quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


 

Serviço contínuo terceirizado (ex.: limpeza, vigilância, apoio administrativo, recepção, copeiragem, manutenção) tem bem mais “camadas” do que compra de material, porque envolve mão de obra, fiscalização mensal, gestão de riscos trabalhistas e (muitas vezes) repactuação.

Abaixo vai o mesmo formato do anterior: etapas + termos + quem faz + documento no SEI + onde trava.

 

1) Termos e etapas do serviço contínuo terceirizado

A) Planejar e pedir (unidade solicitante)

Demanda / solicitação

  • Pedido formal do serviço (por que precisa, onde, horários, quantidade de postos, nível de atendimento, etc.).

DOD (Documento de Formalização da Demanda)

  • Abre o processo e justifica:
    • necessidade contínua,
    • impacto da descontinuidade,
    • local(is) de execução,
    • responsáveis (gestora(or) e fiscais),
    • prazo desejado (data de início).

ETP (Estudo Técnico Preliminar)

  • Mostra a solução escolhida e por quê:
    • terceirizar x executar internamente x readequar força de trabalho,
    • dimensionamento (quantos postos, quais perfis),
    • turnos/escala, cobertura, substituições,
    • requisitos (uniforme, EPI, supervisão, treinamento),
    • riscos (principalmente trabalhistas e de continuidade).

TR (Termo de Referência) / Projeto Básico
É o “contrato em forma técnica”. Para terceirização contínua, precisa detalhar:

  • Descrição do serviço (escopo e limites: o que faz e o que não faz)
  • Unidade de medição (posto/mês, homem-hora, equipe/mês)
  • Dimensionamento (quantidade de postos, carga horária, escala, locais)
  • Níveis de serviço / indicadores (qualidade, prazo, frequência, cobertura)
  • Materiais/EPI (quem fornece o quê)
  • Supervisão (responsável da empresa, rotinas)
  • Substituição e cobertura (faltas, férias, afastamentos)
  • Rotina de fiscalização e medição mensal (como comprova execução)
  • Sanções e glosas (o que acontece se faltar posto, atrasar, não cumprir)
  • Forma de pagamento (normalmente mensal, após medição e atesto)
  • Regras trabalhistas/documentais (o que a empresa tem que apresentar mensalmente)

Planilha de custos e formação de preços

  • Para serviços com dedicação de mão de obra, a planilha é fundamental:
    • salários, benefícios, encargos, insumos, administração, lucro, tributos.
  • É a base para análise de exequibilidade e para futuras repactuações.

Pesquisa de preços / estimativa

  • Contratações similares (outros órgãos/unidades), painéis, cotações, memória de cálculo (com o dimensionamento).

Mapa de riscos

  • Aqui é “pesado”:
    • inadimplência trabalhista,
    • atraso de salários,
    • alta rotatividade,
    • falta de cobertura de postos,
    • acidente de trabalho / EPI,
    • passivo trabalhista e responsabilidade subsidiária,
    • greve/paralisação,
    • falhas de supervisão.

Saída dessa fase: kit técnico (TR + planilha + indicadores + rotina de fiscalização).

 

B) Licitar e contratar (área de licitações/DAF)

Edital

  • Regras do certame + anexos (TR, planilhas, modelos de proposta, declarações).

Propostas e lances

  • Empresas disputam. Em terceirização, olhar exequibilidade é vital.

Exequibilidade (proposta inexequível)

  • Avaliação se o preço “fecha a conta” com salários/encargos/benefícios obrigatórios.
  • Preço muito baixo costuma ser sinal de risco de atraso salarial.

Habilitação

  • Além de certidões, pode exigir atestados de capacidade técnica e comprovações.

Adjudicação e homologação

  • Define e confirma vencedora.

Assinatura do contrato

  • Em terceirização contínua quase sempre há contrato formal, com:
    • vigência (geralmente 12 meses),
    • possibilidade de prorrogações,
    • regras de reajuste/repactuação,
    • obrigações mensais de comprovação.

Saída desta fase: contrato assinado e pronto para iniciar.

 

C) Iniciar, fiscalizar mensalmente, pagar

Ordem de serviço / ordem de início

  • Autoriza começar e define a data de início.

Empenho (normalmente global ou estimativo)

  • Reserva orçamento para cobrir parcelas mensais do contrato.

Gestão do contrato

  • Controle de vigência, prazos, aditivos, repactuações, notificações formais.

Fiscalização do contrato

  • Acompanha execução no dia a dia e registra:
    • presença de postos,
    • qualidade do serviço,
    • ocorrências,
    • substituições e coberturas,
    • relatórios periódicos.

Medição mensal

  • “Quanto foi executado” no mês:
    • postos cumpridos x faltas,
    • indicadores atingidos,
    • serviços realizados conforme periodicidade.

Glosa

  • Desconto no pagamento se faltar posto, se não cumprir indicador, se houver irregularidade comprovada.

Atesto (ateste)

  • Confirma que a execução do mês está ok (ou parcialmente ok, com glosa).

Faturamento / Nota fiscal

  • Empresa emite NF do mês após a medição (conforme contrato).

Liquidação

  • Administração formaliza o pagamento devido com base em:
    • medição + atesto + NF + conferências.

Pagamento

  • Pago mensalmente após liquidação.

Saída final: serviço executado mês a mês, com registros e pagamentos controlados.

 

2) Quem faz o quê (bem direto)

  • Unidade solicitante: DOD, ETP, TR, dimensionamento; indica fiscais/gestora(or); fiscaliza; mede; atesta; registra ocorrências.
  • Licitações/DAF: conduz o certame; valida minutas; publica; julga; habilita; formaliza contrato.
  • Financeiro/contabilidade/orçamento: empenho, liquidação, pagamento.
  • Empresa contratada: executa; supervisiona; substitui; apresenta documentação mensal; fatura.

 

3) Termos “chave” que aparecem só (ou muito) em terceirização contínua

Posto de trabalho

  • Unidade típica do contrato: 1 pessoa alocada com jornada/escala definida.

Cobertura/Substituição

  • Regra para faltas, férias, licenças: se não cobrir, gera glosa/sanção.

Indicadores/Nível de serviço (SLA)

  • Metas de qualidade e frequência. Ex.: limpeza 3x/dia, recepção com tempo de espera máximo, etc.

Repactuação

  • Reajuste por variação efetiva de custos (principalmente por convenção coletiva) em contratos de dedicação exclusiva de mão de obra.

Reajuste

  • Correção por índice (geralmente anual), quando aplicável conforme contrato.

Reequilíbrio econômico-financeiro

  • Ajuste excepcional por fato imprevisível/extraordinário que desequilibra o contrato.

Responsabilidade subsidiária (risco)

  • Risco de o órgão ser responsabilizado em ações trabalhistas se falhar na fiscalização/documentação — por isso a rotina mensal é tão importante.

 

4) Onde mais trava (e o que evitar)

  1. TR sem dimensionamento claro (postos/escala/local/horários).
  2. Sem indicadores e sem rotina de medição (não dá para glosar nem provar execução).
  3. Planilha de custos mal feita (abre brecha para proposta inexequível e problema de salário).
  4. Falta de regras de substituição/cobertura (vira “posto vazio” e confusão).
  5. Fiscalização frágil (sem relatórios, sem checklists, sem comprovação mensal).
  6. Risco trabalhista ignorado (principalmente se a empresa atrasar salário).

 

5) Modelo mental rápido (para memorizar)

Pedir e dimensionar (DOD/ETP/TR + planilha) → licitar → contratar → iniciar → medir mensalmente → atestar → liquidar → pagar (com glosa se necessário).

 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Compra de materiais (material de consumo ou permanente)


 

Compra de materiais (material de consumo ou permanente) costuma ser o fluxo mais “reto”, então dá pra organizar bem por etapas + quem faz + documento no SEI + onde trava.

1) Termos e etapas da compra de materiais (do começo ao pagamento)

A) Planejar e pedir (unidade solicitante)

Demanda / solicitação

  • É o “pedido” formal: o que precisa, por que precisa, quanto, prazo e onde entregar.

DOD (Documento de Formalização da Demanda)

  • É o texto que “abre” a contratação no processo: descreve necessidade, contexto, responsáveis e prazo.
  • No SEI costuma ser a primeira peça “técnica” da unidade.

ETP (Estudo Técnico Preliminar)

  • Documento que mostra que você analisou alternativas e definiu requisitos mínimos.
  • Para material, normalmente aborda: padrão mínimo, compatibilidade (se for TI/peças), armazenamento, logística, risco de falta.

TR (Termo de Referência)

  • É o coração do processo. Para material, deve trazer:
    • especificação técnica objetiva (sem direcionar marca),
    • quantidade/unidade,
    • local/prazo de entrega,
    • critérios de aceite (o que reprova),
    • garantia (quando aplicável),
    • embalagem/validade/lote (se consumo),
    • forma de pagamento (normalmente após recebimento/ateste).

Pesquisa de preços / estimativa

  • Conjunto de evidências para chegar ao valor estimado: fontes, cotações, contratações semelhantes, memória de cálculo.

Mapa de riscos

  • Para material, costuma incluir: atraso na entrega, entrega fora da especificação, produto falsificado/sem certificação, variação de preço, falta de estoque.

Saída desta fase: “kit” pronto para enviar à área de licitações (processo bem montado).


B) Licitar e contratar (área de licitações/DAF)

Edital

  • Documento que abre a disputa e “amarra” TR + regras + prazos + sanções.

Propostas

  • O que as empresas enviam (preço e documentos).

Habilitação

  • Checagem de regularidade e capacidade: certidões, qualificação, etc.

Adjudicação

  • Resultado: “a vencedora é esta”.

Homologação

  • Autoridade confirma o resultado.

Assinatura de contrato (ou instrumento substitutivo)

  • Para compra de material, pode haver:
    • Contrato (mais comum quando há complexidade, entregas parceladas, garantia extraordinária etc.)
    • Instrumento substitutivo (muito comum): nota de empenho + ordem de fornecimento, dependendo do caso.

Saída desta fase: fornecedor definido e contratação formalizada.


C) Empenhar, entregar, receber e pagar (execução)

Empenho

  • A “reserva oficial” do orçamento para aquela compra. Sem empenho, o pagamento não anda (e muitas vezes nem liberam entrega formal).

Ordem de fornecimento

  • Documento que autoriza a empresa a entregar (ou confirma a solicitação).

Entrega

  • Chegada do material no local.

Recebimento provisório / definitivo

  • Provisório: conferiu por alto, mas ainda vai checar/testar/contar com calma (se fizer sentido).
  • Definitivo: conferência final concluída e aprovada.

Atesto (ateste)

  • Declaração formal: “recebi e está conforme”. Sem atesto, não liquida.

Nota fiscal (NF)

  • Documento que a empresa emite para cobrar.
  • Faturamento = ato de emitir a NF (ou “cobrar formalmente”).

Liquidação

  • Etapa interna em que a Administração registra: “objeto entregue + atestado + valor correto”.

Pagamento

  • Transferência para a empresa após liquidação.

Saída final: compra encerrada.


2) Quem faz o quê (na prática)

  • Unidade solicitante: DOD, ETP, TR, pesquisa de preços, mapa de riscos, justificativas; depois fiscaliza e atesta o recebimento.
  • Licitações/DAF: revisa o kit, publica edital, conduz sessão, habilitação, recursos, adjudica/homologa, formaliza contratação.
  • Financeiro/orçamento/contabilidade: empenho, liquidação e pagamento (com base no atesto e na NF).

3) Onde mais trava em compra de material (pra você já evitar)

  1. Especificação “cara de marca” (direcionamento) ou vaga demais (“boa qualidade”).
  2. Unidade de medida e quantidade confusas (caixa x unidade x resma x pacote).
  3. Critério de aceite ausente (o que reprova? prazo? validade mínima? lacre? certificação?).
  4. Pesquisa de preços fraca (sem memória de cálculo e fontes confiáveis).
  5. Entrega/recebimento mal definido (quem recebe? onde? em que horário? como registrar?).

4) Modelo mental rápido (para memorizar)

Pedir bem (DOD/ETP/TR) → licitar → empenhar → entregar → atestar → liquidar → pagar.

 


Glossário Prático da Licitação ao Pagamento

 



Abaixo vai um glossário prático dos termos mais usados no caminho “licitação → contrato → execução → pagamento”.

Dica de leitura: muitos termos parecem “financeiros”, mas na prática eles marcam etapas do processo: planejar → contratar → receber → pagar.

 

Termos de dinheiro e orçamento

Dotação orçamentária
É a “reserva” prevista no orçamento para uma despesa específica (programa/ação/elemento de despesa). Sem dotação, não deveria haver contratação.

Crédito orçamentário / saldo
É o “limite” disponível dentro da dotação. “Saldo” é o que ainda resta para usar.

Fonte de recursos
De onde vem o dinheiro (ex.: tesouro, convênio, projeto, arrecadação própria, etc.). Pode impor regras e prazos.

 

Termos de contratação (antes de pagar)

Edital
Documento público que “abre a disputa” e define regras: objeto, critérios, prazos, documentos, sanções, etc.

Proposta
O que a empresa apresenta: preço, prazos, condições, catálogo técnico, etc.

Habilitação
A fase em que se verifica se a empresa tem condições legais/técnicas/fiscais de contratar (certidões, qualificação técnica, etc.).

Adjudicação
Atribuição do objeto à vencedora (é como dizer: “a vencedora é esta empresa e ela levará o objeto”).

Homologação
Confirmação final da autoridade competente validando o resultado do certame.

Contrato
Instrumento que formaliza obrigações: o que será entregue/executado, prazos, preço, garantias, multas, como medir/atestar, como pagar.

Assinatura do contrato
Ato formal em que as partes (Administração e empresa) assinam — é o “nascimento” do contrato como documento válido.

Às vezes não há “contrato físico” e a contratação se formaliza por instrumento substitutivo (ex.: nota de empenho/ordem de fornecimento), dependendo do caso.

Vigência
Período em que o contrato “existe” juridicamente (ex.: 12 meses).

Prazo de execução
Tempo para executar o serviço/entregar o bem. Pode ser diferente da vigência (ex.: vigência 12 meses, execução 60 dias).

Ordem de fornecimento / Ordem de serviço
Documento que autoriza o início: “pode entregar / pode começar”.

  • Ordem de fornecimento: mais comum para compra/entrega.
  • Ordem de serviço: mais comum para serviços.

Ata de Registro de Preços (ARP)
Documento do Sistema de Registro de Preços: registra preços e condições, mas não obriga a compra imediata. A compra acontece quando você emite ordem/contrata.

 

Termos de execução e fiscalização (receber antes de pagar)

Fiscal do contrato
Pessoa designada para acompanhar a execução e registrar ocorrências (qualidade, prazo, conformidade).

Gestora(or) do contrato
Quem cuida do “administrativo” do contrato (prazos, pedidos de aditivo, comunicação formal, controles).

Medição
Forma de quantificar o que foi executado (muito comum em serviços contínuos: “medição mensal”).

Atesto (ou “ateste”)
Declaração formal de que o bem/serviço foi recebido e está conforme o contrato. É uma peça-chave para liberar pagamento.

Recebimento provisório
Primeira checagem: recebeu, mas ainda vai testar/avaliar (muito comum em bens/serviços com verificação técnica).

Recebimento definitivo
Confirmação final: está tudo ok após testes/prazo de verificação.

Glosa
Corte parcial do valor a pagar porque algo foi entregue/executado parcialmente, fora do padrão ou não comprovado.

 

Termos financeiros (o caminho do pagamento)

Empenho
É o ato que “reserva” oficialmente o orçamento para pagar aquela despesa.
Pense assim: sem empenho, não pode pagar (e normalmente nem contratar com segurança).

Tipos comuns:

  • Empenho ordinário: valor certo e único (compra simples).
  • Empenho estimativo: quando o valor final pode variar (ex.: consumo variável).
  • Empenho global: para despesas contratuais que serão pagas por parcelas ao longo do tempo.

Liquidação da despesa
Etapa em que a Administração verifica e formaliza:
“o objeto foi entregue/executado, foi atestado, e o valor devido é este”.
É o “ok técnico + documental” que antecede o pagamento.

Pagamento
Transferência do dinheiro para a empresa após empenho e liquidação (geralmente via ordem bancária).

Restos a pagar
Despesa empenhada mas não paga até o fim do exercício (ano). Pode ser paga depois, conforme regras.

 

Termos de “papel fiscal” (o que a empresa emite)

Nota fiscal (NF)
Documento fiscal da entrega/serviço. Sem NF válida (e sem atesto), normalmente não há liquidação/pagamento.

Faturamento / faturar
No dia a dia, significa “emitir nota fiscal” (ou o ato de cobrar formalmente).
Então: faturamento = empresa emite NF conforme o contrato, após entregar/prestar e conforme regras do TR/contrato.

Fatura
Documento de cobrança (às vezes usado como sinônimo de nota fiscal, mas pode ser um documento de cobrança acompanhado da NF).

 

Termos de mudanças no contrato

Aditivo (termo aditivo)
Documento que altera o contrato (prazo, valor, escopo, cláusulas), dentro do que a lei permite.

Apostilamento
Ajuste formal mais simples, geralmente para alterações “automáticas” previstas (ex.: atualização de dotação, reajuste previsto, mudança de endereço), sem “renegociar” o contrato.

Reajuste
Correção de preço por índice e periodicidade prevista (normalmente anual).

Repactuação
Revisão de preços em contratos de serviços continuados com dedicação de mão de obra, com base em variação efetiva de custos (ex.: convenção coletiva).

Reequilíbrio econômico-financeiro
Recomposição do equilíbrio do contrato quando ocorre um fato que desequilibra a relação (situações específicas e justificadas).

 

Termos de punição e problemas

Inexecução
Quando a empresa não cumpre o que foi contratado (prazo, qualidade, quantidade, etc.).

Multa
Penalidade financeira prevista no contrato/edital.

Sanção administrativa
Conjunto de penalidades possíveis (advertência, multa, impedimento de licitar/contratar, declaração de inidoneidade, conforme o caso).

 

Um “filme” rápido do fluxo para fixar

  1. Licitação (edital → disputa → habilitação)
  2. Adjudica + homologa
  3. Assina contrato (ou instrumento substitutivo)
  4. Emite empenho (reserva orçamento)
  5. Executa/entrega + fiscaliza
  6. Empresa fatura (emite NF)
  7. Unidade atesta
  8. Setor faz liquidação
  9. Sai o pagamento

 


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Como licitar na UERJ sem erro!


Passo a passo da licitação começando na RedeUerjPlan

1) Captação e registro da demanda (na unidade → ponto focal)
1. A unidade identifica a necessidade (compra/serviço/obra) e aciona o ponto focal da RedeUerjPlan do seu componente organizacional.
2. O ponto focal consolida e qualifica a demanda, garantindo:
o objeto claro (o que é),
o justificativa (por que é necessário),
o impacto se não contratar,
o prazo desejado,
o estimativa inicial de custo (mesmo preliminar),
o prioridade relativa frente às outras demandas da unidade.
(Essa lógica de “articulação institucional” e compartilhamento de responsabilidades é parte do desenho da rede.)
Saída dessa etapa (o que você precisa ter em mãos): um registro “redondo” da demanda para planejamento + orçamento.
________________________________________
2) Articulação com a Diplan (RedeUerjPlan → planejamento/orçamento)
3. O ponto focal atua como ponte com a Diplan (coordenação da Rede), alinhando a demanda com o planejamento e o ciclo orçamentário.
4. Em termos práticos, isso costuma envolver:
o encaixar a demanda na proposta orçamentária do período,
o ajustar prioridades,
o responder a solicitações/rodadas de consolidação (reuniões/oficinas, quando houver).
Saída dessa etapa: demanda “amarrada” ao planejamento/orçamento (o que facilita muito quando o processo vai para a DAF).
________________________________________
3) A demanda vira processo formal de contratação (SEI)
5. Abrir o processo administrativo (normalmente no SEI), anexando evidências do que foi planejado/validado no âmbito da RedeUerjPlan (registro, priorização interna, justificativa).
6. Inserir o documento que “puxa” a demanda para o processo (ex.: Documento de Formalização da Demanda/DOD), com:
o objeto,
o justificativa,
o quantidade,
o prazo,
o responsável(is) técnico(s) e quem fará fiscalização/ateste,
o indicação se é compra, serviço comum, serviço contínuo, engenharia etc.
________________________________________
4) Fase preparatória (montar o “kit técnico” que a DAF/DLC precisa)
7. ETP (Estudo Técnico Preliminar)
8. Termo de Referência (TR) / Projeto Básico (conforme o objeto)
9. Mapa de riscos (com medidas de tratamento)
10. Pesquisa de preços + memória de cálculo
11. Minutas (quando aplicável): edital/anexos e minuta contratual/instrumento substitutivo
12. Aprovações/pareceres (técnico e jurídico, conforme o rito adotado)
Saída dessa etapa: processo pronto para “rodar” sem devolução por falta de peça.
________________________________________
5) Encaminhamento para a DAF e condução do certame (DLC)
13. Com o kit completo, o processo segue para a DAF. 
14. A partir daí, a rotina típica é:
• análise formal do processo (checagem do conjunto ETP/TR/preços/risco),
• elaboração/ajuste e publicação do edital/aviso (quando for licitação),
• sessão pública (pregão/concorrência etc.),
• julgamento, habilitação, recursos,
• adjudicação e homologação.
________________________________________
6) Pós-licitação: contratação, execução e pagamento
15. Empenho e assinatura do contrato (ou instrumento substitutivo, conforme o caso)
16. Fiscalização/gestão do contrato (registros, medição/ateste)
17. Liquidação e pagamento
18. Encerramento / aditivos / sanções (se houver)
________________________________________
Checklist de “ordem de juntada” (do jeito que costuma evitar devolução)
1. Registro/saída da RedeUerjPlan (demanda qualificada)
2. DOD/peça de formalização da demanda
3. ETP
4. Mapa de riscos
5. TR/Projeto Básico (com critérios de medição/aceite e pagamento)
6. Pesquisa de preços (fontes + memória de cálculo)
7. Minutas/anexos
8. Aprovações/pareceres
9. Encaminhamento à DAF/DLC

Rede UerjPlan articula universidade para incentivar cultura de planejamento e orçamento participativo

Texto original: 17/12/202010:30, feito pela Diretoria de Comunicação da Uerj

 

 

A Rede de Planejamento e Orçamento da Uerj (Rede UerjPlan) foi criada pela Reitoria por meio do Ato Executivo 30 2020, em 18 de maio, e lançada oficialmente durante a solenidade comemorativa dos 70 anos da Universidade, no último dia 4 de dezembro. Seu objetivo principal é promover uma maior cultura de planejamento estratégico na instituição, integrado às questões orçamentárias para uma gestão transparente e eficiente.

A Rede UerjPlan aposta na dimensão participativa das ações e na articulação institucional, compartilhando responsabilidades, administrando demandas e recursos. Coordenada pela Diretoria de Planejamento e Orçamento da Uerj (Diplan), a Rede é composta por cerca de 50 pontos focais: servidores indicados pela direção de seus componentes organizacionais, para atuar como pontes entre eles e a Diretoria. A ideia é que esses pontos focais possam trocar ideias e propostas de planejamento para a Universidade.

 “A partir da Rede UerjPlan, estamos remodelando a forma como pensamos a gestão orçamentária e constituindo uma nova cultura de planejamento para melhor garantir a autonomia universitária”, esclareceu o diretor de Planejamento e Orçamento da Uerj, Bruno Sobral. Para isso, a Diplan promoveu encontros virtuais com as pró-reitorias, os centros setoriais e suas respectivas unidades acadêmicas. Foram ainda oferecidas oficinas técnicas remotas e reuniões sobre a Proposta Orçamentária.

No âmbito do estado do Rio de Janeiro, a atuação em redes já compõe a estratégia do órgão central de planejamento e orçamento em sua articulação com os demais setores, a exemplo das secretarias e entidades vinculadas – como a Uerj, que por ser ligada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), integra as redes do Executivo.

“Queremos uma relação de maior cooperação e diálogo com o governo estadual sobre a modernização da gestão e dando o exemplo de uma comunidade de boas práticas. Esse é o caminho para a busca de protagonismo da Universidade nas redes governamentais já existentes de planejamento e orçamento”, afirmou Bruno Sobral.

Conheça a experiência de alguns dos integrantes da Rede UerjPlan no vídeo abaixo.

Conheça a DIPLAN

Mais Sobre a Diplan

Destaques da Diplan

14 de janeiro de 2026

Ler maisLei Orçamentária Anual e Lei de Revisão do PPA para 2026 (Leis nº 11.097 e 11.098)

23 de julho de 2025

Ler maisLei nº 10.899 de 2025 – Dispõe sobre as diretrizes para elaboração da lei do orçamento anual de 2026, e dá outras providências

8 de março de 2025

Ler maisResolução Seplag Nº 358 de 2025 – Dispõe sobre as normas e procedimentos para o monitoramento do Plano Plurianual – Exercício 2025

Mais notícias


Acesso rápido a links da Diplan

Execução orçamentária

Confira, de forma sucinta, a execução dos recursos que foram alocados no orçamento da UERJ, desde 1995.

 

Cursos sugeridos

Sugestões de cursos de capacitação direcionados para as áreas de planejamento, orçamento e gestão.

 

Produtos, metas e indicadores do PPA

Acompanhe o monitoramento quadrimestral do Plano Plurianual.

 

Estrutura do PPA

Veja como funciona o instrumento de planejamento governamental de médio prazo, seus indicadores e revisões anuais.

 

Noções de orçamento público

Conheça, de forma geral, processos importantes para a compreensão do orçamento da UERJ.

 

Glossário de termos orçamentários

Compreenda alguns termos técnicos utilizados em nossas páginas.

 

Dashboard orçamentário fonte Diplan

Acompanhe receitas, despesas e execução orçamentária da UERJ em painéis dinâmicos e interativos.

Saiba mais

o    Departamentos

§  DLC - Licitações e Contratos

§  Núcleo de Informática


Organograma

  •  



 

  Serviço contínuo terceirizado (ex.: limpeza, vigilância, apoio administrativo, recepção, copeiragem, manutenção) tem bem mais “camadas” d...