segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Símbolos e tradições da Administração: conheça a história da profissão

Símbolos e tradições da Administração: conheça a história da profissão



A Administração possui símbolos, datas e tradições que ajudam a contar a história da profissão no Brasil.

O símbolo, a safira azul, o anel, a bandeira, o juramento, a oração, o Dia do Administrador e a trajetória de Belmiro Siqueira fazem parte desse conjunto de referências construído ao longo do desenvolvimento e da regulamentação profissional.

Conhecer essa história é também uma maneira de compreender como a Administração consolidou sua identidade profissional no país.

O Símbolo da Administração

O conhecido símbolo formado por figuras geométricas é o Símbolo da Profissão de Administrador.

Sua origem remonta a um concurso nacional promovido pelo Conselho Federal de Administração (CFA) em 1979, com o objetivo de escolher uma representação gráfica para a profissão.

A construção parte de um quadrado inscrito em outro quadrado. Sua composição geométrica procura representar características relacionadas ao exercício da Administração.

Na interpretação apresentada pelo Sistema CFA/CRAs:

  • as setas laterais voltadas para fora representam metas e objetivos a serem alcançados;

  • os elementos voltados para o centro representam planejamento, organização, coordenação e concentração em objetivos comuns;

  • o quadrado representa o equilíbrio necessário ao exercício da Administração.

O CFA também relaciona o azul-safira à identidade histórica da profissão. Depois de alterações realizadas ao longo dos anos, a cor azul-safira voltou a integrar oficialmente a identidade visual do símbolo.

Em 2020, a Resolução Normativa CFA nº 594 aprovou o Manual de Identidade Visual da Profissão de Administrador e disciplinou a utilização do símbolo.

Uma maneira simples de entender sua construção

Imagine um quadrado girado em 45 graus.

Ao direcionar os vértices superior e inferior para o centro, surgem as formas geométricas que caracterizam o símbolo.

Por isso, algumas representações didáticas utilizam uma espécie de dobradura ou origami do símbolo da Administração para ajudar estudantes a compreender sua estrutura.

Mais do que decorar o desenho, é interessante perceber a ideia representada: direcionar esforços, organizar recursos e buscar equilíbrio para alcançar objetivos.

A pedra da Administração

A pedra tradicionalmente associada à Administração é a safira azul-escura, também chamada de safira oriental.

Segundo o CFA, sua cor está relacionada às atividades criadoras e à capacidade humana de construir e desenvolver riquezas.

A escolha também estabelece uma relação visual direta com a cor historicamente utilizada no símbolo da profissão.

O anel de Administração

O tradicional anel de formatura de Administração utiliza a safira azul-escura como pedra.

O CFA também estabelece a presença do símbolo da profissão associado ao anel.

Embora o uso do anel de formatura seja uma tradição e não uma obrigação para o exercício profissional, ele continua sendo um dos elementos mais conhecidos de identificação simbólica dos cursos de Administração.

A Bandeira da Administração

A Administração também possui uma bandeira associada à profissão.

Segundo as orientações divulgadas pelo CFA, sua construção é inspirada na malha modular utilizada na Bandeira do Brasil.

As dimensões de referência são:

  • 2 metros de largura;

  • 1,4 metro de altura.

O símbolo deve aparecer centralizado e ocupar uma área de aproximadamente 1,6 metro por 0,8 metro.

A recomendação é que a cor utilizada no tecido proporcione contraste adequado com o azul do símbolo.

O Juramento do Administrador

O juramento representa o compromisso assumido pela(o) profissional com as responsabilidades legais, éticas e sociais relacionadas ao exercício da Administração.

A Assembleia de Presidentes dos Conselhos Federal e Regionais de Administração aprovou o juramento em 8 de maio de 1978, a partir de proposta apresentada pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo.

O texto oficial é:

“Prometo DIGNIFICAR minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais, observar o código de ética, objetivando o aperfeiçoamento da ciência da administração, o desenvolvimento das instituições e a grandeza do homem e da pátria.”

A redação deve ser preservada quando utilizada como juramento oficial, mesmo apresentando construções linguísticas características do período em que foi criada.

O juramento procura lembrar que exercer Administração envolve não apenas conhecimento técnico, mas também responsabilidades profissionais e éticas.

A Oração do Administrador

Outra tradição relacionada à profissão é a Oração do Administrador, de autoria do administrador Rui Ribeiro de Araújo.

O texto é divulgado pelo próprio CFA como parte das referências históricas da Administração.

“Senhor, diante das organizações devo ter CONSCIÊNCIA de minhas responsabilidades como ADMINISTRADOR. Reconheço minhas limitações, mas, humildemente, junto com meus companheiros de trabalho busco o consenso para alcançar a SOLUÇÃO e tornar o trabalho menos penoso e mais produtivo; Senhor, despido do egoísmo, quero crescer, fazendo crescer, também, os que me cercam e que são a razão de minha escolha profissional; Senhor, ADMINISTRE o meu coração para que ele siga o caminho do bem, pois, a mim caberá realizar obras sadias para tornar as organizações cada vez melhores e mais humanas.”

Adm. Rui Ribeiro de Araújo

A oração apresenta uma visão da Administração voltada não apenas para resultados organizacionais, mas também para cooperação, responsabilidade e relações humanas.

Quem é o Patrono da Administração?

O Patrono dos Administradores do Brasil é Belmiro Siqueira.

Ele nasceu em 22 de outubro de 1921, em Ubá, Minas Gerais, e construiu grande parte de sua trajetória profissional no serviço público e no ensino da Administração.

Belmiro atuou no antigo Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), onde ocupou diferentes funções e chegou ao cargo de diretor-geral nos anos de 1967 e 1968.

Também trabalhou como assessor e consultor de governos, dirigiu a Escola de Serviço Público do antigo Estado da Guanabara, escreveu sobre Administração e atuou como professor.

No CFA, foi eleito conselheiro federal em 1977 e posteriormente assumiu a vice-presidência.

Belmiro Siqueira faleceu em 28 de novembro de 1986, em Porto Velho, Rondônia, enquanto se encontrava no exercício da presidência do Conselho Federal de Administração.

Quando Belmiro Siqueira se tornou patrono?

Aqui existe uma curiosidade histórica que merece atenção.

Alguns textos antigos indicam 1988 como o ano em que Belmiro Siqueira teria sido escolhido patrono. Entretanto, a história publicada pelo próprio CFA registra que o título foi oficialmente concedido pelo plenário do Conselho em 11 de maio de 1990.

A confusão provavelmente ocorre porque 1988 está relacionado à criação do prêmio que recebeu seu nome.

Prêmio CFA Belmiro Siqueira de Administração

O CFA também mantém o Prêmio CFA Belmiro Siqueira de Administração, criado para estimular a produção científica e técnica relacionada à Administração.

O prêmio foi instituído em 1988 e passou por diferentes formatos ao longo de sua história.

A edição de 2026, por exemplo, tem como tema:

“Administração Contemporânea: Inovações e Práticas Emergentes”.

Nesta edição foram previstas duas modalidades:

  • Artigo Acadêmico;

  • Artigo Profissional.

A categoria acadêmica contempla estudantes de cursos de Administração e de formações relacionadas, enquanto a categoria profissional é destinada aos públicos definidos pelo edital de cada edição.

Como regras, modalidades e prazos podem mudar, estudantes interessadas(os) devem sempre consultar o edital mais recente divulgado pelo CFA.

9 de setembro: Dia do Administrador

O Dia do Administrador é celebrado em 9 de setembro.

A escolha está relacionada à Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965, marco da regulamentação da profissão de Administrador no Brasil.

A comemoração da data foi instituída pelo CFA por meio da Resolução nº 65/1968, de 9 de dezembro de 1968.

Por isso, todos os anos, o Sistema CFA/CRAs, instituições de ensino e entidades ligadas à Administração realizam atividades relacionadas à profissão durante o mês de setembro.

Símbolos ajudam a contar a história de uma profissão

Símbolos profissionais não são apenas elementos decorativos.

Eles carregam parte da história de construção e reconhecimento de uma área profissional.

No caso da Administração, podemos reunir como principais referências:

  • Símbolo: composição geométrica característica da profissão;

  • Cor: azul-safira;

  • Pedra: safira azul-escura;

  • Anel: safira associada ao símbolo da Administração;

  • Bandeira: símbolo centralizado sobre fundo contrastante;

  • Juramento: compromisso ético e profissional;

  • Oração: texto de Rui Ribeiro de Araújo;

  • Patrono: Belmiro Siqueira;

  • Data comemorativa: 9 de setembro;

  • Prêmio: Prêmio CFA Belmiro Siqueira de Administração.

Para estudantes, conhecer essas referências é uma oportunidade de perceber que a graduação não começa apenas com teorias, ferramentas e disciplinas.

Existe também uma história da profissão de Administração no Brasil, construída por pessoas, instituições, regulamentações e símbolos que chegaram até os dias atuais.

Para saber mais

O Conselho Federal de Administração mantém informações sobre a história, os símbolos e as tradições da profissão em seu portal institucional. Conheça a página do CFA sobre a Administração

Também é possível acompanhar informações atuais sobre o Prêmio CFA Belmiro Siqueira de Administração no portal do Conselho. Conheça o Prêmio CFA Belmiro Siqueira







quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Representação estudantil na faculdade: entenda o papel do CA, DA, DCE, UEE e UNE

Representação estudantil na faculdade: entenda o papel do CA, DA, DCE, UEE e UNE



Entrar em uma faculdade ou universidade também significa passar a fazer parte de uma comunidade acadêmica. E, dentro dessa comunidade, as(os) estudantes possuem formas próprias de organização e representação.

É aí que entram os Centros Acadêmicos (CAs), Diretórios Acadêmicos (DAs), Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs), Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Conhecer essas entidades ajuda a entender como as demandas estudantis podem ser organizadas, discutidas e encaminhadas dentro e fora das instituições de ensino superior.

O que diz a legislação sobre a representação estudantil?

A principal referência legal sobre a organização das(os) estudantes de nível superior é a Lei nº 7.395, de 31 de outubro de 1985.

Ela reconhece:

  • a União Nacional dos Estudantes (UNE) como entidade representativa do conjunto das(os) estudantes das instituições de ensino superior do país;

  • as Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs) como representantes das(os) estudantes de cada estado, Distrito Federal ou território onde exista mais de uma instituição de ensino superior;

  • os Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) como representantes do conjunto das(os) estudantes de cada instituição de ensino superior;

  • o direito das(os) estudantes de cada curso superior de organizar Centros Acadêmicos (CAs) ou Diretórios Acadêmicos (DAs) como suas entidades representativas.

A própria lei determina que a organização, o funcionamento e as atividades dessas entidades sejam definidos em seus respectivos estatutos.

Isso significa que, embora exista uma estrutura geral de representação, cada entidade possui regras próprias sobre eleições, assembleias, composição da diretoria, mandatos, atribuições e formas de participação.

Centro Acadêmico e Diretório Acadêmico: qual é a diferença?

Uma dúvida comum é imaginar que Centro Acadêmico e Diretório Acadêmico necessariamente representam níveis diferentes da organização estudantil.

Pela legislação atual, CA e DA são formas de organização das(os) estudantes de um determinado curso de nível superior.

Assim, uma faculdade pode ter, por exemplo:

  • Centro Acadêmico de Administração;

  • Diretório Acadêmico de Direito;

  • Centro Acadêmico de Engenharia;

  • Diretório Acadêmico de História.

A denominação utilizada dependerá da organização estudantil e de seu estatuto.

Portanto, não existe uma regra nacional determinando que todo Centro Acadêmico esteja subordinado a um Diretório Acadêmico.

E o que é o DCE?

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) possui uma abrangência maior.

Enquanto um CA ou DA representa as(os) estudantes de determinado curso, o DCE representa o conjunto das(os) estudantes de uma instituição de ensino superior.

Imagine uma universidade que tenha cursos de Administração, Direito, História, Engenharia, Medicina, Comunicação e diversas outras áreas.

Cada curso pode possuir sua própria entidade representativa, enquanto o DCE trata de questões que envolvem o conjunto da comunidade estudantil daquela instituição.

UEE e UNE

A representação também pode ultrapassar os limites de uma universidade.

As Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs) atuam no âmbito dos estados, enquanto a União Nacional dos Estudantes (UNE) possui abrangência nacional.

De forma simplificada, podemos visualizar assim:

Curso → CA ou DA

Instituição de ensino superior → DCE

Estado → UEE

Brasil → UNE

Essa representação em diferentes níveis permite que questões locais, institucionais, estaduais ou nacionais sejam discutidas nos espaços correspondentes.

Qual é a função de um Centro Acadêmico?

O papel exato de cada Centro Acadêmico ou Diretório Acadêmico deve ser consultado em seu estatuto e nas normas da própria instituição.

Na prática, essas entidades podem atuar em atividades como:

  • representar as demandas das(os) estudantes do curso;

  • estabelecer diálogo com coordenações, departamentos e direção;

  • acompanhar assuntos acadêmicos que afetem o corpo discente;

  • participar de espaços institucionais de representação estudantil, quando previsto;

  • organizar assembleias;

  • promover debates e atividades acadêmicas;

  • organizar eventos culturais, científicos e sociais;

  • divulgar informações de interesse das(os) estudantes;

  • encaminhar reivindicações coletivas;

  • ajudar as(os) estudantes a compreender direitos e procedimentos acadêmicos;

  • dialogar com outras entidades de representação estudantil.

Isso não significa que o CA substitua os setores administrativos da universidade. Matrícula, emissão de documentos, aproveitamento de disciplinas e outros procedimentos continuam sendo responsabilidade dos órgãos competentes da instituição.

A entidade estudantil atua principalmente como espaço de representação, organização, participação e diálogo.

Participação estudantil nas decisões da universidade

A representação estudantil também pode ocorrer nos órgãos colegiados das instituições.

No caso das instituições públicas de educação superior, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional — Lei nº 9.394/1996 — estabelece o princípio da gestão transparente e democrática e assegura a existência de órgãos colegiados deliberativos com participação dos diferentes segmentos da comunidade institucional, local e regional.

A maneira como essa participação ocorre deve ser verificada no estatuto, no regimento e nas demais normas de cada instituição.

Por isso, quem deseja acompanhar mais de perto as decisões relacionadas ao seu curso deve procurar saber:

  • quais são os conselhos e colegiados existentes;

  • se há representação discente;

  • como essas(es) representantes são escolhidas(os);

  • qual é a duração do mandato;

  • onde são publicadas as pautas e decisões desses órgãos.

Participar desses espaços é uma das maneiras pelas quais as(os) estudantes podem acompanhar decisões que afetam diretamente sua formação acadêmica.

Um Centro Acadêmico pode defender judicialmente as(os) estudantes?

Em determinadas situações, sim.

Um caso importante foi analisado pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Recurso Especial nº 1.189.273/SC.

O processo envolvia um Centro Acadêmico de Direito e uma instituição privada de ensino superior. Entre as questões discutidas estavam reajustes de anuidades e outras condições relacionadas às cobranças realizadas pela instituição.

Em decisão de 1º de março de 2011, o STJ reconheceu que Centros Acadêmicos regularmente constituídos como associações civis e que preencham os requisitos legais podem possuir legitimidade para ajuizar ação civil pública em defesa de direitos individuais homogêneos de natureza consumerista das(os) estudantes do curso que representam, diante de instituição privada de ensino.

Isso demonstra que a representação estudantil pode, em determinadas circunstâncias e observadas as exigências legais, ultrapassar o diálogo administrativo e alcançar também mecanismos coletivos de defesa de direitos.

Atenção às leis antigas

Quem pesquisa sobre representação estudantil na internet pode encontrar referências à Lei nº 4.464/1964.

É importante ter cuidado com essas informações.

Essa legislação não está mais vigente e não deve ser utilizada como referência atual para definir o funcionamento das entidades estudantis. A própria legislação posterior registra sua revogação.

Por isso, regras previstas naquela legislação — inclusive antigas limitações impostas às manifestações das entidades estudantis — não devem ser apresentadas como obrigações atualmente vigentes.

Sempre verifique se a legislação consultada continua válida.

Conheça a entidade que representa seu curso

Se você está entrando na faculdade, procure descobrir se o seu curso possui um Centro Acadêmico ou Diretório Acadêmico.

Veja se a entidade possui:

  • site ou redes sociais;

  • estatuto disponível;

  • calendário de reuniões;

  • assembleias abertas;

  • canais de contato;

  • representantes nos colegiados;

  • processo eleitoral periódico.

Também vale conhecer o DCE de sua instituição e entender quais espaços de participação estudantil existem na universidade.

A representação estudantil não deve aparecer apenas quando surge um problema.

Ela pode ser um espaço permanente de participação, diálogo, organização coletiva e construção da vida universitária.

Conhecer essas entidades é, portanto, mais uma maneira de compreender como funciona a instituição de ensino superior da qual você faz parte.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Começou a faculdade? Conheça as regras da sua instituição

Começou a faculdade? Conheça as regras da sua instituição



Entrar na faculdade significa lidar com muitas novidades ao mesmo tempo: disciplinas, avaliações, prazos, matrícula, estágio, atividades acadêmicas e diferentes setores da instituição.

Por isso, uma das primeiras coisas que toda(o) estudante deveria fazer ao iniciar a graduação é conhecer as regras acadêmicas da instituição de ensino.

Pode parecer um conselho simples, mas essa leitura pode evitar muitos problemas ao longo do curso.

Comece pelo Manual do Aluno

Muitas universidades e faculdades disponibilizam um Manual do Aluno, regulamento acadêmico, guia da graduação ou documento semelhante.

Nele costumam estar reunidas informações sobre os principais procedimentos acadêmicos e administrativos que fazem parte da vida universitária.

Antes de procurar respostas em grupos de mensagens, redes sociais ou perguntar a outras(os) estudantes, vale conferir se a informação não está disponível nesses documentos oficiais.

Entre os assuntos que você pode encontrar estão:

  • funcionamento dos diferentes setores da instituição;

  • matrícula e inscrição em disciplinas;

  • inclusão, exclusão ou alteração de disciplinas;

  • trancamento de matrícula;

  • cancelamento de matrícula;

  • possibilidade de rematrícula;

  • prazos para conclusão do curso;

  • aproveitamento ou equivalência de disciplinas;

  • transferência interna e externa;

  • formas de ingresso na universidade;

  • critérios de avaliação;

  • revisão de provas e trabalhos;

  • cálculo do Coeficiente de Rendimento (CR);

  • estágio obrigatório e não obrigatório;

  • monitoria;

  • iniciação científica;

  • iniciação à docência;

  • projetos de extensão;

  • programas de intercâmbio;

  • bolsas e auxílios estudantis;

  • funcionamento da biblioteca;

  • normas para trabalhos acadêmicos.

Nem todas as instituições utilizam os mesmos nomes ou possuem exatamente os mesmos procedimentos. Por isso, conhecer as normas da sua universidade ou faculdade faz diferença.

Explore também o site e o sistema acadêmico

O Manual do Aluno não deve ser sua única fonte de consulta.

Reserve algum tempo para navegar pelo site oficial da instituição. Procure páginas como:

  • graduação;

  • secretaria acadêmica;

  • pró-reitoria de graduação;

  • assistência estudantil;

  • biblioteca;

  • estágio;

  • extensão;

  • pesquisa;

  • intercâmbio;

  • calendário acadêmico;

  • regulamentos e normas.

Se a instituição possuir um portal ou sistema acadêmico para estudantes, explore também as ferramentas disponíveis.

É comum encontrar nesses ambientes informações sobre disciplinas cursadas, notas, frequência, histórico escolar, emissão de documentos, inscrição em matérias, requerimentos e outros serviços.

Conhecer essas ferramentas desde o início facilita bastante a organização da vida acadêmica.

Consulte sempre o calendário acadêmico

Outro documento que merece atenção é o calendário acadêmico.

Ele reúne algumas das datas que você precisará acompanhar durante o semestre, como períodos de:

  • matrícula;

  • inscrição em disciplinas;

  • alteração de inscrição;

  • trancamento;

  • avaliações;

  • férias;

  • início e encerramento das aulas;

  • solicitações acadêmicas.

Perder um prazo pode transformar uma situação simples em um problema difícil de resolver.

Uma boa prática é colocar as datas mais importantes na sua agenda assim que o calendário do semestre for divulgado.

Conhecer as regras ajuda a defender seus direitos

Entender as normas acadêmicas não serve apenas para cumprir obrigações.

Também ajuda a estudante ou o estudante a identificar seus direitos dentro da instituição.

Imagine, por exemplo, que você queira solicitar a revisão da correção de uma prova.

Há uma grande diferença entre simplesmente dizer:

“Professor, gostaria que minha prova fosse revisada.”

e apresentar uma solicitação informando que o regulamento acadêmico estabelece determinado procedimento ou prazo para a revisão das avaliações.

Quando você conhece a norma aplicável, pode formular seu pedido de maneira mais clara e fundamentada.

Também consegue identificar quando determinado procedimento não está sendo realizado conforme as regras estabelecidas pela própria instituição.

Procure sempre a norma oficial

É comum receber informações de colegas como:

“Sempre fizeram assim.”

ou:

“Disseram que não pode.”

Essas informações podem até estar corretas, mas não deveriam ser sua única referência.

Quando a questão envolver matrícula, avaliação, estágio, transferência, aproveitamento de disciplinas ou qualquer decisão que possa interferir na sua trajetória acadêmica, procure confirmar a informação em uma fonte institucional oficial.

Regulamentos, resoluções, manuais, calendários acadêmicos e páginas oficiais costumam ser referências mais seguras.

E lembre-se: as regras podem mudar. Um procedimento utilizado alguns anos atrás pode não ser o mesmo adotado atualmente.

Crie sua própria pasta acadêmica

Outra dica é manter uma pasta, física ou digital, com os documentos importantes da graduação.

Você pode guardar nela:

  • regulamento acadêmico;

  • calendário do semestre;

  • matriz curricular;

  • ementas das disciplinas;

  • comprovantes de matrícula;

  • requerimentos realizados;

  • respostas recebidas da instituição;

  • certificados de atividades complementares;

  • documentos de estágio;

  • histórico escolar.

Essa organização pode ser muito útil durante toda a graduação, principalmente quando você precisar comprovar alguma atividade ou recuperar uma informação antiga.

Conhecimento também faz parte da vida universitária

Conhecer as regras da instituição pode não parecer a atividade mais interessante para quem acabou de entrar na faculdade.

Mesmo assim, dedicar algum tempo a isso pode evitar dúvidas, perda de prazos e dificuldades futuras.

Mais do que saber quais disciplinas você precisa cursar, é importante entender como funciona a instituição da qual você faz parte.

Portanto, se você está começando a graduação, inclua esta tarefa entre as primeiras da sua lista:

leia o Manual do Aluno, conheça os regulamentos, consulte o calendário acadêmico e explore os canais oficiais da sua instituição.

Esse pequeno hábito pode facilitar bastante sua trajetória durante a faculdade.









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