importante.

Não existe um conjunto de programas que você possa aprender na faculdade e utilizar sem mudanças durante toda a carreira.

As ferramentas de hoje serão atualizadas, substituídas ou incorporadas a outras soluções.

Por isso, a competência digital mais duradoura é aprender continuamente.

Se você compreende os conceitos, consegue aprender uma nova ferramenta com muito mais facilidade.

Em vez de pensar:

“Preciso aprender este programa.”

procure pensar:

“Preciso aprender a resolver este tipo de problema.”

O programa é apenas uma das ferramentas disponíveis.

Tecnologia é meio, não fim

Uma boa(um) administradora(or) não é necessariamente a pessoa que conhece o maior número de programas.

É aquela(e) que consegue selecionar e utilizar ferramentas adequadas para:

  • organizar melhor o trabalho;

  • compreender informações;

  • melhorar processos;

  • acompanhar resultados;

  • comunicar decisões;

  • apoiar pessoas;

  • resolver problemas;

  • tomar decisões mais bem informadas.

A tecnologia deve estar a serviço desses objetivos.

Portanto, se você está cursando Administração, não deixe o desenvolvimento das suas competências digitais para depois.

Comece pelas ferramentas básicas, avance para dados e sistemas de gestão, experimente novas tecnologias e procure compreender como cada recurso pode ser aplicado aos problemas reais das organizações.

Aprender Administração hoje também significa aprender a administrar em um mundo cada vez mais digital.



Gestão financeira para administradores: conceitos, ferramentas e decisões na prática

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