terça-feira, 15 de maio de 2018

Informática Básica: guia de conceitos essenciais para estudantes de Administração


Informática Básica: guia de conceitos essenciais para estudantes de Administração



Informática faz parte da rotina acadêmica e profissional de quem estuda Administração.

Produzir documentos, elaborar planilhas, preparar apresentações, acessar sistemas institucionais, trabalhar com arquivos, utilizar serviços em nuvem, participar de ambientes virtuais de aprendizagem, pesquisar informações e proteger dados são atividades que dependem de algum nível de competência digital.

Não é necessário conhecer profundamente todos os aspectos técnicos de um computador.

O mais importante é compreender os principais conceitos e desenvolver autonomia suficiente para utilizar diferentes ferramentas de maneira consciente, segura e adequada aos problemas que precisam ser resolvidos.

Este guia reúne algumas dessas noções.

Hardware e software: qual é a diferença?

Uma das primeiras distinções da informática é entre hardware e software.

Hardware

Hardware corresponde aos componentes físicos de um equipamento.

São exemplos:

processador;

memória RAM;

SSD;

placa-mãe;

monitor;

teclado;

mouse;

webcam;

microfone;

impressora;

roteador.

O processador executa instruções e realiza grande parte do processamento necessário ao funcionamento do sistema.

A memória RAM mantém temporariamente dados e programas que estão sendo utilizados naquele momento. Diferentemente do armazenamento em SSD ou HD, seu conteúdo normalmente não é preservado quando o equipamento é desligado.

Já SSDs e HDs são utilizados para armazenamento persistente de arquivos e programas.

Software

Software corresponde aos programas, sistemas e instruções executados pelos dispositivos.

São exemplos:

Windows;

Linux;

macOS;

LibreOffice;

Microsoft 365;

navegadores;

aplicativos de mensagens;

sistemas empresariais;

sistemas acadêmicos.

Hardware e software trabalham juntos.

Um programa precisa dos recursos físicos do equipamento, enquanto o hardware precisa de software para realizar atividades úteis para quem utiliza o computador.

Dispositivos de entrada e saída

Também podemos classificar equipamentos de acordo com a maneira como participam da comunicação com o computador.

Um dispositivo de entrada envia informações para o sistema.

Exemplos:

teclado;

mouse;

microfone;

scanner;

webcam.

Um dispositivo de saída apresenta informações produzidas pelo sistema.

Exemplos:

monitor;

caixas de som;

projetor;

impressora.

Alguns dispositivos podem desempenhar as duas funções.

Uma tela sensível ao toque, por exemplo, apresenta informações e também recebe comandos.

Um dispositivo de armazenamento externo pode receber e fornecer dados.

Essa classificação é útil para compreender o fluxo básico:

entrada → processamento → saída

O que é software livre?

O conceito de software livre não significa simplesmente “programa gratuito”.

Segundo a definição do Projeto GNU, software livre é aquele que respeita determinadas liberdades de quem utiliza o programa: executar o software, estudar como ele funciona, modificá-lo, redistribuir cópias e distribuir versões modificadas. O acesso ao código-fonte é necessário para algumas dessas liberdades.

Por isso:

gratuito não significa necessariamente software livre

e

software livre pode envolver atividades comerciais.

Também não é correto concluir que software livre seja automaticamente mais ou menos seguro que software proprietário.

Segurança depende de fatores como desenvolvimento, manutenção, configuração, atualizações, arquitetura e maneira como o sistema é utilizado.

A escolha entre diferentes soluções deve considerar as necessidades da organização.

LibreOffice: uma suíte de produtividade

Um dos exemplos mais conhecidos de software livre utilizado em escritórios e instituições de ensino é o LibreOffice.

Atualmente, a suíte reúne seis aplicações principais.

Writer — documentos de texto.

Calc — planilhas eletrônicas.

Impress — apresentações.

Draw — desenhos, diagramas e elementos gráficos.

Base — trabalho com bancos de dados.

Math — criação e edição de fórmulas matemáticas.

Essas ferramentas procuram atender diferentes necessidades acadêmicas e administrativas.

O importante não é necessariamente escolher uma única suíte para toda a carreira, mas compreender os conceitos utilizados por essas ferramentas.

Uma pessoa que entende estilos, planilhas, apresentações e bancos de dados consegue adaptar-se com muito mais facilidade a outros programas.

Gerenciador de arquivos

Um gerenciador de arquivos permite visualizar, organizar e administrar arquivos e pastas armazenados no dispositivo ou em locais acessíveis por ele.

No Windows, temos o Explorador de Arquivos.

No macOS, o Finder.

Em sistemas Linux existem diferentes alternativas.

Com essas ferramentas podemos:

criar pastas;

copiar arquivos;

mover documentos;

renomear;

pesquisar;

excluir;

restaurar;

acessar unidades externas;

visualizar propriedades.

Alguns atalhos aparecem em inúmeros programas:

Ctrl + C — copiar;

Ctrl + X — recortar;

Ctrl + V — colar;

Ctrl + Z — desfazer;

Ctrl + A — selecionar tudo.

Mais importante do que memorizar todos os comandos é manter uma estrutura organizada de documentos.

O que é um arquivo?

Um arquivo é uma unidade de informação armazenada em determinado meio digital.

Pode conter:

texto;

imagem;

áudio;

vídeo;

dados;

planilhas;

apresentações;

programas.

Os arquivos normalmente possuem um nome e uma extensão.

Por exemplo:

relatorio.pdf

Nesse caso:

relatorio é o nome;

.pdf é a extensão.

Ao contrário do que alguns materiais antigos ensinavam, uma extensão não precisa possuir exatamente três letras.

Existem extensões com diferentes tamanhos, como:

.docx

.xlsx

.odt

.html

.jpeg

.json

.webp

A extensão ajuda o sistema a identificar o formato e quais programas podem trabalhar com aquele arquivo.

Compactação de arquivos

Compactar arquivos pode ajudar a reduzir o espaço utilizado ou reunir vários itens em um único pacote.

Um formato bastante conhecido é:

.zip

Por exemplo, uma pasta contendo cinquenta documentos pode ser transformada em:

documentos.zip

Isso facilita o armazenamento e o compartilhamento.

É importante diferenciar arquivos compactados para arquivamento de formatos que utilizam técnicas próprias de compressão.

JPEG, PNG e MP3, por exemplo, aplicam métodos de compressão aos tipos de conteúdo que representam, mas não desempenham exatamente a mesma função de um arquivo ZIP contendo diversos documentos.

Download e upload

Esses dois conceitos aparecem constantemente.

Download é receber ou transferir dados de um sistema remoto para seu dispositivo.

Exemplos:

baixar um PDF;

salvar uma imagem;

obter um programa.

Upload é enviar dados do seu dispositivo para outro sistema.

Exemplos:

anexar um trabalho;

enviar uma fotografia;

colocar um documento na nuvem.

Uma forma simples de lembrar:

download → recebe

upload → envia

Plugins e extensões de navegador

Durante muitos anos, navegadores dependiam de plugins externos para executar determinados conteúdos.

Java, Flash Player e outros componentes eram frequentemente mencionados em cursos de informática.

Esse cenário mudou.

A MDN registra que plugins tradicionais de navegador se tornaram obsoletos e deixaram de ser suportados pelos principais navegadores. O Adobe Flash Player é provavelmente o exemplo mais conhecido dessa tecnologia antiga.

Atualmente encontramos com maior frequência as extensões de navegador.

Elas podem adicionar ou modificar funcionalidades, como:

verificadores de texto;

gerenciadores de senhas;

ferramentas de acessibilidade;

bloqueadores;

recursos de produtividade.

As extensões atuais utilizam tecnologias como WebExtensions, com compatibilidade entre vários navegadores modernos.

Como uma extensão pode solicitar permissões sobre sua navegação, instale apenas ferramentas necessárias e provenientes de fontes confiáveis.

Processadores de texto

Programas como LibreOffice Writer, Microsoft Word, Google Docs e Apple Pages permitem criar documentos estruturados.

Mais do que digitar, vale aprender a utilizar:

estilos;

títulos;

cabeçalhos e rodapés;

numeração;

tabelas;

imagens;

sumários automáticos;

comentários;

controle de alterações;

exportação para PDF;

recursos de acessibilidade.

Essas ferramentas serão úteis para relatórios, projetos, trabalhos acadêmicos, TCCs, documentos administrativos e diversas outras atividades.

Planilhas eletrônicas

Programas como LibreOffice Calc, Microsoft Excel e Google Sheets permitem organizar dados, realizar cálculos e desenvolver análises.

Algumas funções básicas que vale conhecer são:

SOMA

MÉDIA

MÁXIMO

MÍNIMO

SE

CONT.SE

Mas dominar planilhas não significa apenas conhecer fórmulas.

É importante aprender também:

estruturação de dados;

referências relativas e absolutas;

filtros;

ordenação;

validação de dados;

formatação condicional;

gráficos;

tabelas dinâmicas;

análise de cenários.

A planilha se torna especialmente interessante para Administração quando deixa de ser apenas uma tabela e passa a ajudar na interpretação de informações.

Apresentações

O LibreOffice Impress, Microsoft PowerPoint, Google Slides e outras ferramentas são utilizadas para produzir apresentações.

Uma boa apresentação não deve funcionar como um documento inteiro projetado na tela.

Ela deve apoiar a comunicação.

Por isso, procure:

reduzir blocos extensos de texto;

utilizar títulos claros;

criar hierarquia visual;

apresentar gráficos compreensíveis;

usar imagens quando acrescentarem informação;

manter contraste adequado;

pensar na acessibilidade;

adaptar o conteúdo ao público.

A tecnologia ajuda a apresentar.

Mas é a estrutura das ideias que determina se a apresentação será compreendida.

Bancos de dados

Um banco de dados permite organizar conjuntos estruturados de informações que possuem relações entre si.

Para estudantes de Administração, vale compreender pelo menos:

tabela — reúne registros;

campo — representa uma característica;

registro — representa uma ocorrência;

chave primária — identifica unicamente um registro;

chave estrangeira — relaciona tabelas;

consulta — recupera determinadas informações;

formulário — facilita a entrada de dados;

relatório — apresenta informações organizadas.

O LibreOffice Base é uma das ferramentas que permite explorar esses conceitos.

Bancos de dados estão por trás de grande parte dos sistemas de gestão utilizados pelas organizações.

LibreOffice Math

O LibreOffice Math é utilizado principalmente para criar fórmulas matemáticas.

Pode trabalhar integrado a documentos do Writer e a outras aplicações da suíte.

Ele é especialmente útil quando um trabalho acadêmico precisa apresentar expressões matemáticas com uma formatação mais apropriada.

O LibreOffice continua oferecendo Math como um dos seis componentes principais da suíte.

Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem — AVAs são plataformas utilizadas para organizar atividades educacionais em ambientes digitais.

Um dos exemplos mais conhecidos é o Moodle.

O Moodle se apresenta atualmente como um sistema de gestão da aprendizagem — LMS, Learning Management System — livre e de código aberto, permitindo criar ambientes com cursos, atividades e recursos voltados à aprendizagem colaborativa.

Um AVA pode oferecer:

materiais;

fóruns;

tarefas;

questionários;

avaliações;

calendários;

comunicação;

acompanhamento das atividades.

Ele pode ser utilizado tanto na educação a distância quanto como complemento de atividades presenciais.

Protocolos e TCP/IP

Um protocolo de rede estabelece regras utilizadas para a comunicação entre sistemas.

Um dos conjuntos mais importantes da Internet é o TCP/IP.

TCP significa:

Transmission Control Protocol

IP:

Internet Protocol

Aqui existe uma correção importante em relação a materiais antigos:

TCP/IP não é um “software livre”.

É um conjunto de protocolos e padrões de comunicação implementado por inúmeros sistemas e dispositivos.

O conceito de software livre se refere às liberdades associadas ao software e à sua licença, não a protocolos de comunicação.

Endereços IP

Dispositivos conectados às redes utilizam endereços IP para que informações possam ser encaminhadas.

Existem atualmente duas versões amplamente conhecidas:

IPv4

e

IPv6

Também não é correto afirmar simplesmente que “todo computador possui um único IP exclusivo para sempre”.

Os endereços podem ser públicos ou privados, fixos ou temporários, e diferentes dispositivos de uma rede residencial podem compartilhar externamente um mesmo endereço IPv4 público por mecanismos como NAT.

Para uma introdução à informática, basta compreender que o IP participa da identificação e do encaminhamento de informações em redes.

Códigos maliciosos

Um dos pontos mais importantes da informática atual é a segurança.

Malware é um termo geral utilizado para programas ou códigos desenvolvidos com comportamento malicioso.

Entre os tipos que você pode encontrar estão:

vírus;

worms;

trojans;

spyware;

ransomware;

keyloggers.

Um vírus normalmente depende de algum arquivo ou programa hospedeiro para se propagar.

Um worm possui capacidade de propagação pela rede.

Um trojan — cavalo de Troia procura aparentar alguma função legítima enquanto executa ações maliciosas.

Um spyware busca monitorar atividades e coletar informações.

Um keylogger registra entradas realizadas pelo teclado ou outros mecanismos de captura.

Um ransomware pode tornar dados inacessíveis, frequentemente utilizando criptografia, e exigir pagamento para tentar restabelecer o acesso. O CERT.br mantém materiais atualizados específicos sobre códigos maliciosos, ransomware, phishing, autenticação e outros temas de segurança.

Hacker, cracker e outras classificações

Materiais antigos de informática frequentemente apresentavam listas rígidas como:

“hacker = pessoa boa”

“cracker = invasor criminoso”

“lammer = iniciante”

Essa classificação não ajuda muito a compreender a segurança digital atual.

O termo hacker possui diferentes usos e contextos.

Uma pessoa pode atuar legalmente em segurança ofensiva, pesquisa de vulnerabilidades e testes autorizados.

Também existem atacantes que realizam acessos sem autorização.

O ponto importante não é o rótulo.

É perguntar:

existe autorização para realizar aquela atividade?

Acesso não autorizado, roubo de credenciais, fraude e invasão de sistemas são questões de segurança e podem também envolver consequências jurídicas.

Como se proteger

Segurança não depende apenas de instalar um antivírus.

Uma proteção adequada envolve várias camadas.

Utilize senhas fortes e diferentes.

Ative autenticação em dois fatores.

Mantenha sistemas e aplicativos atualizados.

Faça backups.

Desconfie de mensagens inesperadas.

Verifique links antes de clicar.

Instale programas apenas de fontes confiáveis.

Bloqueie o computador quando se afastar.

Proteja informações pessoais e profissionais.

Revise as permissões concedidas aos aplicativos.

O CERT.br mantém a Cartilha de Segurança para Internet com orientações sobre dispositivos, contas, dados, golpes, fraudes, autenticação e proteção de informações.

O que aconteceu com a “Web 2.0”?

Durante os anos 2000, a expressão Web 2.0 tornou-se popular para descrever uma Web mais participativa.

Blogs, wikis, redes sociais, plataformas colaborativas e conteúdos produzidos pelas próprias pessoas usuárias contrastavam com os primeiros sites predominantemente estáticos.

Esse processo foi importante.

Mas hoje a expressão é menos necessária para explicar a Internet cotidiana.

Colaboração, publicação de conteúdo, aplicativos Web, redes sociais e serviços online simplesmente fazem parte da maneira como utilizamos a Web.

Em vez de perguntar se determinada ferramenta pertence à “Web 2.0”, é mais útil compreender como os serviços digitais funcionam e como utilizá-los.

Computação em nuvem

Outro conceito que cresceu bastante foi o de computação em nuvem — cloud computing.

A nuvem não é simplesmente “um lugar na Internet onde guardamos arquivos”.

Segundo a definição do NIST, trata-se de um modelo que permite acesso sob demanda, por rede, a um conjunto compartilhado de recursos computacionais configuráveis, como armazenamento, servidores, redes, aplicações e serviços.

Por isso, utilizar a nuvem pode significar:

armazenar arquivos;

utilizar um sistema empresarial;

editar documentos;

executar aplicativos;

hospedar sites;

utilizar capacidade de processamento;

disponibilizar bancos de dados.

O NIST diferencia três modelos muito conhecidos:

SaaS — Software as a Service

PaaS — Platform as a Service

IaaS — Infrastructure as a Service.

Para a(o) estudante de Administração, o modelo mais visível costuma ser o SaaS.

Nesse caso, o software é disponibilizado como serviço e acessado normalmente pela Internet.

Computação em nuvem não elimina os cuidados com arquivos

Armazenar um documento na nuvem não significa que ele esteja automaticamente protegido contra qualquer problema.

Ainda precisamos pensar em:

controle de acesso;

senhas;

autenticação;

backup;

histórico de versões;

permissões;

privacidade;

classificação das informações.

Em uma organização, também devem ser considerados contratos, localização e tratamento dos dados, disponibilidade dos serviços e políticas de segurança.

Tecnologia em nuvem é uma ferramenta.

Ela precisa ser administrada.

E a inteligência artificial?

Uma atualização contemporânea de informática básica também precisa considerar a inteligência artificial.

Ferramentas de IA já podem ser utilizadas para:

auxiliar na redação;

organizar informações;

analisar textos;

explorar dados;

criar estruturas iniciais;

automatizar atividades;

apoiar pesquisas.

Mas essas ferramentas não devem ser tratadas como fontes infalíveis.

É necessário verificar resultados, proteger informações confidenciais, avaliar fontes e respeitar regras acadêmicas e institucionais.

IA é mais uma camada do ambiente digital que administradoras(es) precisam aprender a utilizar com senso crítico.

Informática básica hoje significa autonomia digital

Há alguns anos, um curso de informática básica poderia concentrar-se em ensinar onde ficava o botão “Salvar”, como formatar um disquete ou qual menu abrir para alterar o papel de parede.

Esses conhecimentos envelheciam quando a interface mudava.

Hoje faz mais sentido desenvolver competências que sobrevivam às mudanças dos programas.

Você precisa saber:

o que deseja fazer;

que tipo de ferramenta pode resolver o problema;

como organizar as informações;

como aprender um novo sistema;

como proteger seus dados;

como verificar os resultados produzidos.

Os programas continuarão mudando.

Novos dispositivos aparecerão.

Serviços serão substituídos.

A inteligência artificial continuará transformando ferramentas.

Mas quem compreende os conceitos consegue adaptar-se.

Para quem estuda Administração

Informática não é uma disciplina isolada da gestão.

Ela aparece em praticamente todas as áreas.

Gestão financeira utiliza sistemas e planilhas.

Marketing trabalha com plataformas e dados.

Recursos Humanos utiliza sistemas de pessoas.

Logística depende de informação integrada.

Planejamento utiliza indicadores.

Administração Pública utiliza processos e serviços digitais.

Gestão de projetos utiliza plataformas colaborativas.

Tomada de decisão depende cada vez mais de informações produzidas e processadas digitalmente.

Por isso, o objetivo deste compêndio não é transformar uma(um) estudante de Administração em profissional de Tecnologia da Informação.

É fornecer uma base para que consiga compreender, utilizar, avaliar e aprender ferramentas digitais ao longo da formação e da carreira.

Informática básica deixou de significar apenas saber operar um computador. Hoje, significa possuir autonomia para trabalhar, aprender, comunicar-se e tomar decisões em um ambiente cada vez mais digital.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Internet: conceitos básicos para estudar, trabalhar e navegar com segurança


Internet: conceitos básicos para estudar, trabalhar e navegar com segurança



A internet está tão presente em nossas atividades cotidianas que muitas vezes utilizamos seus recursos sem pensar no que acontece por trás da tela.

Estudar, enviar documentos, acessar sistemas acadêmicos, participar de reuniões, utilizar serviços bancários, realizar compras, acompanhar processos, armazenar arquivos, trabalhar em equipe e pesquisar informações são apenas alguns exemplos.

Para estudantes de Administração, compreender algumas noções básicas sobre o funcionamento da internet ajuda não apenas na utilização das ferramentas digitais, mas também no entendimento dos sistemas e serviços utilizados pelas organizações.

Não é necessário conhecer todos os detalhes técnicos.

Mas vale compreender conceitos como Internet, Web, navegador, endereço IP, domínio, URL, servidor, provedor, download, upload e computação em nuvem.

Como surgiu a internet?

A história da internet não pode ser resumida a uma única invenção ou a uma única data.

Durante a década de 1960, diferentes grupos de pesquisa estudavam maneiras de permitir a comunicação entre computadores por meio de redes e da chamada comutação de pacotes.

Um dos projetos mais importantes foi financiado pela Advanced Research Projects Agency (ARPA), dos Estados Unidos.

Em 1969, entrou em funcionamento a ARPANET.

Seu primeiro nó foi instalado na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Pouco depois, Stanford Research Institute, Universidade da Califórnia em Santa Barbara e Universidade de Utah também passaram a integrar a rede.

Ao final daquele ano, quatro computadores estavam conectados. (internetsociety.org)

Por isso, 1969 costuma aparecer como uma data marcante na história da internet.

Mas a ARPANET ainda não era a Internet atual.

Quando surgiu a Internet como conhecemos?

Outro momento decisivo aconteceu com o desenvolvimento do conjunto de protocolos conhecido como:

TCP/IP — Transmission Control Protocol / Internet Protocol

Esses protocolos permitiram que diferentes redes se comunicassem entre si.

Em 1º de janeiro de 1983, a ARPANET realizou a migração para TCP/IP. Esse momento é frequentemente apontado como um marco na consolidação da arquitetura que deu origem à Internet moderna. (internetsociety.org)

A grande ideia estava justamente em permitir a comunicação entre redes diferentes.

Daí vem uma boa maneira de compreender o termo:

Internet = rede de redes.

Internet e Web não são a mesma coisa

Essa diferença é muito importante.

A Internet é a infraestrutura global que interliga redes e dispositivos.

A World Wide Web — WWW ou simplesmente Web é um dos serviços que utiliza essa infraestrutura.

A Web foi criada pelo cientista britânico Tim Berners-Lee, enquanto trabalhava no CERN, na Europa.

A proposta surgiu em 1989 como uma maneira de facilitar o compartilhamento de informações entre pesquisadoras(es).

No final de 1990, Berners-Lee já havia desenvolvido o primeiro servidor Web e o primeiro navegador. Em 1993, o CERN colocou o software da Web em domínio público, contribuindo para sua rápida disseminação. (home.cern)

Portanto:

Internet ≠ Web

A Web funciona utilizando a Internet.

Também utilizamos a Internet para diversas outras atividades.

O que é a Internet?

Podemos pensar na Internet como um enorme conjunto de redes interconectadas que utilizam protocolos comuns para trocar informações.

Essa comunicação ocorre por diferentes meios físicos e tecnologias, incluindo:

  • cabos de fibra óptica;

  • cabos submarinos;

  • redes móveis;

  • redes Wi-Fi;

  • conexões via satélite;

  • redes corporativas;

  • centros de dados;

  • roteadores.

Quando você acessa uma página localizada em outro país, seus dados podem passar por diferentes redes antes de chegar ao destino.

A Internet não pertence a uma única empresa ou organização.

Ela funciona por meio da interconexão de inúmeras redes independentes.

O que é um provedor de Internet?

Para acessar a Internet, normalmente precisamos utilizar os serviços de uma empresa que oferece conectividade.

Essas empresas são chamadas de:

ISP — Internet Service Provider

ou

provedor de acesso à Internet.

Uma operadora de fibra óptica ou telefonia móvel, por exemplo, pode atuar como seu provedor.

Ela conecta sua residência, empresa ou dispositivo à infraestrutura mais ampla da Internet.

Atualmente, essa conexão pode acontecer por diferentes tecnologias, como:

  • fibra óptica;

  • cabo;

  • redes móveis 4G e 5G;

  • rádio;

  • satélite.

A velocidade e a qualidade da conexão podem variar de acordo com a tecnologia, o plano contratado, a infraestrutura e outros fatores.

O que acontece quando você acessa um site?

Imagine que você digite no navegador:

www.admguia.com

Diversas operações acontecem em poucos instantes.

De maneira bastante simplificada:

1. Você informa o endereço.

2. O computador precisa descobrir onde aquele domínio está localizado.

3. O sistema consulta informações do DNS.

4. O domínio é associado ao endereço IP correspondente.

5. Sua solicitação percorre redes e roteadores.

6. Um servidor recebe o pedido.

7. O servidor envia os dados necessários.

8. O navegador interpreta esses dados.

9. A página aparece na tela.

Para quem está utilizando a Web, tudo isso parece quase instantâneo.

O que é endereço IP?

Computadores e dispositivos conectados a redes utilizam endereços para permitir o encaminhamento das informações.

Um desses identificadores é o endereço IP — Internet Protocol.

Ele funciona de maneira semelhante a um endereço utilizado para localizar determinado destino na rede.

Existem atualmente duas versões muito conhecidas:

IPv4

e

IPv6

Os endereços IP são adequados para máquinas, mas nem sempre são fáceis de memorizar pelas pessoas.

É aí que entra outro recurso muito importante.

O que é DNS?

O DNS — Domain Name System ajuda a transformar nomes de domínio compreensíveis pelas pessoas em endereços utilizados pela infraestrutura da Internet.

Imagine ter que decorar uma sequência numérica sempre que desejasse acessar determinado site.

Em vez disso, utilizamos:

admguia.com

gov.br

cnpq.br

O DNS ajuda a localizar os endereços relacionados a esses nomes.

A ICANN utiliza uma comparação bastante simples: o DNS funciona como uma espécie de lista de endereços da Internet, conectando os nomes utilizados pelas pessoas aos endereços IP utilizados pelos dispositivos. (icann.org)

O que é domínio?

Um nome de domínio é uma identificação textual utilizada para localizar recursos na Internet.

No endereço:

admguia.com

temos:

admguia → nome registrado;

.com → domínio de primeiro nível, chamado de TLD (Top-Level Domain).

No endereço:

gov.br

o .br está associado ao código de país do Brasil.

Existem muitos tipos de TLDs atualmente.

Entre os conhecidos estão:

  • .com;

  • .org;

  • .net;

  • .edu;

  • .gov;

  • .br.

Mas é importante não interpretar essas terminações de maneira excessivamente rígida.

A estrutura mundial de domínios se expandiu bastante e atualmente existem muitos outros domínios de primeiro nível. O DNS possui uma estrutura hierárquica e é coordenado por diferentes organizações e registros. (icann.org)

O que é uma URL?

URL significa:

Uniform Resource Locator

Uma URL é o endereço utilizado para localizar determinado recurso na Web. (developer.mozilla.org)

Veja este exemplo:

https://www.exemplo.com/artigos/administracao?ano=2026#introducao

Podemos identificar diferentes partes.

https

É o esquema utilizado para indicar como aquele recurso será acessado.

www.exemplo.com

É o endereço do host, associado ao domínio.

/artigos/administracao

É o caminho para determinado recurso.

?ano=2026

É uma consulta ou conjunto de parâmetros que pode ser enviado ao servidor.

#introducao

É um fragmento que pode indicar uma seção específica dentro do recurso.

Nem toda URL precisa possuir todas essas partes. (developer.mozilla.org)

HTTP e HTTPS

Você provavelmente observa endereços começando por:

http://

ou

https://

HTTP significa:

Hypertext Transfer Protocol

É um protocolo utilizado na comunicação entre navegadores e servidores Web.

HTTPS utiliza uma camada de proteção criptográfica para ajudar a proteger a comunicação.

Atualmente, ao acessar serviços que envolvem login, pagamentos ou informações pessoais, espere encontrar conexões protegidas por HTTPS.

Mas atenção:

o cadeado ou o HTTPS não significa que determinado site seja necessariamente confiável.

Um site utilizado para golpe também pode possuir HTTPS.

Ele indica principalmente que a comunicação entre seu dispositivo e aquele servidor está protegida.

O que é um servidor?

Um erro comum é imaginar que servidor seja simplesmente “o computador que controla o acesso da rede à Internet”.

O conceito é diferente.

Um servidor é um sistema que fornece determinado serviço ou recurso para outros sistemas, chamados clientes.

Um servidor pode, por exemplo:

  • hospedar páginas Web;

  • armazenar arquivos;

  • administrar bancos de dados;

  • fornecer e-mails;

  • executar sistemas corporativos;

  • autenticar pessoas usuárias.

Ele pode ser uma máquina física, uma máquina virtual ou parte de uma infraestrutura em nuvem.

Quando seu navegador solicita uma página, ele atua como cliente e solicita recursos a um servidor Web.

E o roteador?

O roteador possui outra função.

Ele ajuda a encaminhar pacotes entre diferentes redes.

Em uma residência, o aparelho fornecido pela operadora pode reunir várias funções em um único equipamento:

  • modem ou terminal de conexão;

  • roteador;

  • ponto de acesso Wi-Fi;

  • firewall básico.

Por isso, às vezes parece que um único aparelho “faz tudo”.

Mas são funções diferentes.

O que é um navegador?

O navegador Web — browser — é o programa utilizado para acessar e interagir com conteúdos da Web.

Entre os navegadores conhecidos estão:

  • Google Chrome;

  • Microsoft Edge;

  • Mozilla Firefox;

  • Safari;

  • Opera;

  • Brave.

O navegador recebe os recursos enviados pelos servidores e os apresenta de maneira compreensível para quem está utilizando o dispositivo.

Ele também permite:

  • abrir várias abas;

  • salvar favoritos;

  • realizar downloads;

  • gerenciar senhas;

  • visualizar histórico;

  • utilizar extensões;

  • controlar permissões de sites;

  • navegar em diferentes páginas.

Site e página Web

Também existe diferença entre site e página Web.

Uma página Web é um documento ou recurso individual disponível na Web.

Um site é um conjunto organizado de páginas e outros recursos relacionados.

Imagine um livro.

A página Web seria semelhante a uma página ou capítulo.

O site seria semelhante ao conjunto da publicação.

Navegar não é o mesmo que pesquisar

Saber acessar a Internet não significa automaticamente saber encontrar boas informações.

Uma das competências digitais mais importantes atualmente é a pesquisa.

Mecanismos de busca ajudam a localizar conteúdos espalhados pela Web.

Entre eles estão Google, Bing e outros serviços.

Muitos mecanismos que apareciam em listas antigas, como AltaVista e Cadê, desapareceram ou foram incorporados a outras empresas.

Mais importante do que decorar uma lista de buscadores é aprender a pesquisar melhor.

Como fazer pesquisas melhores?

Em vez de pesquisar:

administração

tente especificar:

planejamento estratégico administração pública

Quanto mais clara for a intenção, melhores tendem a ser os resultados.

Existem também operadores úteis.

Pesquisar uma expressão exata

Utilize aspas:

"planejamento estratégico"

Pesquisar dentro de determinado site

Utilize:

site:gov.br administração pública

Excluir determinado termo

Utilize:

administração -futebol

O Google mantém oficialmente operadores como aspas, site: e o sinal de menos para refinar pesquisas. (support.google.com)

Mas pesquisar bem não termina quando o resultado aparece.

Avalie a fonte

Antes de utilizar uma informação em um trabalho acadêmico ou decisão profissional, pergunte:

Quem publicou?

Quando foi publicado?

Existe autoria identificada?

Quais fontes sustentam a informação?

É um órgão oficial?

É uma instituição acadêmica?

A informação continua atual?

Outras fontes confiáveis confirmam o dado?

Um resultado aparecer no topo de um mecanismo de busca não significa automaticamente que seja a melhor fonte.

Download e upload

Esses dois termos aparecem o tempo todo.

Download

Significa receber ou transferir um arquivo de um sistema remoto para seu dispositivo.

Exemplos:

  • baixar um PDF;

  • salvar uma imagem;

  • baixar uma planilha;

  • receber um arquivo de um serviço online.

Upload

É o movimento contrário.

Significa enviar dados do seu dispositivo para determinado serviço.

Exemplos:

  • anexar um trabalho no ambiente virtual de aprendizagem;

  • enviar uma fotografia;

  • colocar um documento em armazenamento na nuvem;

  • enviar um vídeo para uma plataforma.

Uma maneira simples de lembrar:

download → recebe

upload → envia

A nuvem mudou a maneira de utilizar a Internet

Muitos serviços que antes dependiam de programas instalados e arquivos guardados apenas no computador passaram a funcionar por meio da chamada computação em nuvem.

Hoje podemos:

  • editar documentos online;

  • guardar arquivos;

  • compartilhar pastas;

  • trabalhar simultaneamente em uma planilha;

  • utilizar sistemas empresariais;

  • realizar reuniões;

  • acessar ferramentas de inteligência artificial;

  • administrar projetos.

Tudo isso pode envolver servidores e centros de dados localizados longe do dispositivo utilizado.

Para quem estuda Administração, essa transformação é particularmente importante porque grande parte dos sistemas organizacionais atuais pode ser disponibilizada dessa maneira.

E-mail continua importante

Apesar do crescimento das plataformas de mensagens instantâneas, o e-mail continua sendo muito utilizado na comunicação acadêmica e profissional.

Um endereço pode seguir esta estrutura:

nome@dominio.com

O símbolo @ separa a identificação da conta do domínio responsável pelo serviço.

O e-mail pode ser utilizado para:

  • mensagens institucionais;

  • envio de documentos;

  • notificações;

  • confirmações;

  • processos seletivos;

  • comunicação acadêmica;

  • registros profissionais.

No ambiente profissional, é importante observar assunto, clareza, anexos, destinatárias(os) e linguagem adequada.

A Internet hoje vai muito além de sites e e-mails

Listas de discussão, fóruns e blogs continuam existindo, mas a variedade de serviços cresceu enormemente.

Atualmente utilizamos a Internet para:

  • redes sociais;

  • streaming;

  • videoconferências;

  • comércio eletrônico;

  • serviços bancários;

  • serviços públicos digitais;

  • educação a distância;

  • armazenamento em nuvem;

  • plataformas colaborativas;

  • gestão de projetos;

  • sistemas empresariais;

  • mapas e localização;

  • inteligência artificial;

  • publicação de conteúdo;

  • jogos online;

  • atendimento ao cliente.

Para organizações, a Internet deixou de ser apenas um meio de comunicação.

Ela integra parte da infraestrutura de muitas atividades.

Segurança deve fazer parte da navegação

A Internet oferece muitas possibilidades, mas também exige cuidados.

Algumas práticas importantes são:

  • utilizar senhas fortes e diferentes;

  • ativar autenticação em dois fatores;

  • manter sistemas atualizados;

  • evitar links suspeitos;

  • verificar remetentes;

  • desconfiar de mensagens que criam urgência;

  • fazer backups;

  • controlar permissões de aplicativos;

  • evitar compartilhar informações desnecessariamente;

  • verificar o endereço do site antes de informar dados;

  • manter atenção a golpes e fraudes.

O CERT.br mantém uma Cartilha de Segurança para Internet atualizada, com orientações sobre proteção de dispositivos, contas, dados, golpes, fraudes e outros riscos. (cartilha.cert.br)

Wi-Fi público merece atenção

Redes de hotéis, aeroportos, restaurantes, universidades e outros espaços podem ser úteis, mas exigem cuidados.

Evite presumir que uma rede é confiável apenas porque possui o nome do estabelecimento.

Golpistas podem criar redes com nomes semelhantes.

Também evite compartilhar arquivos ou deixar recursos desnecessários de descoberta de dispositivos ativados.

Para atividades sensíveis, prefira conexões e serviços protegidos e confirme sempre se está utilizando o endereço correto.

Cuidado com os links

Antes de clicar, observe o endereço.

Compare:

banco.com.br

com

banco-seguranca-premio.exemplo.net

A presença da palavra “banco” não significa que aquele domínio pertença ao banco.

Observe principalmente o domínio real.

Golpes frequentemente utilizam nomes semelhantes, erros ortográficos ou subdomínios para tentar confundir as pessoas.

A Internet também exige responsabilidade sobre a informação

Outro desafio contemporâneo é a enorme quantidade de conteúdos disponíveis.

Informação falsa também circula rapidamente.

Antes de compartilhar uma notícia:

  • procure a fonte original;

  • confira a data;

  • leia além do título;

  • compare com outras fontes;

  • verifique se imagens estão fora de contexto;

  • tenha cuidado com capturas de tela sem origem identificada.

Essa competência é importante para qualquer pessoa e também para futuras(os) profissionais de Administração, que precisarão tomar decisões apoiadas em informações confiáveis.

Para quem estuda Administração

Você não precisa compreender todos os detalhes técnicos da infraestrutura da Internet.

Mas deveria conhecer os principais conceitos e conseguir utilizar a rede com autonomia.

Procure desenvolver capacidade para:

  • navegar;

  • pesquisar;

  • avaliar fontes;

  • fazer downloads e uploads;

  • utilizar serviços em nuvem;

  • compartilhar arquivos;

  • trabalhar colaborativamente;

  • participar de reuniões online;

  • utilizar sistemas institucionais;

  • proteger contas;

  • reconhecer golpes;

  • administrar informações digitais.

Essas competências acompanharão você durante a graduação e provavelmente durante toda a vida profissional.

Os programas mudam; os conceitos permanecem

Antigamente, aprender Internet frequentemente significava decorar botões do navegador:

Voltar

Avançar

Atualizar

Página inicial

Esses recursos continuam existindo, mas o aprendizado necessário hoje é muito mais amplo.

É preciso compreender como encontrar, avaliar, utilizar, produzir, compartilhar e proteger informações em ambientes digitais.

Navegadores vão mudar.

Serviços vão desaparecer.

Novas plataformas vão surgir.

A Internet continuará evoluindo.

Por isso, mais importante do que decorar o funcionamento de determinado programa é desenvolver autonomia para compreender novas ferramentas.

Utilizar bem a Internet não significa apenas estar conectado. Significa saber encontrar informações, avaliar fontes, comunicar-se, trabalhar, aprender e proteger seus dados de maneira consciente.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Bancos de dados na Administração: conceitos básicos e LibreOffice Base


Bancos de dados na Administração: conceitos básicos e LibreOffice Base



As organizações produzem e armazenam informações o tempo todo.

Clientes, trabalhadoras(es), fornecedores, produtos, vendas, compras, estoques, contratos, pagamentos, projetos e atendimentos geram dados que precisam ser organizados para que possam ser posteriormente consultados e analisados.

Quando a quantidade de informações aumenta e as relações entre elas se tornam mais complexas, uma simples planilha pode deixar de ser a ferramenta mais adequada.

É nesse contexto que entram os bancos de dados.

Para quem estuda Administração, não é necessário tornar-se especialista em desenvolvimento de bancos de dados. Entretanto, compreender como eles funcionam ajuda bastante a entender os sistemas utilizados pelas organizações e a conversar com profissionais de Tecnologia da Informação.

O que é um banco de dados?

Um banco de dados é uma coleção organizada de informações estruturadas de maneira que possam ser armazenadas, consultadas, relacionadas e atualizadas.

Imagine o cadastro de uma empresa.

Ela pode possuir informações sobre:

  • clientes;

  • produtos;

  • vendas;

  • fornecedoras(es);

  • trabalhadoras(es);

  • departamentos;

  • pagamentos;

  • estoques.

Essas informações não precisam ficar isoladas.

Uma venda, por exemplo, pode estar relacionada a determinado cliente, a um ou mais produtos, a uma forma de pagamento e à pessoa responsável pelo atendimento.

É justamente a possibilidade de organizar e relacionar essas informações que torna os bancos de dados tão úteis.

Banco de dados e SGBD não são exatamente a mesma coisa

Outro conceito importante é o Sistema Gerenciador de Banco de Dados, normalmente identificado pela sigla SGBD.

O banco de dados contém as informações.

O SGBD é o software utilizado para administrar essas informações.

Ele oferece recursos para atividades como:

consultar dados;

inserir registros;

alterar informações;

excluir registros;

controlar acessos;

definir estruturas;

estabelecer relacionamentos;

executar consultas;

proteger informações.

Entre os sistemas de bancos de dados conhecidos estão PostgreSQL, MySQL, MariaDB, Microsoft SQL Server, Oracle Database, SQLite e Firebird.

O LibreOffice Base possui uma característica um pouco diferente: funciona como uma interface para criação e utilização de bancos de dados e também pode se conectar a bancos relacionais externos. A documentação atual do LibreOffice cita, por exemplo, conexões com sistemas como MySQL e Oracle. (help.libreoffice.org)

Planilha ou banco de dados?

Depois de conhecer planilhas eletrônicas, é natural surgir uma dúvida:

Se consigo guardar informações em uma planilha, por que preciso de um banco de dados?

Os dois podem trabalhar com dados, mas foram desenvolvidos com objetivos diferentes.

PlanilhaBanco de dados
Muito adequada para cálculos e análisesMuito adequado para organizar conjuntos estruturados de dados
Fácil para pequenas basesPode lidar melhor com estruturas de informações relacionadas
Excelente para simulaçõesPermite estabelecer relacionamentos entre diferentes tabelas
Ótima para gráficosFavorece consultas estruturadas
Fácil de começarExige planejamento da estrutura
Pode possuir fórmulas diretamente nas célulasTrabalha principalmente com registros, campos, relações e consultas
Boa para análises individuais e pequenos gruposPode atender sistemas utilizados simultaneamente por muitas pessoas, dependendo da tecnologia

Uma pequena lista de despesas pessoais provavelmente não precisa de um banco de dados.

Já um sistema contendo milhares de clientes, pedidos, produtos, pagamentos e estoques provavelmente se beneficia de uma estrutura própria de banco de dados.

A ferramenta deve acompanhar a necessidade.

Pense primeiro nos dados

Antes de criar qualquer banco, é preciso compreender quais informações precisam ser armazenadas e como elas se relacionam.

Esse planejamento costuma passar por diferentes níveis de modelagem.

No início, podemos pensar conceitualmente:

Quais são as principais entidades do nosso problema?

Imagine o desenvolvimento de um pequeno sistema acadêmico.

Podemos identificar inicialmente:

Aluno

Professor

Disciplina

Turma

Matrícula

Cada uma dessas entidades representa alguma coisa sobre a qual desejamos guardar informações.

Do modelo conceitual para o modelo lógico

Depois de identificar as entidades, podemos definir os dados necessários para representá-las.

Um modelo simplificado poderia ficar assim:

TabelaAlguns campos
ALUNOid_aluno, nome, data_nascimento
PROFESSORid_professor, nome, matrícula_funcional
DISCIPLINAid_disciplina, nome, carga_horaria
TURMAid_turma, id_disciplina, id_professor, ano, semestre, turno, sala
MATRICULAid_matricula, id_aluno, id_turma, situação, nota

Essa estrutura já mostra algo importante:

os dados podem estar distribuídos em várias tabelas relacionadas.

Não precisamos repetir todas as informações sobre um aluno em cada matrícula.

Registramos o aluno uma vez e utilizamos sua identificação para relacioná-lo às demais informações.

Tabelas, campos e registros

Esses três conceitos aparecem constantemente em bancos de dados.

Uma tabela reúne informações sobre determinado tipo de entidade.

A tabela ALUNO, por exemplo, reúne estudantes.

Um campo representa uma característica.

Na tabela ALUNO poderíamos ter:

id_aluno

nome

data_nascimento

Cada estudante cadastrado corresponde a um registro.

Podemos imaginar:

id_alunonomedata_nascimento
1Ana Martins14/03/2003
2Bruno Silva28/09/2002
3Carla Souza11/01/2004

Temos uma tabela.

Ela possui três campos.

E aparecem nela três registros.

O que é uma chave primária?

Observe o campo:

id_aluno

Ele existe para identificar cada estudante de maneira única.

Essa função pode ser desempenhada pela chamada chave primária.

Uma chave primária identifica cada registro da tabela sem ambiguidade.

Mesmo que existam duas pessoas chamadas Ana Martins, seus identificadores poderão ser diferentes:

Ana Martins → id_aluno 15

Ana Martins → id_aluno 287

O LibreOffice Base permite definir chaves primárias nas tabelas, e elas são especialmente importantes quando começamos a estabelecer relações entre diferentes conjuntos de informações. (help.libreoffice.org)

E o que é uma chave estrangeira?

Agora observe nossa tabela MATRÍCULA.

Ela possui:

id_aluno

Esse campo pode apontar para a chave primária existente na tabela ALUNO.

Nesse contexto, ele funciona como uma chave estrangeira.

A documentação do LibreOffice explica justamente essa relação: campos de uma tabela podem fazer referência à chave primária existente em outra tabela e, dessa maneira, atuar como chaves estrangeiras. (help.libreoffice.org)

É assim que começamos a relacionar informações.

Entendendo os relacionamentos

Os bancos relacionais recebem esse nome justamente porque trabalham com relações entre tabelas.

Os relacionamentos mais conhecidos são:

TipoExemplo
Um para umUma pessoa ↔ determinado registro individual exclusivo
Um para muitosUm departamento → várias(os) trabalhadoras(es)
Muitos para muitosVárias(os) estudantes ↔ várias turmas

O último caso merece atenção.

Uma(um) estudante pode participar de várias turmas.

Uma turma pode possuir várias(os) estudantes.

Por isso criamos uma tabela intermediária, como:

MATRÍCULA

Ela estabelece a relação entre:

ALUNO ← MATRÍCULA → TURMA

Esse princípio aparece em inúmeros sistemas administrativos.

Por que não colocar tudo em uma única tabela?

Imagine uma gigantesca tabela contendo:

aluno;

data de nascimento;

disciplina;

professor;

sala;

semestre;

nota.

Sempre que a estudante estivesse matriculada em outra disciplina, seus dados pessoais apareceriam novamente.

Se ela cursasse 40 disciplinas, seu nome poderia aparecer 40 vezes.

Isso gera repetição desnecessária e aumenta a possibilidade de inconsistências.

Imagine que, em algumas linhas, esteja:

Mariana Gonçalves

e em outras:

Mariana Goncalves

Seriam a mesma pessoa?

Uma boa estrutura procura reduzir duplicações desnecessárias e manter cada informação no local apropriado.

Esse processo se relaciona a conceitos de normalização de bancos de dados, que podem ser estudados posteriormente.

Tipos de dados

Quando criamos um campo, também precisamos determinar que tipo de informação será armazenado.

Alguns tipos comuns são:

TipoExemplo de utilização
TextoNome, endereço, descrição
Número inteiroQuantidade, código numérico
DecimalValores com casas decimais
MoedaValores financeiros, dependendo do SGBD
DataData de nascimento, vencimento
HoraHorário de atendimento
Data e horaMomento de realização de uma operação
BooleanoSim/Não, verdadeiro/falso
Texto longoObservações e descrições extensas
BinárioArquivos ou outros dados binários, dependendo do sistema

O tipo escolhido ajuda o sistema a entender o que pode ser armazenado naquele campo.

Não faz sentido, por exemplo, permitir uma data de nascimento no formato de imagem ou realizar uma soma matemática diretamente sobre um nome.

Conhecendo o LibreOffice Base

O LibreOffice Base é o componente do LibreOffice destinado ao trabalho com bancos de dados.

Atualmente, o Base pode criar arquivos próprios de banco de dados e também funcionar como interface para diferentes fontes de dados e bancos relacionais externos. (help.libreoffice.org)

Um arquivo do Base pode armazenar elementos como consultas, formulários e relatórios, além das informações necessárias para ligação com a fonte em que os registros estão armazenados. (help.libreoffice.org)

Ao trabalhar com o Base, você encontrará quatro componentes especialmente importantes:

Tabelas → Consultas → Formulários → Relatórios

Entender a função de cada um é muito mais útil do que decorar a posição dos botões.

Tabelas: onde estruturamos os dados

As tabelas definem os campos e armazenam os registros.

Ao criar uma tabela no Base, você precisa pensar em aspectos como:

nome dos campos;

tipos de dados;

tamanho dos campos;

chave primária;

valores obrigatórios;

relacionamentos.

É justamente por isso que o planejamento deve acontecer antes de começarmos a cadastrar informações.

Uma tabela mal planejada pode gerar problemas depois que milhares de registros já estiverem armazenados.

Consultas: fazendo perguntas aos dados

Imagine que nosso banco possua dez mil estudantes.

Queremos saber:

Quais estudantes estão matriculadas(os) na turma de Administração Financeira em 2026?

Ou:

Quais estudantes obtiveram nota superior a 8?

Não precisamos procurar linha por linha.

Criamos uma consulta.

Segundo a documentação do LibreOffice, uma consulta pode apresentar apenas determinados campos ou registros, aplicar critérios, ordenar resultados e reunir informações provenientes de várias tabelas relacionadas. (help.libreoffice.org)

É como formular uma pergunta ao banco.

Por isso o termo em inglês é:

query.

SQL: a linguagem dos bancos relacionais

Ao avançar nos estudos, você provavelmente encontrará a sigla SQL — Structured Query Language.

Ela é utilizada para interagir com muitos bancos de dados relacionais.

Uma consulta conceitualmente simples poderia solicitar algo como:

mostrar nome e nota das(os) estudantes cuja nota seja maior que 8.

O Base possui um editor visual de consultas, o que permite aprender vários conceitos inicialmente sem precisar escrever todos os comandos SQL manualmente. Também oferece a possibilidade de trabalhar diretamente com consultas SQL. (help.libreoffice.org)

Para estudantes de Administração, aprender pelo menos a lógica básica das consultas pode ser bastante útil, especialmente para quem pretende atuar com análise de dados, sistemas de informação ou Business Intelligence.

Formulários: uma interface para utilizar o banco

Nem toda pessoa que utiliza um sistema deveria trabalhar diretamente nas tabelas.

Imagine uma pessoa responsável pelo cadastro de clientes.

Em vez de abrir uma tabela enorme, ela pode utilizar uma tela contendo:

Nome

CPF

Telefone

E-mail

Data de nascimento

Botão Salvar

Essa tela é um formulário.

No LibreOffice Base, formulários podem ser utilizados para inserir ou editar informações de maneira mais amigável, incluindo campos de texto, listas, caixas de seleção e outros controles. (help.libreoffice.org)

Isso também reduz o risco de uma pessoa alterar acidentalmente a estrutura da tabela.

Relatórios: transformando dados em informação apresentada

Depois de registrar e consultar as informações, podemos precisar apresentá-las.

Imagine:

relatório de estudantes matriculadas(os);

relação de clientes por estado;

lista de produtos com estoque baixo;

relatório mensal de vendas;

relação de trabalhadoras(es) por departamento.

Os relatórios permitem organizar os resultados para leitura, apresentação ou impressão.

A documentação atual do Base mantém justamente essa estrutura de trabalho envolvendo tabelas, consultas, formulários e relatórios. (help.libreoffice.org)

Bancos de dados na Administração

Talvez você nunca precise desenvolver um banco de dados profissionalmente.

Mesmo assim, provavelmente utilizará sistemas baseados em bancos de dados durante toda a carreira.

Um ERP consulta bancos de dados.

Um CRM consulta bancos de dados.

Um sistema de recursos humanos consulta bancos de dados.

Um sistema acadêmico consulta bancos de dados.

Um sistema financeiro consulta bancos de dados.

Um comércio eletrônico consulta bancos de dados.

Quando você registra uma informação em determinado sistema e depois gera um relatório, existe uma grande possibilidade de haver algum tipo de banco de dados trabalhando por trás daquela interface.

Compreender os princípios ajuda a entender melhor os sistemas de informação das organizações.

Banco de dados também exige qualidade da informação

Imagine um cadastro de clientes no qual a mesma pessoa apareça três vezes:

Maria da Silva

Maria Silva

M. da Silva

Se forem a mesma pessoa, temos um problema de qualidade dos dados.

Um banco de dados bem estruturado não resolve sozinho erros de cadastro.

É preciso estabelecer regras.

Por exemplo:

campos obrigatórios;

formatos padronizados;

identificadores únicos;

validações;

permissões;

procedimentos de atualização.

Isso é especialmente importante para administradoras(es), porque relatórios e decisões podem depender dessas informações.

Segurança e controle de acesso

Nem toda pessoa precisa enxergar todos os dados de uma organização.

Uma pessoa do setor de vendas pode precisar consultar nome e contato de clientes.

Isso não significa que ela deva necessariamente acessar informações financeiras, senhas ou outros dados restritos.

Sistemas de bancos de dados podem trabalhar com diferentes mecanismos de controle de acesso.

A organização deve pensar em questões como:

quem pode consultar?

quem pode alterar?

quem pode excluir?

quem pode criar novos registros?

quem pode administrar a estrutura?

Esse princípio reduz riscos e ajuda a proteger informações organizacionais.

Dados pessoais e LGPD

Bancos de dados administrativos frequentemente armazenam informações sobre pessoas.

Nome, CPF, endereço, telefone, e-mail, dados funcionais e diferentes registros podem constituir dados pessoais.

No Brasil, o tratamento de dados pessoais é disciplinado pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — LGPD, Lei nº 13.709/2018, aplicável ao tratamento realizado por pessoas naturais e por organizações públicas e privadas nas situações abrangidas pela legislação. (planalto.gov.br)

Isso significa que criar um cadastro não é apenas uma questão técnica.

Também é preciso pensar em:

finalidade;

necessidade;

acesso;

proteção;

armazenamento;

compartilhamento;

eliminação adequada.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) mantém materiais orientativos específicos sobre proteção de dados e segurança da informação. (gov.br)

Faça backup

Imagine uma organização com anos de cadastros, contratos ou registros armazenados em um banco.

Agora imagine perder essas informações.

Bancos de dados precisam fazer parte das políticas de backup e recuperação da organização.

A estratégia depende do tipo de banco, do volume de informações, da frequência de atualização e da importância dos dados.

Em um ambiente profissional, não é adequado depender exclusivamente de uma única cópia de um arquivo armazenado no computador de uma pessoa.

Não comece pelo programa

Essa talvez seja a principal mudança em relação à maneira antiga de ensinar bancos de dados.

Em vez de começar pensando:

“Onde clico para criar uma tabela no Base?”

comece perguntando:

“Quais informações preciso organizar?”

Depois:

“Quais são as entidades?”

“Quais dados pertencem a cada entidade?”

“Como essas informações se relacionam?”

“Qual registro identifica cada item?”

“Que consultas precisarei realizar?”

“Quem poderá acessar esses dados?”

Somente depois escolha a ferramenta.

Pode ser LibreOffice Base.

Pode ser PostgreSQL.

Pode ser MySQL.

Pode ser outro banco utilizado pela organização.

Os programas mudam.

Os princípios de organização dos dados permanecem muito mais tempo.

Um exercício para começar

Se quiser praticar, tente projetar um pequeno banco de dados sem abrir nenhum programa.

Imagine uma livraria.

Ela precisa registrar:

clientes;

livros;

autoras(es);

pedidos;

itens vendidos;

pagamentos.

Desenhe as entidades.

Defina os campos.

Escolha uma chave primária para cada tabela.

Depois pense:

Um cliente pode ter quantos pedidos?

Um pedido pode possuir quantos livros?

Um livro pode aparecer em quantos pedidos?

Você já estará começando a pensar como alguém que modela um banco de dados.

Só depois tente transformar esse modelo em tabelas no LibreOffice Base.

O que uma(um) estudante de Administração precisa guardar deste conteúdo?

Você não precisa sair daqui sabendo administrar servidores de banco de dados.

Mas vale compreender bem estas relações:

Tabela → organiza registros

Campo → representa uma característica

Registro → representa uma ocorrência

Chave primária → identifica um registro

Chave estrangeira → ajuda a relacionar tabelas

Consulta → recupera e analisa informações

Formulário → facilita a entrada e edição de dados

Relatório → apresenta informações

SGBD → gerencia o banco de dados

Quando esses conceitos estiverem claros, aprender uma ferramenta específica será muito mais simples.

Para quem estuda Administração, esse conhecimento ajuda a compreender aquilo que existe por trás de grande parte dos sistemas utilizados pelas organizações.

Administrar também envolve saber transformar dados organizados em informações que possam apoiar o trabalho, a análise e a tomada de decisão.

Gestão financeira para administradores: conceitos, ferramentas e decisões na prática

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